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quinta-feira, 12 de julho de 2012
quarta-feira, 11 de julho de 2012
ANVISA SUSPENDE EMAGRECEDOR E ALERTA PARA OS RISCOS DE SUPLEMENTOS
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu nesta terça-feira (10) a fabricação, distribuição, divulgação, venda e uso do emagrecedor OxyElite Pro em todo o país, por não ter sua composição, risco e segurança comprovados.
saiba mais
O produto é considerado um suplemento alimentar, da mesma forma que os similares Jack3D e Lipo-6 Black. É composto por uma substância chamada dimetilamilamina (DMAA), que pode causar dependência, disfunções metabólicas, insuficiência renal, falência do fígado, problemas cardiovasculares, alterações do sistema nervoso e até a morte.
O DMAA é usado também como descongestionante nasal e foi incluído entre as substâncias que acusam doping nos EUA. Países como Austrália e Nova Zelândia já suspenderam a substância.
Além de ser usado por quem quer emagrecer, o DMAA é empregado para aumentar o rendimento de atletas e também como droga. Na terça-feira passada (3), a Anvisa o incluiu na lista de substâncias proscritas no Brasil, o que impede sua importação, inclusive por pessoas físicas.
Segundo a Anvisa, alguns suplementos alimentares contêm ingredientes que não são seguros para o consumo ou apresentam substâncias "terapêuticas" que não podem ser ingeridas sem acompanhamento médico.
O alerta ressalta, ainda, que muitos suplementos vendidos no Brasil não estão regularizados pela agência e são comercializados irregularmente. Alguns contêm estimulantes e hormônios como testosterona e do crescimento (GH), sendo considerados, portanto, anabolizantes.
A regulamentação sanitária brasileira permite que pessoas físicas importem suplementos alimentares para consumo próprio, mesmo que esses produtos não estejam regularizados pela Anvisa. Entretanto, eles não podem ser importados com finalidade de revenda ou comércio ou conter substâncias sujeitas a controle especial ou proibidas, como é o caso do DMAA.
Cada país controla os suplementos de maneira específica e, em muitos casos, não são realizadas avaliações de segurança, qualidade ou eficácia antes da entrada deles no mercado.
No Brasil, alimentos apresentados em formatos farmacêuticos (cápsulas, tabletes ou outros destinados a serem ingeridos em doses) só podem ser comercializados depois de verificados eventuais efeitos adversos e a segurança do uso.
Propagandas e rótulos que indiquem alimentos para prevenção ou tratamento de doenças e sintomas, emagrecimento, redução de gordura, ganho de massa muscular, aceleração do metabolismo ou melhora do desempenho sexual são ilegais e podem conter substâncias não seguras, destaca a Anvisa.
Como identificar suplementos não regularizados
- Promessas milagrosas e de ação rápida, como "Perca 5 kg em uma semana"
- Indicações de propriedades ou benefícios cosméticos, como redução de rugas, celulite, melhora da pele, etc
- Indicações terapêuticas ou medicamentosas, como cura de doenças, tratamento de diabetes, artrite e emagrecimento
- Uso de imagens e/ou expressões que façam referência a hormônios e outras substâncias farmacológicas
- Produtos rotulados exclusivamente em língua estrangeira
- Fotos de pessoas hipermusculosas ou que façam alusão à perda de peso
- Panfletos para divulgar alegações do produto como estratégia para burlar a fiscalização
- Comercialização em sites sem identificação da empresa fabricante, distribuidora, endereço, CNPJ ou serviço de atendimento ao consumidor
- Promessas milagrosas e de ação rápida, como "Perca 5 kg em uma semana"
- Indicações de propriedades ou benefícios cosméticos, como redução de rugas, celulite, melhora da pele, etc
- Indicações terapêuticas ou medicamentosas, como cura de doenças, tratamento de diabetes, artrite e emagrecimento
- Uso de imagens e/ou expressões que façam referência a hormônios e outras substâncias farmacológicas
- Produtos rotulados exclusivamente em língua estrangeira
- Fotos de pessoas hipermusculosas ou que façam alusão à perda de peso
- Panfletos para divulgar alegações do produto como estratégia para burlar a fiscalização
- Comercialização em sites sem identificação da empresa fabricante, distribuidora, endereço, CNPJ ou serviço de atendimento ao consumidor
Recomendações aos consumidores
- Peça orientação de seu nutricionista ou médico para identificar produtos seguros e regularizados pela Anvisa
- Desconfie se o produto for "bom demais para ser verdade". Ter um corpo definido e emagrecer nem sempre é rápido ou fácil, principalmente de forma saudável
- Consumidores que adquiriram produtos com DMAA na composição devem buscar orientação na autoridade sanitária local sobre a destinação adequada
- Mais informações podem ser obtidas pela Central de Atendimento da Anvisa, no número
0800 642 9782
- Peça orientação de seu nutricionista ou médico para identificar produtos seguros e regularizados pela Anvisa
- Desconfie se o produto for "bom demais para ser verdade". Ter um corpo definido e emagrecer nem sempre é rápido ou fácil, principalmente de forma saudável
- Consumidores que adquiriram produtos com DMAA na composição devem buscar orientação na autoridade sanitária local sobre a destinação adequada
- Mais informações podem ser obtidas pela Central de Atendimento da Anvisa, no número
0800 642 9782segunda-feira, 2 de julho de 2012
Dieta rica em proteína e com restrição a carboidratos prejudica saúde cardíaca da mulher
Esse tipo de alimentação, que ajuda a emagrecer, aumenta o risco de problema cardiovascular
Mulheres que comem muita proteína e pouco carboidrato, como aconselham algumas dietas famosas, entre elas a do Dr. Atkins (as dietas mais conhecidas do mundo), têm maiores riscos de sofrer uma doença cardiovascular. É o que concluiu um estudo feito na Suécia por uma equipe internacional de pesquisadores e publicado nesta terça-feira na revista British Medical Journal (BMJ).
