terça-feira, 21 de junho de 2011

BULLYING


Senado aprova projeto de combate ao bullying
Documento segue para apreciação da Câmara dos Deputados.
 A Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado aprovou na tarde desta terça-feira um projeto de lei que determina que os estabelecimentos de ensino, públicos ou privados, promovam políticas de prevenção e combate ao bullying. A determinação, que poderá fazer parte da Lei de Diretrizes de Bases da Educação (LDB), segue agora para análise da Câmara. As informações são da Agência Senado.

O projeto é de autoria do senador Gim Argello (PTB-DF), que sustenta que o bullying causa enorme sofrimento às vítimas. Para ele, a situação é ainda mais grave quando acontece nas escolas, já que afeta crianças ainda despreparadas para lidar situações de violência física e moral.

Para o relator do texto na comissão, senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), o projeto é oportuno. Em seu relatório, ele sugere providências a serem adotadas pelas escolas, mas pondera que, por se tratar de uma lei geral, válida para todos os sistemas de ensino, não seria adequado descer a detalhes.

Entre as sugestões apresentadas pelo relator, estão a capacitação técnica e pedagógica de todos os profissionais da educação que trabalham nas escolas, incluindo os não docentes, interação entre educadores e pais de alunos, articulação entre gestores educacionais e os encarregados da segurança da cidade e do bairro e ainda conscientização das crianças, adolescentes e jovens sobre as consequências "nefastas desse tipo de comportamento covarde e antissocial".
Atividade física contra fibromialgia
Exercícios ajudam na prevenção e reduzem sintomas da doença caracterizada por dores generalizadas e que atinge mais as mulheres.

A fibromialgia causa dores pelo corpo todo e aumenta a sensibilidade dos portadores de tal maneira que, por vezes, um carinho pode doer.

A doença apresenta sintomas como fadiga e sono não reparador, além de depressão e ansiedade. Não se sabe por que, a fibromialgia atinge mais o sexo feminino – são nove mulheres com a doença para cada homem diagnosticado.

Mas uma certeza os especialistas já têm. Se existe uma arma contra a enfermidade ela se chama atividade física.

“Sedentarismo é um fator de risco para a fibromialgia. Portanto, podemos dizer que exercício praticado com regularidade é uma forma de prevenção”, diz o reumatologista Eduardo Paiva, chefe do Ambulatório de Fibromialgia do Hospital das Clínicas da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Da mesma maneira, a atividade física entra como prescrição no tratamento da dor. Entre as recomendações estão exercícios aeróbicos – como caminhada e corrida – e alongamento.

“É claro que para quem não faz nada, esse programa deve entrar de forma gradual na rotina. O paciente ganha qualidade de vida com isso”, garante o especialista.

O problema é que a doença ainda é muito desconhecida e tem um diagnóstico confuso. Segundo a recente pesquisa “Fibromialgia: além da dor”, encomendada pela Pfizer e realizada pelo Instituto Harris Interactive, envolvendo 904 participantes (604 médicos e 300 pacientes) do Brasil, do México e da Venezuela, as pessoas levam mais de dois anos para procurar ajuda especializada e quase cinco anos para ter a enfermidade identificada corretamente.

O estudo apontou também que, ao sentirem dor, os entrevistados esperaram mais de quatro semanas para procurar a primeira ajuda. Entre os motivos, 77% disseram pensar que os sintomas desapareceriam sozinhos; 75% imaginavam ser capazes de controlá-los; 65% não sabiam que se tratava de uma doença que exige cuidados médicos; 63% não sabiam como descrever os sintomas ao médico; e 29% temiam que o médico não os levasse a sério.

crônica e difusa e esse sintoma deve ser valorizado. “Caso tenha uma dor que não passa durante três meses, procure um médico”, orienta Paiva. O reumatologista alerta, inclusive, para a dor que aparece na região do trapézio (pescoço e ombros). “As pessoas costumam achar que é só estresse e não dão importância”. Outras dores relatadas pelos pacientes são cefaleias, dores faciais, articulares, câimbras nas pernas e lombalgia.

Na pesquisa, os médicos reconhecem a dificuldade em diagnosticar a doença (46% de clínicos gerais e 47% de especialistas) e em diferenciar seus sintomas de outras doenças (66% clínicos gerais e 68% especialistas). “Os critérios de diagnóstico da fibromialgia foram criados na década de 1990, o que é relativamente recente para a medicina”, explica Paiva.

“Talvez por isso ainda haja certa dificuldade em diagnosticar a enfermidade”.

Geralmente o ortopedista é o primeiro especialista a receber o paciente fibromiálgico. Porém, o mais indicado para conduzir o tratamento é o reumatologista.

