sexta-feira, 30 de setembro de 2011

BRASIL TESTA POLIPÍLULA QUE PODERÁ PREVENIR DOENÇAS CARDIOVASCULARES


Uma pílula que reúne quatro remédios para controlar a pressão arterial e o colesterol e prevenir o entupimento de vasos sanguíneos está sendo testada em diferentes países, incluindo o Brasil, para reduzir a incidência de doenças cardiovasculares.

São dois os alvos: pacientes com risco moderado que não têm bons resultados com dieta e exercícios e pessoas com risco elevado, que já tiveram infarto ou derrame.


O país já participou da primeira fase do primeiro estudo internacional com a chamada polipílula.

Os resultados, publicados em maio na revista "PLoS One", mostraram que a pílula pode diminuir em 60% o risco de infarto e derrame em pessoas com risco moderado.

Na pesquisa, esses pacientes tinham idade média de 60 anos, eram obesos e tinham pressão arterial e colesterol pouco elevados, além de outros fatores de risco.

"São pessoas que não necessitariam de medicação, mas, infelizmente, boa parte delas não consegue reduzir o risco com outras medidas", diz Otávio Berwanger, cardiologista do HCor (Hospital do Coração) e coordenador da pesquisa no Brasil.

Ao todo, 378 voluntários participaram do trabalho, que também foi feito na Índia, na Austrália, na Holanda, na Nova Zelândia e nos Estados Unidos.

A nova pesquisa

A segunda fase do estudo começa em novembro, com pacientes que já tiveram infarto ou AVC e tomam os remédios separadamente.

No Brasil, a pesquisa envolverá 22 hospitais, além do HCor, e 2.000 pessoas em todas as regiões do país.

Além disso, em 2012, o país deve participar da terceira fase de uma pesquisa já iniciada na Índia, na China e no Canadá.

Dessa vez, o responsável pela pesquisa brasileira será o Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia.

O objetivo, segundo o cardiologista Álvaro Avezum, diretor da divisão de pesquisa do instituto, é testar a medicação em 2.000 pacientes de São Paulo com risco cardíaco moderado.

Medicalização

De acordo com Luiz Antonio Machado César, presidente da Socesp (Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo) e cardiologista do InCor (Instituto do Coração da USP), a ideia é simplificar e baratear o tratamento.

Berwanger lembra que, hoje, no máximo metade dos pacientes de alto risco segue o tratamento corretamente. "Se pudermos facilitar a vida do paciente, mantendo os benefícios dos remédios, com custo menor e maior adesão, será muito interessante."

Ele afirma, no entanto, que a ideia não é "medicalizar" a prevenção de quem tem risco moderado. "A adesão a dieta e exercícios é péssima, apesar de as mudanças serem fundamentais. Essas pessoas não sentem nada, mas a tendência é piorar", afirma.

"Mudar o estilo de vida da população é utopia. Do jeito que a gente montou nossas cidades e a nossa vida nos grandes centros, essa opção não existe", afirma César.

Berwanger recorda, no entanto, que não se trata da "pílula da vida eterna", e que o controle de fatores como tabagismo e obesidade, deverá ser mantido, mesmo para quem tomar a polipílula.

Por Mariana Versolato

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Vergonha do físico e falta de atenção dos professores são principais motivos de desistências em academias!