CONHEÇA A PESQUISA
Título original: Low carbohydrate-high protein diet and incidence of cardiovascular diseases in Swedish women: prospective cohort study
Onde foi divulgada: revista British Medical Journal (BMJ)
Quem fez: Pagona Lagiou, Sven Sandin, Marie Lof, Dimitrios Trichopoulos, Hans-Olov Adami e Elisabete Weiderpass
Instituição: Universidade de Harvard, EUA; Instituto Karolinska, Suécia, e outros
Dados de amostragem: 43.396 mulheres de 30 a 49 anos
Resultado: Uma dieta pobre em carboidratos e com muita proteína pode elevar em até 60% o risco de um evento cardiovascular entre mulheres, e aumentar em 28% o número de casos de doenças cardiovasculares
O estudo acompanhou, durante 15 anos, aproximadamente 44.000 mulheres suecas com idades entre 30 e 49 anos. Ao longo desse período, as participantes responderam a questionários sobre hábitos alimentares e estilo de vida, e os pesquisadores mediram a quantidade de carboidratos e proteínas consumidos por elas. Ao final do trabalho, foram registrados 1.270 eventos cardiovasculares.
Leia também: Médico esclarece dúvidas sobre obesidade e dietas
Os resultados indicaram que, comparadas às mulheres que consumiam mais carboidratos, aquelas que comiam menos carboidratos e mais proteína apresentaram um risco até 60% maior de sofrer um evento cardiovascular. Esse risco pode ser menor dependendo da alimentação de cada uma.
Em termos absolutos, a pesquisa mostrou que alimentação baseada em proteínas acrescentou cinco casos de problemas cardiovasculares por 10.000 mulheres. Os autores do estudo explicam que, embora em números absolutos esse aumento pareça pequeno, ele é preocupante, pois esse tipo de dieta é seguido por grande parte das mulheres jovens.
Prejuízos são maiores — Segundo os pesquisadores, no entanto, os resultados não anulam o fato de que esse tipo de alimentação tem benefícios a curto prazo, especialmente em relação ao controle do peso e à resistência à insulina. Ainda assim, pesquisadores avaliam que os benefícios a curto prazo não compensam os prejuízos à saúde cardiovascular.
quinta-feira, 21 de junho de 2012
Hérnia de Disco Pode ser Tratada Sem Cirurgia
A hérnia de disco está entre as queixas mais recorrentes quando o assunto é problema na coluna. Apenas no Brasil, são mais de cinco milhões de pessoas sofrendo com os traumas resultantes dessa complicação. A hérnia de disco nada mais é do que uma ruptura estrutural em um dos discos da coluna, ocorrendo com mais frequência na região lombar ou cervical. Além de provocar dor, ela geralmente inabilita a vítima de exercer suas funções normalmente. Após passar por um diagnóstico médico, muitas pessoas são logo encaminhadas para a cirurgia, expondo seus organismos aos riscos inerentes a qualquer intervenção cirúrgica. Mas o que o grande público não sabe, e merece saber, é que a cirurgia não é a única solução para esse mal, e muitas vezes é a saída menos indicada. A Academia Americana de Cirurgiões Ortopédicos afirma, com base em estudos, que cerca de 90% dos portadores de hérnia de disco podem melhorar através de práticas orientadas e regulares de técnicas como a acupuntura, a fisioterapia, o Rolfing e o RPG (Reeducação Postural Global). “A cirurgia só deve ser uma opção quando não há resposta terapêutica a um tratamento de no mínimo oito semanas envolvendo fisioterapia, outras técnicas e medicamentos”, alerta o reumatologista paulista José Goldenberg. Confira quais são as possibilidades de tratamento: Fisioterapia: Tratamento recomendado principalmente para o relaxamento e a reeducação postural. Evita que problemas pequenos se tornem grandes. Acupuntura: Indicado como complemento de outras terapias e apenas para problemas em estágio inicial. O tratamento à base das agulhas serve para aliviar dores e desbloquear terminais de energia espalhados pelo corpo. Rolfing e RPG: Ambos são muito úteis no fortalecimento das vértebras, gerando flexibilidade e maior capacidade de movimentos. Antiinflamatórios: Quando a situação está realmente grave, os terminais nervosos, a musculatura, as articulações e os ligamentos ficam contraídos pela inflamação, causando mais dor que o suportável. Os antiinflamatórios são bem úteis nesse caso. Exercícios físicos: Fortalecer os músculos, em especial o grupo abdominal, é primeiro passo pra quem quer ficar longe dos problemas de coluna. É possível reforçar músculos e tendões que circundam as vértebras e impedir o avanço da doença. Fonte: Portal Viva Viver e Revista Istoé
quarta-feira, 30 de maio de 2012
OBESIDADE E SÍNDROME METABÓLICA - Estratificação do Risco Cardiovascular.
