segunda-feira, 15 de agosto de 2011

QUAL A MELHOR FORMA DE EXECUÇÃO DOS EXERCÍCIOS?


É muito simples, mas parece ter muita gente insistindo em realizar os exercícios incorretamente, mesmo que saibam o correto. Creio que esta teimosia deva-se ao fato de essas pessoas não desejarem diminuir a carga dos exercícios, o que permitiria realizá-los corretamente. Isso é uma questão relacionada à vaidade e a desorientação, afinal, levantar muito peso impressionaria mais as outras pessoas, como símbolo de status dominante.
Lembre-se: qualidade de execução e não-qualidade de peso é o que determinará um exercício bem realizado.
Não existe apenas uma forma ou mesmo a melhor forma de executar um exercício. Existem os métodos super lento, lento positivo, lento negativo, ajudado, com concentração de pico, explosivo, forçado negativo e convencional.
Libere o peso vagarosamente na fase negativa do movimento; então, realize um movimento explosivo na fase positiva, movimentando o peso o mais rápido possível, sem qualquer tipo de oscilação. Concentre-se no músculo-alvo. Eventualmente, você poderá, em alguns exercícios, reter o peso em posição isométrica por dois ou três segundos antes de liberá-lo; outras vezes, poderá ter a ajuda de um parceiro, que o auxiliará a vencer momentos de força mais críticos da fase positiva quando o movimento tende a se interromper.
Em outros casos, podemos aplicar outros princípios mais exóticos, como realizar todo o movimento, tanto o positivo quanto o negativo, muito lentamente como o proposto no método super lento. O método, apesar de ter maior aplicação em fisioterapia, em alguns momentos, poderá ser utilizado para pessoas não lesionadas ou em recuperação.
Como Treinar Muscula%C3%A7%C3%A3o Corretamente Qual a Melhor Forma de Execução dos Exercícios
Em certas ocasiões, utilizamos movimentos mais rápidos em ambas as fases: concêntrica e excêntrica. O objetivo é sempre promover microrrupturas controladas no músculo e no tecido conjuntivo, estimulando eficientemente o sistema neural.
Lembre-se: o seu parceiro não deverá realizar o exercício por você. Além de ser uma segurança a mais, ele apenas realiza uma pequena força no momento mais crítico, para que o movimento não se interrompa. Mas tão logo o peso tenha voltado ao curso do movimento normal, a ajuda deve cessar.
O tipo de ação e estímulo elétrico muscular empregado oferece diferentes impulsos ao sistema neuroproprioceptivo. Segundo Kraemer et al. (2005), a luz da eletromologia comprova que as ações excêntricas ativam um menor número de fibras musculares. Agora, se controladamente você realizar a fase excêntrica de um movimento, menor quantidade de fibras musculares será utilizada quando comparada a fase concêntrica, o que repercutirá em mais tensão nesse menor número de fibras ativadas na fase negativa.
Apesar desta maior eficiência neuromuscular, o treinamento com ênfase excêntrica não levará, necessariamente, a um maior ganho em força, pois a adaptação neuromuscular se dá de forma específica e diferenciada para ambas ações musculares. Dudley et al. (1991) demonstra que o treino tradicional, estimulando as fases concêntrica e excêntrica do é melhor para força e hipertrofia.
Se estamos buscando eficiência total em hipertrofia, devemos pensar em exaurir as possibilidades de movimento controlado em boa forma durante todas as fases do movimento, já que a força está fortemente relacionada a hipertrofia.
Referências – Musculação: Intensidade Total – Prof. Waldemar Guimarães

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