Thamires Andrade
  • Cerca de 50 a 60% dos alunos que se matriculam em academias desistem nos primeiros 45 dias
    Cerca de 50 a 60% dos alunos que se matriculam em academias desistem nos primeiros 45 dias
Cerca de 50 a 60% dos alunos que se matriculam em academias desistem nos primeiros 45 dias. A estimativa é da Associação Brasileira de Academias (Acad) e os motivos que levam a essa decisão são os mais variados. Dos entrevistados, 68% afirmam que parte dessa desmotivação ocorre por falta de atenção dos professores no espaço em que estão matriculados. "Como a pessoa não tem o hábito de praticar atividades físicas e quase sempre estão com vergonha do corpo, os profissionais não podem apenas montar o programa e abandonar o aluno na sala.”, acredita Kleber Pereira, presidente da Acad. Pereira destaca como função dos professores identificar os mais tímidos e fazer um bom trabalho para que eles se relacionem melhor com as pessoas e com os aparelhos em que farão as atividades.
A advogada Sandra Scotti Colombo, hoje matriculada em uma academia feminina, conta que ficava constrangida em fazer exercícios por estar um pouco acima do peso. "Além disso, não gosto de praticar aulas com muita gente reunida. Já tinha tentado fazer exercícios em outros ambientes, mas não me adaptei, ou era muita gente ou era um desfile de moda. Gosto de fazer minha ginástica confortável e não me preocupar com o que estou vestindo", justifica ela. Foi para suprir essas necessidades que as academias passaram a investir em programas especiais para diminuir a evasão entre os novos alunos.
A maioria oferece acompanhamento nos três primeiros meses para estimular e entender as necessidades do aluno que ingressa. "É importante assim que ele entra na academia montar a rotina de atividades e levar em consideração as restrições físicas, como desconforto em alguma prática, tempo que está distante de atividades físicas e período que pode ficar na academia", acredita Rita de Cássia Ernandez, Coordenadora Técnica da academia Competition. O fator bem-estar, de acordo com ela, também precisa ser levado em conta para avaliar alguns conceitos como autoestima, disciplina, flexibilidade e força, para depois gerar um gráfico comparativo para mostrar a evolução obtida a cada três meses.
No início das atividades, entretanto, é preciso também ser claro e transparente com o aluno sobre os exercícios. Na opinião de Regina Bento Oliveira, professora da academia Contours, é essencial orientar o aluno das mudanças que acontecem no organismo e de possíveis dores que ele pode sentir pelo esforço físico. "O ideal é sentir apenas que praticou atividades físicas, especialmente os sedentários, e não uma dor insuportável por uma semana". Segundo ela, quando o aluno já sabe dos efeitos dos exercícios, se sente mais seguro e as chances de ficar uma semana sem voltar às aulas pelo trauma das dores iniciais diminui. Eduardo Neto, diretor técnico da academia Bodytech, concorda e acrescenta que o período inicial é uma espécie de educação para a cultura da academia, visto que os aparelhos usam uma tecnologia com a qual o aluno nem sempre está acostumado. "Ele precisa aprender a lidar com essas novidades, para depois poder fazer por conta própria, independente da ajuda do instrutor", comenta.
Para estimular os alunos a frequentar o espaço é importante criar compromissos. Para Neto, a melhor forma de lidar com pessoas que costumam faltar é agendar algumas atividades. "Marcar datas para mudanças na série de exercícios, convidar para outras aulas que a academia oferece, isso tudo contribui para o aluno continuar frequentando", explica Neto. No caso da aposentada Lila Arruda, se comprometer com as aulas fez a diferença quando começou a frequentar a academia. "Gostei do programa oferecido e de cara já fiz o plano de um ano. Não tinha muita certeza se ia ter motivação pra ir sempre, mas ter feito essa escolha por um período mais longo foi uma maneira de evitar faltar nas aulas", destaca ela.
O professor Rodolfo Vieira, da academia Bio Ritmo, acha fundamental acompanhar a frequência dos alunos, pois isto também é responsabilidade do professor. "Quando os alunos faltam, mandamos e-mail, SMS com mensagens de incentivo para voltar ao espaço.” Para ele, esse tratamento faz a diferença, pois mostra que o professor está preocupado com o aluno. Outra maneira de incentivo é mostrar os resultados práticos que foram obtidos. "Depois de três meses avaliamos parâmetros físicos, medidas de circunferência, peso, se ganhou massa magra e outros aspectos que os estimulam a dar continuidade à academia", mostra Vieira.

PITADAS SEGURAS DE SAL!


Estudo recente reacende a polêmica de até que ponto o sal faz mal à saúde

por Thais Manarini design Ana Paula Megda fotos Alex Silva

Ainda que a dieta ideal para prevenir a hipertensão vá além da redução de sal, não tem jeito: é no condimento que a maioria das pessoas pensa quando se fala na doença que coloca o coração e outros órgãos vitais em risco. E a relação imediata é compreensível. Afinal, nos últimos tempos não faltaram estudos e alertas para reforçar o perigo que o sódio, componente mais famoso do tempero, representa para as artérias. Publicada recentemente na conceituada revista Journal of the American Medical Association, uma pesquisa belga atraiu todas as atenções justamente por ir na contramão afirmando que não há motivos para fazer campanha tão fervorosa contra o mineral.

De acordo com o trabalho, que acompanhou 3 681 voluntários de meia-idade por aproximadamente oito anos, além de não proteger contra o desenvolvimento da pressão alta, o baixo consumo de sódio ainda torna as pessoas mais suscetíveis a doenças cardiovasculares. Contrassenso, a constatação reacendeu o debate sobre a relação entre o uso do saleiro e as mazelas do coração. "Os indivíduos avaliados no estudo eram jovens, predominantemente brancos e sem sobrepeso. Por isso, é possível imaginar que os resultados valem para esse grupo, mas não para a população em geral", comenta Carlos Alberto Machado, coordenador de ações sociais da Sociedade Brasileira de Cardiologia. "Ora, já se sabe que negros, obesos e idosos são mais sensíveis ao consumo do sal."

Já para Frida Plavnik, nefrologista e conselheira da Sociedade Brasileira de Hipertensão, há outro ponto desfavorável à pesquisa: não dá para garantir que a coleta de urina para verificar o nível de sódio excretado pelos participantes foi feita adequadamente. "Essa não é a primeira vez que cientistas chegam à conclusão de que o sal não interfere no aumento da pressão. Mas os trabalhos que mostram o contrário são mais evidentes."