Análise do Caso
Mulher jovem, multípara, obesidade grau 2 (IMC=37 kg/m2 com relação cintura-quadril elevada = 0,94), com diagnóstico de síndrome metabólica (segundo IDF): obesidade abdominal (cintura > 80 cm) + dislipidemia mista (colesterol total elevado, HDL baixo e triglicerídeos elevado) + glicemia de jejum alterada (com clínica de resistência insulínica [RI] = acantose nigricans) + elevação da PA. Apesar da história familiar de tireopatia e da tireóide estar aumentada à palpação, apresenta TSH normal.
Utilizando o escore de Framingham, a paciente é estratificada da seguinte maneira:
Entretanto, a IV Diretriz Brasileira sobre Dislipidemia 2007, reconhecendo que grande parte dos eventos coronarianos, principalmente em indivíduos mais jovens e entre as mulheres, é subestimada pelo escore de Framingham, especialmente quando em nível baixo ou intermediário, optou por utilizar outros marcadores de risco – que, quando presentes, poderiam contribuir para a identificação de uma situação de risco maior. Neste caso, os indivíduos de baixo risco, ou de risco intermediário, seriam reclassificados para uma categoria de risco imediatamente superior - para risco médio ou alto, respectivamente.
Entre os agravantes de risco, encontra-se a Síndrome Metabólica. Assim, a paciente acima apresenta um risco intermediário de infarto e morte por DAC em 10 anos. Resumindo, as metas lipídicas para ela são:
• LDL-colesterol: < 130 mg/dL
• HDL-colesterol: ≥ 50 mg/dL
• Colesterol não HDL: < 160 mg/dL
• Triglicerídeos: < 150 mg/dL
• HDL-colesterol: ≥ 50 mg/dL
• Colesterol não HDL: < 160 mg/dL
• Triglicerídeos: < 150 mg/dL
• Obs: caso confirme um diagnóstico de DM2, a paciente é estratificada como alto risco e as metas são modificadas.
Com relação à avaliação complementar:
• Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG) - a paciente possui vários fatores de risco para o DM2: glicemia de jejum alterada, história familiar de diabetes, obesidade, HAS, dislipidemia. Ainda apresenta acantose nigricans (RI) e é sedentária. Seria importante questionar sobre o peso de nascimento dos filhos (macrossomia?).
• Ultrassonografia (USG) de tireóide e anticorpos anti-TPO e anti-tireoglobulina - não é indicação formal a avaliação tireoideana. Entretanto, existem indícios de tireoidopatia, como a Tireoidite de Hashimoto.
• Hipercortisolismo: cortisol livre urinário / cortisol pós 1 mg de dexametasona - Clinicamente, a paciente apresenta somente a obesidade e a elevação da pressão arterial. As estrias são brancas e não violáceas, que seriam típicas da Síndrome de Cushing. Dessa forma, a avaliação do hipercortisolismo não é obrigatória nesta etapa da consulta.
• USG de abdome superior e dosagem de transaminases - pela história de obesidade abdominal e acantose nigricans, apresenta risco de esteatose hepática não-alcoólica (NASH). É um diagnóstico de co-morbidade importante e útil na escolha da terapia medicamentosa.
• Insulinemia e glicemia de jejum / cálculo do HOMA-R - a avaliação laboratorial da RI pelo cálculo do HOMA não é indicada na prática clínica. É útil em centros de pesquisas. Clinicamente, a paciente já apresenta acantose nigricans que indica a RI, independente do valor do HOMA-R.
• Ultrassonografia (USG) de tireóide e anticorpos anti-TPO e anti-tireoglobulina - não é indicação formal a avaliação tireoideana. Entretanto, existem indícios de tireoidopatia, como a Tireoidite de Hashimoto.
• Hipercortisolismo: cortisol livre urinário / cortisol pós 1 mg de dexametasona - Clinicamente, a paciente apresenta somente a obesidade e a elevação da pressão arterial. As estrias são brancas e não violáceas, que seriam típicas da Síndrome de Cushing. Dessa forma, a avaliação do hipercortisolismo não é obrigatória nesta etapa da consulta.