Além da indicação da atividade física e da melhora da qualidade de vida de forma geral, o médico pode ainda prescrever medicamentos para o alívio da dor.

Apesar de não se conhecer exatamente as causas da fibromialgia, estudos apontam para um aumento dos impulsos dolorosos transmitidos pelo sistema nervoso central, o que acaba tornando a dor crônica. Por isso, o tratamento da doença deve envolver medicamentos que atuem no sistema nervoso, diminuindo o excesso de mensagens de dor transmitidas dos nervos doentes para o cérebro.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

OBESIDADE


Brasil consome 55% de toda sibutramina produzida no mundo
Anvisa deverá decidir até agosto se irá permitir ou proibir o uso de sibutramina.
Europa, Estados Unidos e outros países da América Latina já proibiram o medicamento.

Folha.com
O Brasil consome cerca de 55% de toda a sibutramina (inibidor de apetite) produzida no mundo. Esse é um dos dados que pesam para a avaliação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que estuda retirar do mercado o inibidor de apetite.

O presidente da agência, Dirceu Barbano, citou as informações levantadas por instituições internacionais, que apontaram a produção de 9,7 toneladas do medicamento em 2009.

O Brasil foi responsável pelo consumo de aproximadamente 5 toneladas, enquanto os Estados Unidos, que têm grave problema de saúde pública por conta da obesidade da população, consumiu somente 170 kg de sibutramina.

A Anvisa deverá decidir até agosto se irá permitir ou proibir o uso de sibutramina. A agência faz hoje o último debate sobre a eficácia e a segurança dos remédios inibidores de apetite.

A Anvisa deverá banir o medicamento do mercado brasileiro, decisão que já foi tomada pela Europa, Estados Unidos e diversos países da América Latina (Argentina, Chile, Colômbia, México, Panamá e Uruguai).

No ano passado, um estudo apontou riscos de uso da sibutramina para pacientes com risco de problemas cardiovasculares. A pesquisa serviu de base para a decisão da Europa e para vários outros países.

Além da sibutramina, a Anvisa estuda retirar do mercado drogas com derivados de anfetamina, substâncias com efeito anorexígeno que agem no sistema nervoso central.

Por Larissa Guimarães

terça-feira, 14 de junho de 2011


10 alimentos que ajudam a construir os 


músculos


Eles ajudam na formação e na manutenção do tecido muscular 

POR FERNANDO MENEZES
Começar a fazer aulas de musculação é a primeira medida de quem está procurando um corpo mais definido. Além disso, ter uma alimentação adequada faz diferença para os resultados aparecerem. "Esta questão é incontestável. Uma alimentação deficiente ou desregrada pode afetar diretamente o rendimento e o resultado de um treino, principalmente pelo consumo errado de carboidratos, ou por outro lado, o seu consumo exagerado momentos antes da prática física" explica a nutricionista Maria Luiza Bellotto, especializada em Nutrição Esportiva.

Segunda a especialista, assim como alguns alimentos podem atrapalhar o desempenho, outros ajudam na formação dos músculos, na manutenção da saúde do tecido muscular e aumentam a energia durante o exercício.

O nutriente mais importante para quem está em busca de músculos mais volumosos e definidos é aproteína. "As proteínas têm a função de reparar as microlesões que ocorrem como um processo fisiológico normal quando se pratica atividade física e proporcionar a sua regeneração e formação de novas células musculares. Elas também têm o papel fundamental para a formação de hormônios em geral e transporte de nutrientes pelo corpo", explica Maria Luiza Bellotto.

Por isso, para ficar em forma (Descubra seu peso ideal) e melhorar o resultado do treino, escolha os alimentos certos para colocar no prato.

Ovo
Ele possui aminoácidos essenciais para formar o tecido muscular e também para mantê-lo funcionando bem. "A gema do ovo é formada por proteína de alto valor biológico. Assim, ela combate microlesões e ajuda novas células a serem formadas", diz. Além disso, o ovo também é fonte de vitamina D, que aumenta a síntese de proteínas e, consequentemente, ajuda na formação de novos músculos.

Quantidade ideal: um ovo com gema, que equivale a 120 calorias

Azeite de oliva

Rico em gorduras monoinsaturadas e polifenóis, o azeite de oliva impede a oxidação de tecidos, processo que leva ao envelhecimento dos músculos. Ele também diminui os níveis de colesterol ruim, o LDL, na corrente sanguínea, previne contra acidentes vasculares e infartos e ainda dá mais energia. De acordo com a nutricionista, essas gorduras são fontes de energia para as células de todo o corpo, aumentando a resistência das células musculares.