Apesar de concordar que a investigação belga tem pontos falhos, o cardiologista Luiz Aparecido Bortolotto, diretor da Unidade Clínica de Hipertensão do Instituto do Coração, o Incor, em São Paulo, diz que ela é importante: "Isso porque mostra que em determinadas populações o sal não aumenta o risco de problemas cardiovasculares". O xis da questão — e aí fazem coro os especialistas — é que não dá para definir quem é mais sensível ou resistente aos seus efeitos sobre a pressão. "Por isso a recomendação da Organização Mundial da Saúde que prevê um consumo de até 5 gramas diários deve prevalecer", avisa Frida.
Para obedecê-la, não é preciso excluir o sal da dieta. Até porque fazer uma restrição total de sódio, de fato, pode trazer mais prejuízos do que vantagens. "Trata-se de um nutriente importante que participa de diversas funções no organismo, entre elas garantir o funcionamento adequado das membranas celulares e dos nervos", explica Camila Marcucci Gracia, nutricionista da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo, a Socesp. O excesso, ele sim, confirma Camila, é o vilão da história.

E, no quesito excesso de sal à mesa, infelizmente o brasileiro tem se destacado. A gente consome cerca de 12 gramas do condimento todo santo dia, ou seja, quase 2,5 vezes mais do que é recomendado pela Organização Mundial da Saúde, a OMS. Quando muito sódio passeia pelo corpo, um dos primeiros efeitos é a retenção de água e, de quebra, um aumento no volume de sangue circulante. As artérias não estão acostumadas a abrir passagem para tanto líquido. Eis por que a pressão exercida na parede dos vasos é intensa (veja o infográfico ao lado). Para piorar, o excesso de mineral também contribui para a constrição desses vasos, reduzindo seu espaço interno. "Com o tempo, a pressão alta pode danificar as artérias de órgãos vitais, como coração, cérebro e rins. Daí, cresce o risco de infarto, derrame e insuficiência renal crônica", explica o nutrólogo Paulo Henkin, da Associação Brasileira de Nutrologia, a Abran.

Para ter ideia de como a situação é séria, o cardiologista Carlos Alberto Machado calcula que, se passássemos a ingerir 5 gramas de sal, o equivalente a 2 gramas de sódio, conseguiríamos reduzir em 15% o número de mortes por derrame e em 10% as por infarto. Além disso, por volta de 1,5 milhão de pessoas ficariam livres de medicamentos para controlar o sobe e desce da pressão. E tem mais: os hipertensos ganhariam quatro anos na expectativa de vida.

Novos riscos para a Saúde

Se não bastassem os motivos para o peito, há outros que reforçam a necessidade de usar o sal com moderação. "Há evidências de que a ingestão exagerada de sódio pode causar pedras nos rins, piorar a resistência ao hormônio insulina, um fator de risco para o diabete do tipo 2, e também contribuir para o surgimento de problemas estomacais, como gastrite e úlcera", diz a nefrologista Frida Plavnik. Por falar em estômago, é válido lembrar que um estudo sul-coreano publicado na revista American Journal of Clinical Nutrition mostrou que uma dieta salgada além da conta está relacionada a um aumento de 10% nos casos de câncer nesse órgão. A conclusão veio à tona após os pesquisadores levantarem dados sobre a alimentação e o estilo de vida de mais de 2 milhões de adultos e submetê-los a exames completos durante um ano. Os mecanismos para explicar esse elo ainda não foram esclarecidos, mas o recado é claro: melhor não abusar.

"Em tese não precisaríamos adicionar sal à comida, porque a quantidade de sódio encontrada naturalmente nos alimentos como frutas, verduras, legumes e carnes já é suficiente para cobrir as necessidades do corpo", conta Henkin. Mas, como nosso paladar está muito habituado ao condimento, o conselho dos especialistas é encarar a redução como um processo. "Não dá para diminuir o consumo em 50% do dia para a noite", reconhece Frida. Para dar o pontapé inicial, uma boa é recorrer à ponta dos dedos, a famosa pitada, para salgar as refeições, uma vez que o saleiro nos deixa mais propensos ao exagero. E atenção: faça isso só depois que o prato estiver pronto. "O ideal, especialmente para os hipertensos, é cozinhar tudo sem sal. Dessa forma, é possível controlar com precisão a quantidade usada durante o dia", ensina Luiz Aparecido Bortolotto, do Incor.

Optar por alternativas como alho, cebola, pimenta e alecrim é um caminho apontado pela nutricionista Camila Marcucci Gracia para satisfazer o paladar sem comprometer as artérias. Ela ressalta, no entanto, que não adianta apenas monitorar o pacote de sal: é preciso ficar de olho nos alimentos industrializados, sabidamente lotados de sódio. "Modere o consumo de bolachas, biscoitos, produtos congelados, embutidos e evite temperos prontos", orienta Camila. Assim, com pequenos ajustes, dá para blindar o corpo contra uma série de males sem perder o sabor e o prazer de cada garfada.