• USG de abdome superior e dosagem de transaminases - pela história de obesidade abdominal e acantose nigricans, apresenta risco de esteatose hepática não-alcoólica (NASH). É um diagnóstico de co-morbidade importante e útil na escolha da terapia medicamentosa.
• Insulinemia e glicemia de jejum / cálculo do HOMA-R - a avaliação laboratorial da RI pelo cálculo do HOMA não é indicada na prática clínica. É útil em centros de pesquisas. Clinicamente, a paciente já apresenta acantose nigricans que indica a RI, independente do valor do HOMA-R.
Os objetivos do tratamento da paciente (considerando que o TOTG não revelou DM2) incluem:
Instituição de uma dieta saudável
• Adequar as calorias ao gasto energético
• Cálculo do VET (valor energético total) = peso ideal (IMC=25 e alt=155 cm 60 kg) X grau de atividade física (leve = 30 kcal/kg/dia) = 1800 kcal
• Fracionamento: 5 a 6 refeições ao dia
• Limitar gordura saturada (< 10% calorias totais)
• Incentivar peixes, carnes magras, aves
• Leite e derivados desnatados
• Diminuir ácidos graxos trans (gordura hidrogenada)
• Incrementar carboidratos complexos (grãos)
• Incentivar verduras, legumes, frutas
• Evitar açúcar (sacarose): utilizar adoçantes
• Moderar consumo de sal (< 6 g/dia)
• Limitar álcool (máximo uma dose/dia)
• Cálculo do VET (valor energético total) = peso ideal (IMC=25 e alt=155 cm 60 kg) X grau de atividade física (leve = 30 kcal/kg/dia) = 1800 kcal
• Fracionamento: 5 a 6 refeições ao dia
• Limitar gordura saturada (< 10% calorias totais)
• Incentivar peixes, carnes magras, aves
• Leite e derivados desnatados
• Diminuir ácidos graxos trans (gordura hidrogenada)
• Incrementar carboidratos complexos (grãos)
• Incentivar verduras, legumes, frutas
• Evitar açúcar (sacarose): utilizar adoçantes
• Moderar consumo de sal (< 6 g/dia)
• Limitar álcool (máximo uma dose/dia)
Incentivar a prática de exercícios físicos
• Objetivo:
• Mínimo: 30 minutos de exercício moderado 3 a 5 dias por semana
• Ideal : diariamente
• Atividade física recomendada:
• Atividade aeróbica a 40% - 60% da freqüência cardíaca máxima
• Há benefícios adicionais com atividade acima de 60%, 20 - 40 minutos, 3 a 5 dias/semana
• Treinamento de resistência com 8-10 exercícios diferentes, 10-15 repetições, 2 dias/semana
• Exercícios de flexibilidade
• Incrementar atividade física diária
Obtenção e manutenção do peso ideal
• Objetivo
• IMC 18,5 – 24,9 Kg/m2 [IMC = P (kg) ÷ altura ( m)2]
• Intervenção recomendada:
• Iniciar dieta e atividade física para atingir IMC 18,5 - 24,9 kg/m2
• Objetivo: diminuir 10% do peso no primeiro ano
• Objetivo da circunferência abdominal é ≤ 80 cm para mulheres
• Intervenção medicamentosa: A mudança de estilo de vida (MEV) pode ser instituída e reavaliada após três meses. Entretanto, a paciente apresenta um IMC de obesidade grau 2, havendo indicação do uso concomitante de medicação.
Opções terapêuticas:
• Derivados de anfetamina: apesar da idade (jovem), a paciente apresenta uma HAS leve, que pode piorar com este grupo medicamentoso.
• Orlistat: melhora perfil lipídico e glicídico, podendo diminuir a cintura abdominal (Estudo Xendos). Tem que avaliar o ritmo intestinal e a ingesta de gordura da paciente.
• Sibutramina: é a droga de escolha. Como sacietógeno, pode trazer benefícios para a paciente na perda de peso. Iniciar com 10 mg, titulando para 15 e 20 mg (máximo).
• Rimonabanto: liberado há poucos meses no Brasil, tem a indicação para pessoas como essa paciente: obesidade com Síndrome Metabólica. Estudos (série RIO’s) mostram o benefício na melhora metabólica e na diminuição da cintura abdominal. Entretanto, a paciente apresenta um
histórico prévio de depressão. Não é uma contraindicação absoluta no caso dela, mas precisa uma avaliação psiquiátrica adequada.
• Sibutramina: é a droga de escolha. Como sacietógeno, pode trazer benefícios para a paciente na perda de peso. Iniciar com 10 mg, titulando para 15 e 20 mg (máximo).
• Rimonabanto: liberado há poucos meses no Brasil, tem a indicação para pessoas como essa paciente: obesidade com Síndrome Metabólica. Estudos (série RIO’s) mostram o benefício na melhora metabólica e na diminuição da cintura abdominal. Entretanto, a paciente apresenta um
histórico prévio de depressão. Não é uma contraindicação absoluta no caso dela, mas precisa uma avaliação psiquiátrica adequada.
Controle metabólico
• Orientação dietética para hipercolesterolemia
• Laticínios
• leite e iogurte desnatados, queijos magros
• evitar manteiga, nata e creme de leite
• Gorduras
• evitar gordura animal (ácidos graxos saturados)
• restringir gordura vegetal hidrogenada:
– entre as margarinas preferir as cremosas
• restringir alimentos ricos em colesterol
– gema de ovo
– fígado
– miolo
• usar óleo monoinsaturados
– canola
– oliva
• evitar óleo de coco e dendê
• Carnes
• carnes magras
• retirar a gordura antes de cozinhar
• preparações com pouca gordura
– grelhados
• incentivar o consumo de peixe
• evitar embutidos
– alternativa: presunto e salsicha de aves
• Carboidratos
• preferir carboidratos complexos
• aumentar o consumo de fibras solúveis
– aveia, maçã
• Legumes, verduras e frutas
• ricos em antioxidantes
• incentivar o consumo
• Produtos de panificação
• cuidar com o conteúdo de gordura hidrogenada
• Álcool
• aumenta o HDL
• não incentivar o consumo
• efeito benéfico do suco de uva
• Laticínios
• leite e iogurte desnatados, queijos magros
• evitar manteiga, nata e creme de leite
• Gorduras
• evitar gordura animal (ácidos graxos saturados)
• restringir gordura vegetal hidrogenada:
– entre as margarinas preferir as cremosas
• restringir alimentos ricos em colesterol
– gema de ovo
– fígado
– miolo
• usar óleo monoinsaturados
– canola
– oliva
• evitar óleo de coco e dendê
• Carnes
• carnes magras
• retirar a gordura antes de cozinhar
• preparações com pouca gordura
– grelhados
• incentivar o consumo de peixe
• evitar embutidos
– alternativa: presunto e salsicha de aves
• Carboidratos
• preferir carboidratos complexos
• aumentar o consumo de fibras solúveis
– aveia, maçã
• Legumes, verduras e frutas
• ricos em antioxidantes
• incentivar o consumo
• Produtos de panificação
• cuidar com o conteúdo de gordura hidrogenada
• Álcool
• aumenta o HDL
• não incentivar o consumo
• efeito benéfico do suco de uva
Obs1: como a paciente apresenta um risco intermediário, é possível realizar a MEV e reavaliar após três meses. Se as metas de controle não forem atingidas, existe a indicação de iniciar estatina.
Controle da pressão arterial:
• Objetivo:
• PA < 130/80 mmHg
• Intervenção Recomendada
• Mudanças do estilo de vida (MEV)
• Adicionar medicação anti-hipertensiva se o objetivo de PA não for atingido com as MEV
• Terapêutica individualizada
• Considerar doenças co-existentes
• PA < 130/80 mmHg
• Intervenção Recomendada
• Mudanças do estilo de vida (MEV)
• Adicionar medicação anti-hipertensiva se o objetivo de PA não for atingido com as MEV
• Terapêutica individualizada
• Considerar doenças co-existentes
Óleo de coco: para emagrecer...Será???
O óleo de coco, seja na forma líquida ou na de pílula, é o emagrecedor da moda. Na forma de pílula, é ingerido duas vezes ao dia. Líquido, também pode ser ingerido ou usado no preparo de alimentos. Na Mundo Verde, uma rede de 205 lojas de produtos naturais espalhadas pelo Brasil, as vendas aumentaram 500% nos últimos 4 meses, mais do que qualquer outro produto. O frenesi não deve continuar por muito tempo. Vários alimentos, bebidas, sementes e produtos naturais caíram no esquecimento pela ausência de estudos científicos e resultados práticos que comprovassem sua eficácia. O caminho dessa nova moda parece ser o mesmo.
Saiba mais
COLESTEROL
O colesterol é importante para o organismo para sintetizar vitaminas e hormônios, mas eles não circulam livremente pelo sangue. Para fazer isso, é preciso que se juntem às lipoproteínas, como a HDL (sigla para high density lipoproteins, ou lipoproteínas de alta densidade) e a LDL (low density lipoprotein, lipoproteínas de baixa densidade). A HDL impede que a LDL forme placas de gordura nas artérias que dão origem à aterosclerose, diminuindo ou obstruindo o fluxo sanguíneo, provocando infartos ou derrames.
O colesterol é importante para o organismo para sintetizar vitaminas e hormônios, mas eles não circulam livremente pelo sangue. Para fazer isso, é preciso que se juntem às lipoproteínas, como a HDL (sigla para high density lipoproteins, ou lipoproteínas de alta densidade) e a LDL (low density lipoprotein, lipoproteínas de baixa densidade). A HDL impede que a LDL forme placas de gordura nas artérias que dão origem à aterosclerose, diminuindo ou obstruindo o fluxo sanguíneo, provocando infartos ou derrames.