Resistentes versus sensíveis
Estudiosos das Universidades Case Western e Ken State, nos Estados Unidos, revelaram por que a sensibilidade ao sal varia de pessoa para pessoa. É que o tempero afeta a capacidade do sistema cardiovascular de equilibrar a pressão e a temperatura do corpo ao mesmo tempo. Nos sensíveis, a temperatura é controlada com eficiência, mas a pressão sobe. Já nos resistentes ocorre o oposto. "Provavelmente esses mecanismos são determinados geneticamente, sofrendo influência da idade e da composição corporal", diz o cardiologista Marcus Bolívar Malachias, da Sociedade Brasileira de Cardiologia.

Composto de menos sódio e mais potássio, o sal light é uma boa opção para quem não tem problemas renais e quer proteger as artérias. Só não vale abusar!

Excesso de iodo? 

Para evitar o retardo mental entre as crianças e erradicar o bócio, foi publicada, em 1953, a primeira lei brasileira que estipulava a adição de iodo ao sal — hoje, são encontrados de 20 a 60 miligramas do nutriente a cada quilo do condimento. Mas, devido ao uso abusivo do saleiro, surgiu outra questão: o consumo excessivo de iodo e a maior incidência de uma doença autoimune chamada tireoidite de Hashimoto. Para driblar a encrenca, o governo federal defende um valor entre 15 e 45 miligramas. "Mas a medida pode prejudicar quem consegue maneirar no tempero, sobretudo quando o organismo precisa de maior aporte de iodo, como na gravidez", critica a endocrinologista Laura Ward, de São Paulo.
 

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Combata a anemia com esses alimentos

Veja os nutrientes que auxiliam na cura de diferentes anemias
TAMANHO DA LETRA: Diminuir texto Aumentar texto
PUBLICADO EM 23/8/2011 POR MINHA VIDA
O tipo mais comum de anemia é a ferropriva, causada pela ingestão insuficiente ou má absorção de ferro. O déficit desse nutriente impede a formação da hemoglobina e da mioglobina, que são duas proteínas presentes no sangue e responsáveis pelo transporte de oxigênio - sendo que a mioglobina transporta oxigênio apenas para nossos músculos. Isso fará com que o organismo não tenha oxigênio suficiente para completar as funções vitais.

"É necessário entender que vários nutrientes estão envolvidos na carência do ferro", conta a nutricionista Mayumi Shima. O nutrólogo Celso Cukier, do Hospital São Luiz, também explica que a anemia só é possível de ser revertida com a alimentação quando é fraca. "Caso seja uma anemia grave, a dieta deve ser completada com suplementos", diz.

Confira abaixo os nutrientes que participam do combate a essa doença e outros que devem ser consumidos com cautela: 
  • ferro - Foto Getty Images
  • Vitamina A - Foto Getty Images
  • Ácido fólico - Foto Getty Images
  • vitamina B12 - Foto Getty Images
  • Vitamina C - Foto Getty Images
  • alcachofra - Foto Getty Images
  • Cobre e zinco - Foto Getty Images
  • café e croissant - Foto Getty Images
1 DE 8
ferro - Foto Getty Images
Em primeiro lugar: o ferro
Esse é o nutriente mais importante quando o assunto é combater a anemia ferropriva. Isso porque a sua deficiência promove uma má formação da hemoglobina e dos glóbulos vermelhos. "Na anemia ferropriva, há redução da quantidade total de ferro corporal e, dessa forma, o fornecimento de ferro para o pleno funcionamento dos glóbulos vermelhos é insuficiente", afirma a nutricionista Mayumi Shima.

Podemos dividir esse nutriente em dois tipos: o ferro heme - que é melhor absorvido pelo organismo -, e o não heme - absorvido em menor quantidade.

As fontes de ferro heme são carne vermelha, fígado, aves e peixes. Já os alimentos fonte de ferro não heme são verduras de folhas escuras e leguminosas.  
Vitamina A é importante coadjuvante 
"A deficiência dessa vitamina dificulta o transporte do ferro armazenado no fígado para o sangue, causando danos na formação dos glóbulos vermelho", afirma a nutricionista Mayumi Shima.
As principais fontes de vitamina A são alimentos alaranjados ou verde-escuros e vísceras. 



Ácido fólico para anemia megaloblástica 
Os folatos são substâncias que participam diretamente da formação do nosso DNA - nossos genes, responsáveis por construir proteínas, como a hemoglobina e a mioglobina, essenciais para a formação dos glóbulos vermelhos e para o transporte e armazenamento do sangue. Quando não ingerimos quantidades adequadas de folatos, nossa síntese do DNA, consequentemente dos glóbulos vermelhos, é danificada.
Isso diminuirá a concentração de células sanguíneas, prejudicando o transporte de oxigênio e causando o que é chamado de anemia megaloblástica - ela não ocorre por deficiência de ferro, e sim pela dificuldade de transporte do oxigênio pelo sangue.
Alimentos fonte de ácido fólico: folhas verde-escuras, fígado, ovos e gérmen de trigo.  