ÁCIDO GRAXOS
São as moléculas que compõem a gordura, que pode ser encontrada na natureza em formato sólido (gordura) ou líquido (óleos). São formados por cadeias de carbono, que se ligam a moléculas de hidrogênios. Quanto mais ligações na molécula, mais saturada é a gordura.
São as moléculas que compõem a gordura, que pode ser encontrada na natureza em formato sólido (gordura) ou líquido (óleos). São formados por cadeias de carbono, que se ligam a moléculas de hidrogênios. Quanto mais ligações na molécula, mais saturada é a gordura.
GORDURA SATURADA
Aumenta o LDL no organismo, que se deposita nas artérias e eleva o risco de problemas cardíacos. Pode ser encontrada em frituras, carne vermelha e em laticínios em geral.
Aumenta o LDL no organismo, que se deposita nas artérias e eleva o risco de problemas cardíacos. Pode ser encontrada em frituras, carne vermelha e em laticínios em geral.
GORDURA INSATURADA
Diferente das saturadas, ajuda a reduzir os triglicerídeos, um tipo de gordura que em alta concentração é prejudicial, e a pressão arterial. Pode ser monoinsaturada ou poli-insaturada. Essa última pode ser, por exemplo, Ômega 3 e 6, que são os chamados ácidos graxos essenciais e são as gorduras encontradas em peixes, linhaça, castanhas e azeite.
Diferente das saturadas, ajuda a reduzir os triglicerídeos, um tipo de gordura que em alta concentração é prejudicial, e a pressão arterial. Pode ser monoinsaturada ou poli-insaturada. Essa última pode ser, por exemplo, Ômega 3 e 6, que são os chamados ácidos graxos essenciais e são as gorduras encontradas em peixes, linhaça, castanhas e azeite.
O primeiro motivo é que nada — benefícios ou prejuízos — foi provado em relação ao óleo, o que basta para impedir que médicos responsáveis recomendem a substância como emagrecedor. Segundo Gláucia Carneiro, endocrinologista da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e do ambulatório de obesidade da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), as evidências científicas são insuficientes para que as pessoas contem com o óleo de coco para emagrecer.
Não há mal nenhum em usá-lo, em sua forma líquida, como substituto do óleo de origem animal ou mesmo do óleo de soja na preparação de alimentos. Ele faz parte do grupo de gorduras vegetais, mais saudável do que as animais. No entanto, é rico em gorduras saturadas. O azeite de oliva, por exemplo, tem gorduras insaturadas. Para cozinhar, tudo bem. Para emagrecer, fora de questão.
Sem comprovação — As pesquisas que encontraram tanto benefícios como malefícios no alimento não foram capazes de explicar o mecanismo envolvido. Há quem atribua ao óleo de coco a condição de um termogênico, ou seja, algo capaz de aumentar a queima de calorias no corpo. Substâncias termogênicas estão presentes no café ou no chá verde, por exemplo, mas também podem ser encontradas em suplementos alimentares. Mas, de novo, nada foi comprovado.
Pesquisadores brasileiros da Universidade de Alagoas, em Maceió, publicaram no periódicoLipids, em 2009, um estudo sobre óleo de coco. Nele, 40 mulheres obesas de 20 a 40 anos seguiram, por 12 semanas, uma dieta com restrição calórica (menos consumo de carboidratos, mais ingestão de proteínas e fibras e semelhante consumo de gordura) e praticaram 50 minutos de caminhadas todos os dias. Metade delas ingeriu suplementos óleo de soja e as outras, de óleo de coco. Antes do início do estudo, as participantes apresentavam níveis de colesterol, índice de massa corporal (IMC) e medidas abdominais parecidas. Ao final da pesquisa, aquelas que consumiram óleo de coco apresentaram maiores níveis de HDL, o colesterol 'bom', e menores de LDL, o colesterol 'ruim', enquanto o outro grupo teve os dois tipos de colesterol aumentados. A redução do IMC foi observada nos dois grupos, embora somente o grupo do óleo de coco tenha reduzido a circunferência abdominal.
Os pesquisadores concluíram que dieta com suplemento de óleo de coco não aumenta os níveis de gordura no sangue e reduz medidas abdominais em obesos. Entretanto, eles também observaram que o suplemento pode induzir uma resistência à insulina. Os cientistas, no entanto, concluíram que outros estudos eram necessários para avaliar os efeitos do alimento a longo prazo.
Ilusão — Por causa de resultados controversos como esses, que indicam tanto benefícios quanto malefícios do óleo de coco, sem confirmar nenhum dado e estabelecendo a necessidade de novos estudos, os médicos acreditam que incluir óleo de coco na dieta como um suplemento alimentar não é seguro. "Nenhum estudo feito sobre óleo de coco tem qualidade que garanta segurança dos resultados, além de não ter sido publicado em revistas médicas de excelência", afirma Cíntia Cercato, endocrinologista da SBEM e do Hospital das Clínicas.
O endocrinologista Alfredo Halpern, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e autor do livro Pontos Para o Gordo, é mais taxativo. "O óleo de coco é uma grande enganação. É rico em gorduras saturadas, ou seja, em excesso faz mal, e não tem nenhuma dessas propriedades sobre as quais as pessoas vêm falando. É uma gordura como outra qualquer: pode ser consumida, mas também é capaz de engordar o indivíduo", afirma.
Sem comprovação — As pesquisas que encontraram tanto benefícios como malefícios no alimento não foram capazes de explicar o mecanismo envolvido. Há quem atribua ao óleo de coco a condição de um termogênico, ou seja, algo capaz de aumentar a queima de calorias no corpo. Substâncias termogênicas estão presentes no café ou no chá verde, por exemplo, mas também podem ser encontradas em suplementos alimentares. Mas, de novo, nada foi comprovado.
Pesquisadores brasileiros da Universidade de Alagoas, em Maceió, publicaram no periódicoLipids, em 2009, um estudo sobre óleo de coco. Nele, 40 mulheres obesas de 20 a 40 anos seguiram, por 12 semanas, uma dieta com restrição calórica (menos consumo de carboidratos, mais ingestão de proteínas e fibras e semelhante consumo de gordura) e praticaram 50 minutos de caminhadas todos os dias. Metade delas ingeriu suplementos óleo de soja e as outras, de óleo de coco. Antes do início do estudo, as participantes apresentavam níveis de colesterol, índice de massa corporal (IMC) e medidas abdominais parecidas. Ao final da pesquisa, aquelas que consumiram óleo de coco apresentaram maiores níveis de HDL, o colesterol 'bom', e menores de LDL, o colesterol 'ruim', enquanto o outro grupo teve os dois tipos de colesterol aumentados. A redução do IMC foi observada nos dois grupos, embora somente o grupo do óleo de coco tenha reduzido a circunferência abdominal.
Os pesquisadores concluíram que dieta com suplemento de óleo de coco não aumenta os níveis de gordura no sangue e reduz medidas abdominais em obesos. Entretanto, eles também observaram que o suplemento pode induzir uma resistência à insulina. Os cientistas, no entanto, concluíram que outros estudos eram necessários para avaliar os efeitos do alimento a longo prazo.
Ilusão — Por causa de resultados controversos como esses, que indicam tanto benefícios quanto malefícios do óleo de coco, sem confirmar nenhum dado e estabelecendo a necessidade de novos estudos, os médicos acreditam que incluir óleo de coco na dieta como um suplemento alimentar não é seguro. "Nenhum estudo feito sobre óleo de coco tem qualidade que garanta segurança dos resultados, além de não ter sido publicado em revistas médicas de excelência", afirma Cíntia Cercato, endocrinologista da SBEM e do Hospital das Clínicas.
O endocrinologista Alfredo Halpern, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e autor do livro Pontos Para o Gordo, é mais taxativo. "O óleo de coco é uma grande enganação. É rico em gorduras saturadas, ou seja, em excesso faz mal, e não tem nenhuma dessas propriedades sobre as quais as pessoas vêm falando. É uma gordura como outra qualquer: pode ser consumida, mas também é capaz de engordar o indivíduo", afirma.
O óleo de coco não precisa ser exterminado. Ele pode substituir outras gorduras, como manteiga, óleo de girassol e azeite, na preparação de alimentos, desde que haja bom senso. "A gordura não é proibida. O ideal é que ela represente, no máximo, 30% do total de calorias que consumimos ao dia, dependendo do tamanho, do peso e do estilo de vida do indivíduo. As gorduras saturadas, porém, não devem ultrapassar 7%”, diz o endocrinologista da SBEM e chefe do grupo de obesidade do Hospital as Clínicas da Faculdade de Medicina da USP Márcio Mancini.
Mancini, porém, reafirma: para emagrecer, o óleo de coco é uma bobagem. "Quem compra essa ideia joga dinheiro fora, se ilude com um caminho fácil para a perda de peso e acaba se decepcionando."
Revista Veja - 04/03/2012.
terça-feira, 29 de maio de 2012
Sobrecarga na musculação pode provocar lesões no joelho.
O joelho é a maior articulação do corpo humano, sustenta todo o nosso peso e está sempre sujeito a sofrer lesões. Por isso é preciso cuidado na hora de praticar exercícios físicos que exigem bastante das pernas.
No Bem Estar desta sexta-feira (9), os fisioterapeutas Maria Emília Mendonça e David Costa falaram sobre os riscos de lesão e explicaram como funciona o joelho.
Segundo a fisioterapeuta Maria Emília, é importante distribuir o esforço nas diferentes articulações. Além disso, é importante exercer uma força de reação ao solo, ou seja, não apenas ficar passivamente em pé, mas levar um pouco o peso à frente para estimular a musculatura de sustentação e não apoiar-se nos ligamentos dos joelhos.