Não esqueça a vitamina B12 
Esse nutriente atua juntamente com os folatos. De acordo com a nutricionista Mayumi Shima, a deficiência de vitamina B12 causa danos ao metabolismo do folato e o resultado é o que lemos anteriormente - a produção de glóbulos vermelhos e o transporte de oxigênio ficam prejudicados.
O nutrólogo Celso Cukier também alerta que a deficiência de vitamina B12 pode deixar as células sanguíneas mais inchadas, dificultando o transporte de oxigênio e causando a anemia megaloblástica.
Pelo fato de esse nutriente ser mais amplamente encontrado em vísceras, carnes, ovos, leite e derivados, a anemia megaloblástica é muito comum em veganos e vegetarianos. Nesses casos, a suplementação é necessária. 



Vitamina C, uma amiga do ferro 
A deficiência deste nutriente não causa diretamente uma anemia. O que a vitamina C faz é auxiliar a absorção e mobilização do ferro armazenado. Um exemplo dessa ação é quando comemos alguma fonte de ferro não heme acompanhada de alimentos ricos em vitamina C. Ao fazer isso, o ferro não heme se transforma em ferro heme, aumentando a sua absorção.
"Não ingerir quantidades adequadas de vitamina C causa danos no metabolismo do folato, além de promover hemólises (destruição dos glóbulos vermelhos) e hemorragias", afirma a nutricionista Mayumi Shima.
Alimentos fonte de vitamina C: frutas e verduras em geral. 



Alimentos amargos para absorver os nutrientes 
A nutricionista Mayumi Shima explica que alimentos de gosto amargo, como jiló, agrião, chicória, almeirão e alcachofra, têm o poder de estimular a secreção de enzimas digestivas. Isso facilita a absorção do ferro, do ácido fólico e das vitaminas do complexo B, contribuindo, assim, para o não aparecimento ou combate da anemia.  



Cobre e zinco
"A deficiência de cobre em nosso organismo vai interferir na formação da hemoglobina, o que pode levar a uma anemia", conta o nutrólogo Celso Cukier.
Já o zinco, presente em farelo de aveia, feijão, leite e arroz integrais, peito de frango ecarne vermelha, quando ingerido em excesso vai impedir a absorção do cobre, causando os mesmos efeitos da deficiência.
Fontes de cobre: ostras, lulas, siris, amendoim, nozes, amêndoas, sementes de girassol, passas, feijão, grãos-de-bico e lentilhas. 



Você já tem anemia? Evite esses excessos 
Na presença da anemia ferropriva, devemos evitar o excesso de alguns nutrientes que podem prejudicar a absorção do ferro, tais como:

Cálcio: o ideal é, durante o período de anemia, evitar consumo excessivo de leite, queijo, iogurte, entre outras fontes de cálcio, na mesma refeição rica em ferro. Isso porque ingerir cerca de 300mg (a recomendação diária é de 1000mg) de cálcio acompanhado de uma fonte de ferro não heme pode diminuir a absorção deste em 50 a 60%.

Fibras, taninos e fitatos: o consumo em maior quantidade de fibras pode diminuir a absorção do ferro. Já os taninos e fitatos são compostos químicos que se combinam ao ferro, tornando-o insolúvel, impedindo sua absorção. Evite o consumo excessivo de fibras - como pães e massas integrais -, café, chá preto ou chá mate na mesma refeição rica em ferro.  

terça-feira, 27 de setembro de 2011

DIETA EQUILIBRADA, EXERCÍCIOS E EXAMES, AJUDAM A REDUZIR RISCOS DE INFARTO!



Correio Braziliense.com.br
O coração pede socorro. As doenças coronarianas continuam a ser a segunda causa de morte no Brasil, atrás apenas dos acidentes vasculares cerebrais (AVC). O infarto, responsável pelo maior índice de mortalidade, tirou a vida de 76.359 brasileiros em 2009.

Para mudar a estatística, o Ministério da Saúde lançou um pacote de medidas que está disponível para consulta pública até 18 de outubro. A meta é reduzir para 5% o índice de mortes por ataques cardíacos em pacientes atendidos no Sistema Único de Saúde (SUS), que hoje oscila entre 10% e 15%. 

A proposta, direcionada inicialmente às maiores regiões metropolitanas do país, é criar novos leitos de UTI coronariana; incluir mais dois remédios no tratamento do infarto — que serão oferecidos gratuitamente aos pacientes internado; aumentar a verba para angioplastia primária e instalar tele-eletrocardiogramas nas ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). O investimento previsto é de R$ 234,4 milhões até 2014.

No Dia Mundial do Coração, comemorado hoje, o diretor da Sociedade Mineira de Cardiologia (SMC), Evandro Guimarães, alerta: “Não adianta nada o Ministério da Saúde agir se você não fizer a sua parte. A mudança de hábitos tem que começar dentro de casa”.

O cardiologista sugere, por exemplo, limitar o tempo gasto na frente da televisão e do computador para, no máximo, duas horas por dia. A ideia é que isso permita às pessoas aproveitarem os horários livres para andar de bicicleta, jogar peteca, cuidar do jardim ou simplesmente caminhar, nem que seja até a padaria e o supermercado. “O importante é sair da inércia. Está bem definido que a atividade física reduz a mortalidade cardiovascular, melhora o colesterol, diminui os níveis de pressão arterial e proporciona bem-estar”, afirma Guimarães.

Outra orientação é repensar os hábitos alimentares. Guimarães defende que os brasileiros devem seguir uma dieta saudável como a mediterrânea, baseada no consumo de massas, azeite, frutas, verduras e legumes, que comprovadamente reduz em 15% a chance de ter algum problema cardiovascular. É indicado, portanto, eliminar do cardápio a maior quantidade possível de gordura, até para não sofrer com excesso de peso, que também pode fazer o coração adoecer.

O diretor da SMC lembra, no entanto, que os fumantes precisam ir além. Não vai resolver nada a atividade física e a alimentação balanceada se o paciente continuar consumindo um maço de cigarro por dia. O tabagismo é e sempre será um dos principais inimigos do coração. “Se você fuma dois cigarros por dia, aumenta em 40% o risco de ter um infarto”, diz.

Tão importante quanto a mudança de vida é a avaliação cardiológica regular para medir pressão arterial, colesterol, glicemia, cintura abdominal e índice de massa corpórea (IMC). São exames simples que podem evitar o pior. “É muito comum receber no consultório um paciente de 50 anos que não sabia que era diabético. Às vezes, ele tinha a doença há mais de 10 anos e não sentia nada”, comenta o cardiologista. Como os brasileiros estão sofrendo infartos cada vez mais cedo, em parte por causa da vida agitada que levam, é bom procurar um especialista o quanto antes.

Para cuidar do coração, Guimarães reforça que é preciso ter força de vontade. Em um ano, o paciente pode não perceber os benefícios, mas a longo prazo o coração vai agradecer o esforço. “Se você reduzir seu peso, fizer atividade física e tiver uma alimentação saudável, vai conseguir viver mais e melhor. Além disso, vai depender menos da saúde pública, porque não vai precisar visitar o médico com tanta frequência nem vai tomar medicação. Isso é ter qualidade de vida.”

Sinal de alerta

Estava anunciado que, cedo ou tarde, o coração do analista de sistemas Beethoven Souza, 51 anos, daria sinais de que não funcionava bem. Mesmo sabendo que tinha risco de desenvolver uma doença coronária, pois sua mãe havia tido um infarte, ele não se preocupava com a saúde. Estava acima do peso, não se exercitava e comia de tudo. Só o cigarro havia conseguido abandonar. Até que, em 2006, ao sentir uma dor no peito, Beethoven descobriu que uma artéria do coração estava obstruída e recebeu o diagnóstico de angina.

No dia seguinte, outra surpresa. Na consulta com o cardiologista, o analista de sistemas soube que estava com colesterol, glicemia e pressão arterial alterados. Com os exames em mãos, Beethoven percebeu que era a hora de se cuidar. “Fui do consultório até em casa para a ficha cair. Quando cheguei, disse para a minha mulher: ‘Vou mudar de vida’. Era o que tinha que fazer, se quisesse continuar vivo”, relembra.

Antes mesmo de passar pela angioplastia, o analista de sistemas revolucionou a alimentação. “Comia tudo o que via. Era feijoada, caldo de mocotó, picanha na chapa. Lanchava todo dia coxinha, quibe ou pastel. Hoje, aprecio mais frango, peixe; carne vermelha, muito pouco”, diz. Beethoven agora leva verduras e legumes para o trabalho e prepara a salada na hora. No lanche, só frutas. Prefere passar longe da lanchonete. Resolveu fazer caminhada todos os dias na hora do almoço e conseguiu perder 15 quilos. Da angina, só restou o remédio para hipertensão.

Morte súbita

O infarto é a doença cardiovascular que mais preocupa, porque é uma das maiores causas de mortes súbitas. Ocorre quando o entupimento da artéria gera uma arritmia cardíaca grave e irreversível. A doença também pode fazer o paciente desenvolver insuficiência cardíaca. Se a área do infarte for muito grande, a perda muscular será tão extensa que o coração perderá a capacidade de bombear o sangue. São pessoas que poderão, no futuro, ter indicação de um transplante cardíaco.