A dor que sentimos é um sinal de defesa do corpo humano já que as articulações têm células mecanorreceptoras que avisam o cérebro quando elas estão sendo exigidas demais. A principal dica dos especialistas é não fazer exercícios físicos com dor.
Segundo a fisioterapeuta Maria Emília, é importante distribuir o esforço nas diferentes articulações. Além disso, é importante exercer uma força de reação ao solo, ou seja, não apenas ficar passivamente em pé, mas levar um pouco o peso à frente para estimular a musculatura de sustentação e não apoiar-se nos ligamentos dos joelhos.
A dor que sentimos é um sinal de defesa do corpo humano já que as articulações têm células mecanorreceptoras que avisam o cérebro quando elas estão sendo exigidas demais. A principal dica dos especialistas é não fazer exercícios físicos com dor.
Na musculação, é indispensável a orientação profissional para não sobrecarregar a região da perna com cargas muito elevadas. Não tenha pressa para ganhar músculos, pois a sobrecarga causa o envelhecimento das articulações.
Movimentos errados, postura inadequada e falta de intervalos durante as séries pode causar diversos problemas no joelho. Os mais comuns são desgaste da cartilagem, dos meniscos, lesões nos tendões e ligamentos.
Exercícios de agachamento com as duas pernas podem forçar o ligamento, os meniscos e os tendões e a pessoa pode desenvolver tendinopatia, uma inflamação nos tendões, degeneração na cartilagem e nos meniscos. Já a cadeira extensora pode pressionar a cartilagem e também influenciar no processo de degeneração.
Carga muito pesada pode até provocar um corte no menisco, geralmente nos exercícios com agachamento de uma perna e depois a outra. Muitas vezes, há uma falha muscular durante a atividade e o peso vai todo para a região articular, sobrecarregando os ligamentos que esticam demais e se rompem.
Os flexores de joelho, que são exercícios para glúteos e músculos atrás das coxas, podem prejudicar os tendões ou inflamar a região posterior do joelho. Essa inflamação é provocada pelo líquido sinuvial, que tem a função de lubrificar a região.
Exercícios de agachamento com as duas pernas podem forçar o ligamento, os meniscos e os tendões e a pessoa pode desenvolver tendinopatia, uma inflamação nos tendões, degeneração na cartilagem e nos meniscos. Já a cadeira extensora pode pressionar a cartilagem e também influenciar no processo de degeneração.
Carga muito pesada pode até provocar um corte no menisco, geralmente nos exercícios com agachamento de uma perna e depois a outra. Muitas vezes, há uma falha muscular durante a atividade e o peso vai todo para a região articular, sobrecarregando os ligamentos que esticam demais e se rompem.
Os flexores de joelho, que são exercícios para glúteos e músculos atrás das coxas, podem prejudicar os tendões ou inflamar a região posterior do joelho. Essa inflamação é provocada pelo líquido sinuvial, que tem a função de lubrificar a região.
Outro problema que pode atingir o joelho é a artrose, que tem início com uma lesão chamada condromalacia patelar, que afeta a cartilagem entre a patela e o fêmur. É o início do desgaste da cartilagem. Essa patologia pode acontecer após exercícios feitos de forma inadequada, deficiência congênita e sobrecarga, mas também tem um fator genético - algumas pessoas nascem com a cartilagem mole, por exemplo. A condromalacia provoca dor, inchaço e limitações de movimentos.
Esse desgaste da cartilagem é o maior problema que o sobrepeso pode causar ao joelho e, depois da condromalacia, pode avançar para a artrose, se não houver mudanças de hábito.
Para proteger os joelhos, é importante fortalecer os músculos das pernas, do quadril, do abdômen e da lombar. Mas cuidado com esportes como futebol, tênis, vôlei e hóquei, que oferecem maior risco de lesões.
Os médicos explicam que a lesão mais comum é causada pela mudança brusca de direção, ou seja, quando o jogador que está correndo precisa parar rapidamente para mudar de sentido. Nesse movimento, o joelho sofre uma torção e os ligamentos podem se romper. É muito comum acontecer com jogadores de futebol. Depois de rompidos, os ligamentos só são recuperados com enxerto, pois não podem ser costurado como a pele.
Mulheres também devem tomar cuidado com sapatos. Usar um sapato baixo após um dia inteiro com salto alto força a coluna e sobrecarrega o quadril e os joelhos. O salto alto faz com que os joelhos fiquem hiperestendidos, além de prejudicar o equilíbrio do corpo.
Os pés ajudam a equilibrar o corpo e a tirar a sobrecarga da ação da gravidade sobre os joelhos. O apoio correto e a boa mobilidade dos tornozelos é fundamental para melhorar a distribuição do peso do corpo e evitar uma sobrecarga nos joelhos já que os pés bem posicionados amortecem o peso do corpo.
Lesões nos tendões, como a tendinite, exigem repouso e antiinflamatório porque o tendão demora a se curar. Veja abaixo o resultado da enquete feita no nosso site:
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