TESTE A SAÚDE DO SEU CORAÇÃO

SEXO E IDADE
PERFIL - PONTOS
Homem de 20 a 30 anos / Mulher até 50 anos - 0
Homem de 31 a 40 anos - 1
Homem de 41 a 45 anos / Mulher de 51 anos ou mais - 2
Homem de 46 a 50 anos / Mulher sem ovário - 3
Homem de 51 a 60 anos / Mulher com irmã(o) infartado - 5
Homem de 61 anos ou mais / Mulher diabética - 6

CIGARRO
PERFIL - PONTOS
Nunca fumou - 0
Ex-fumante ou faz uso de cachimbo ou charuto - 1
Menos de 10 cigarros por dia - 2
De 10 a 20 cigarros por dia - 8
De 21 a 30 cigarros por dia - 9
De 31 a 40 cigarros por dia - 10

PESO
PERFIL - PONTOS
5kg a menos que o peso normal - 0
Peso Normal - 1
De 5 a 10kg acima do peso - 2
De 11 a 19kg acima do peso - 3
De 20 a 25kg acima do peso - 7
25kg ou mais acima do peso - 8

ATIVIDADE FÍSICA
PERFIL - PONTOS
Atividade profissional/esportiva intensa - 0
Atividade profissional/esportiva moderada - 1
Atividade profissional/esportiva leve - 2
Atividade profissional sedentária/esportiva moderada - 3
Atividade profissional sedentária/pouca atividade esportiva - 4
Inatividade física - 6

HISTÓRICO FAMILIAR
PERFIL - PONTOS
Nenhum - 0
Pai ou mãe c/ (+) de 60 anos c/ doença coronariana - 1
Pai e mãe c/ (+) de 60 anos c/ doença coronariana - 2
Pai ou mãe c/ (-) de 60 anos c/ doença coronariana - 3
Pai e mãe c/ (-) de 60 anos c/ doença coronariana - 7
Pai, mãe e irmão c/ doença coronariana - 8

PRESSÃO ARTERIAL
PERFIL - PONTOS
Até 119mmHg - 0
120 - 130mmHg - 1
131 - 140mmHg - 2
141 - 160mmHg - 6
161 - 180mmHg - 9
180mmHg ou (+) - 10

GLICOSE
PERFIL - PONTOS
Jejum abaixo de 80 - 0
Diabéticos na família - 1
Jejum < 100 / 2º hora < 140 - 2
Jejum > 100 / 2º hora > 140 - 5
Diabetes tratado - 6
Diabetes não controlado - 10

COLESTEROL
PERFIL - PONTOS
Abaixo de 180 - 0
181 - 200 - 1
201 - 220 - 2
221 - 240 - 7
241 - 280 - 9
> 280 - 10

RESULTADO
0 a 8 - Baixo risco
17 - Risco potencial
40 - Risco moderado
59 - Risco alto
67 - Faixa de perigo
68 - Perigo máximo

Por Celina Aquino

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Pré-Diabetes



O que é o “pré-diabetes”?

Antes de desenvolver o diabetes mellitus tipo 2, a maioria das pessoas apresenta uma condição assintomática chamada “pré-diabetes”. Também conhecida como “intolerância à glicose”, “tolerância diminuída à glicose” ou “glicemia de jejum alterada”, pré-diabetes é um termo que atualmente se aplica a cerca de 41 milhões de pessoas nos Estados Unidos que têm níveis de glicose (açúcar) no sangue maiores que o normal, mas ainda não altos o bastante para fazer o diagnóstico de diabetes.
Qual a importância do pré-diabetes?
Mais e mais, os médicos estão reconhecendo a importância de diagnosticar o pré-diabetes, já que o tratamento dessa condição pode prevenir o aparecimento do diabetes do tipo 2. Além disso, o tratamento adequado do pré-diabetes pode prevenir várias complicações sérias associadas ao diabetes mellitus tipo 2, tais como: doenças cardíacas e lesões aos rins ou aos olhos. Já há vários estudos que demonstram que essas complicações, tradicionalmente atribuídas apenas ao diabetes já instalado, começam a se desenvolver muito antes que o diagnóstico de diabetes seja feito - ou seja, na fase do pré-diabetes.
Ou seja: reconhecer e tratar adequadamente o pré-diabetes pode:
a) prevenir o surgimento do diabetes tipo 2, e
b) prevenir as complicações do diabetes tipo 2 - mesmo que o paciente ainda não tenha diabetes!
Quais são as pessoas que correm risco de desenvolver diabetes tipo 2?
O risco de diabetes tipo 2 está aumentado em pessoas com as seguintes características:
- Presença de outras pessoas na família com diabetes tipo 2 (pais, tios, irmãos);
- Mulheres que tenham tido diabetes gestacional ou que tenham dado à luz um bebê pesando mais de 4 Kg;
- Mulheres com a síndrome dos ovários micropolicísticos;
- Pessoas acima do peso (sobrepeso ou obesidade). principalmente quando o excesso de gordura está mais acumulado na barriga;
- Pessoas com colesterol alto, aumento do triglicérides ou níveis baixos do chamado “bom colesterol” (HDL-colesterol);
- Sedentários;
- Idosos - com o avanço da idade, as pessoas se tornam menos capazes de controlar adequadamente os níveis de glicose.
Como identificar o pré-diabetes?
Embora a maioria das pessoas com pré-diabetes não tenha qualquer sintoma (ou seja, trata-se de uma condição assintomática), alguns indivíduos já podem apresentar sintomas sugestivos de diabetes, tais como: sede excessiva, necessidade de urinar muitas vezes e em grande quantidade, visão borrada ou cansaço acentuado.
Geralmente, o diagnóstico de pré-diabetes é feito através de alguns exames de laboratório.
Quem deve fazer exames para avaliar a presença de pré-diabetes?
As seguintes pessoas precisam fazer exames periodicamente para determinar se são portadoras ou não de pré-diabetes:
- Adultos com mais de 45 anos;
- Adultos com qualquer fator de risco para diabetes (veja quadro acima);
- Excesso de peso (índice de massa corporal acima de 25); *
- Pessoas que já tenham tido exames anteriores com níveis elevados de glicose;
- Mulheres que tenham tido diabetes durante a gravidez (diabetes gestacional) anteriormente ou que tenham dado à luz bebês com mais de 4 Kg;
- Presença de componentes da síndrome metabólica: aumento dos triglicérides, baixos níveis de colesterol “bom” (HDL), acúmulo de gordura no abdome, pressão alta (hipertensão arterial);
- Mulheres com síndrome dos ovários micropolicísticos.
Índice de massa corporal = peso (em Kg) dividido pelo quadrado da altura (em m).
Como é feito o diagnóstico de pré-diabetes?
Dois diferentes testes podem diagnosticar o pré-diabetes. São eles:
a) Glicemia de jejum - consiste na coleta de uma amostra de sangue, em jejum, após um jejum de 8 horas, para avaliar o nível de glicose no sangue. O normal é menor que 100 mg/dL.
b) Teste de Tolerância à Glicose - consiste na coleta de sangue em jejum e na coleta de uma outra amostra de sangue 2 horas após a ingestão de um copo grande de água contendo 75 g de glicose diluída. Deve ser feito quando o paciente apresenta uma glicemia de jejum maior que o normal mas ainda menor que o nível necessário para o diagnóstico de diabetes - ou seja, quando a glicemia de jejum é maior ou igual a 100 mg/dL e menor que 126 mg/dL.
Como interpretar o resultado da glicemia de jejum?
ResultadoDiagnóstico
Menor que 100 mg/dLNormal
Entre 100 e 125 mg/dLGlicemia de jejum alterada
Maior (ou igual) a 126 mg/dL (em 2 medidas)Diabetes
Como interpretar o resultado do teste de tolerância à glicose?
Resultado (2 horas após 75g de glicose)Diagnóstico
Menor que 140 mg/dLNormal
Entre 140 e 199 mg/dLIntolerância à glicose
Maior (ou igual) a 200 mg/dLDiabetes
Resumindo: 
- Pacientes com glicemia de jejum normal (menor que 100) e teste de tolerância à glicose normal (menor que 140) são considerados normais;
- Pacientes com glicemia de jejum normal ou alterada (mas menor que 126) e teste de tolerância à glicose entre 140 e 200 são considerados portadores de intolerância à glicose;
- Pacientes com glicemia de jejum alterada (mas menor que 126) e teste de tolerância à glicose normal (menor que 140) são considerados portadores de glicemia de jejum alterada;
- Pacientes com glicemia de jejum maior que 126 (em pelo menos 2 medidas, em dias diferentes) OU com teste de tolerância à glicose acima de 200 são considerados portadores de diabetes.
- Pacientes com intolerância à glicose ou glicemia de jejum alterada são considerados portadores de pré-diabetes.
Pré-Diabetes
Glicemia de jejum
OU
Teste de Tolerância à Glicose (2h)
Entre 100 e 125
Entre 140 e 199

Qual é o tratamento para o pré-diabetes?
O principal componente do tratamento do pré-diabetes consiste nas mudanças de estilo de vida - ou seja, na adoção de um hábito de vida saudável, que inclui as seguintes medidas:
a) alimentação saudável e equilibrada - leia mais em: “10 passos para uma alimentação saudável”;
b) perda de peso - se você está acima do peso, uma perda de 5 a 10% do seu peso inicial pode fazer uma enorme diferença;
c) atividade física regular - tente exercitar-se 30 minutos por dia, durante 5 dias da semana. Essa atividade pode ser dividida em vários períodos curtos: 3 sessões de 10 minutos num dia ou 2 sessões de 15 minutos noutro dia. Escolha uma atividade que você goste de fazer, como, por exemplo, caminhar, ou nadar, ou dançar, ou jogar tênis ou futebol.
d) pare de fumar;
e) trate adequadamente da sua pressão arterial ou do seu colesterol, se necessário.
Baseado em texto da WebMD Health - www.webmd.com