Quantidade ideal: use de uma a duas colheres de sopa por dia, em saladas e também para cozinhar.

Abacaxi 
Leve e refrescante, o abacaxi é ideal para ser consumido um pouco antes do treino. Ele é fonte de potássio, magnésio e cálcio, minerais diretamente envolvidos na contração muscular. Contém também as vitaminas A, B1 e C, que impedem a oxidação dos músculos. "Alimentos de baixo a médio índice glicêmico, de fácil digestão e com fibras, como as frutas, são ótimas para serem consumidas antes do treino, já que não pesam no estômago e contém nutrientes e vitaminas importantes para o corpo", diz Maria Luiza Bellotto. 

Soja 
Um estudo feito pela Universidade de Evansville, nos Estados Unidos, concluiu que a proteína da soja atua na síntese e na reposição de proteínas perdidas durante a atividade física. Assim, colocar soja na dieta ajuda não só na formação do tecido muscular como também em sua manutenção.  

Cereja 
Consumir essa frutinha duas vezes por dia ajuda a reduzir as dores musculares causadas por exercícios físicos, diz um estudo feito pela Universidade de Northumbria, no Reino Unido. "A cereja tem grandes quantidades de potássio, fibras e vitamina C, nutrientes importantes para o corpo, e que podem acelerar o processo de recuperação muscular", diz a nutricionista Carla Fiorillo, da Unifesp. 

Espinafre 
Quem sempre comeu espinafre pensando no exemplo do Popeye acertou em cheio. Essa verdura tem octacosanol, uma substância presente em vegetais verde-escuros que aumenta a captação de oxigênio pelos músculos. "O octacosanol potencializa o processo de geração de energia pela quebra de açucares, gorduras e proteínas. Portanto, se não aumenta de modo significativo a força muscular, ao menos já sabemos o espinafre participa diretamente no metabolismo de produção de energia para os músculos", explica Maria Luiza Bellotto.

Carne vermelha 
Ela é a principal fonte da vitamina B12, indispensável para o bom funcionamento das células nervosas e musculares do corpo. Além disso, a carne vermelha é fonte de todos os aminoácidos essenciais para o organismo, ferro, zinco e proteínas. Na hora de escolher a carne, vale a pena escolher os cortes magros, como maminha, lagarto e filé mignon.  

Quantidade ideal: a carne vermelha deve ser consumida de duas a três vezes por semana. Um bife médio de carne magra tem de 150 a 200 calorias e não compromete a dieta.

Agrião 
Fonte de ferro e vitamina C, essa hortaliça diminui a fadiga muscular causada por atividades físicas muito intensas, segundo um estudo feito pela Universidade Cornell, nos Estados Unidos.  

Água 
Como aproximadamente 70% dos nossos músculos são formados por água, é muito importante manter o corpo hidratado para ter uma musculatura mais volumosa e definida. "Além disso, sem água não há uma síntese proteica eficiente, o que atrapalha a formação de novos tecidos musculares", diz Maria Luiza Bellotto.  

Brócolis 
Para quem sente muitas dores depois dos exercícios, comer brócolis é fundamental. Um estudo feito pela Universidade da Carolina do Sul, nos Estados Unidos, descobriu que ingerir uma porção de brócolis em pelo menos uma das refeições do dia ajuda a prevenir dores nos músculos, bastante comuns após os exercícios. "Esse estudo mostra um resultado muito possível, já que o brócolis é um alimento rico em vitaminas antioxidantes. Os carotenoides presentes em grandes quantidades no brócolis são o betacaroteno, luteína e zeaxantine. Estes antioxidantes neutralizam os radicais livres, que causam danos às células saudáveis", explica Maria Luiza Bellotto. 

 




segunda-feira, 13 de junho de 2011

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Revascularização Miocárdica

Detalhes

Revascularização Miocárdica
Introdução
     A doença da artéria coronária é das maiores causas de morte no mundo. As medidas preventivas não conseguiram ainda erradicá-la, uma vez que há apenas 40 ou 50 anos vem sendo compreendido o papel de fatores como a ingestão de alimentos ricos em gordura e colesterol no desencadeamento da doença. A cirurgia de revascularização do miocárdio é, por isso, um recurso terapêutico importante a ser utilizado quando necessário.
     O coração é um músculo que se contrai sob condições adequadas, tal como os músculos do braço ou da perna. As células que formam o coração, os miócitos, ao se contraírem forçam o sangue a percorrer todo o corpo através de uma espécie de “árvore circulatória” ou rede de vasos sangüíneos.
     Para esta tarefa, o coração requer grande quantidade de energia e nutrientes, que é suprida por vasos sangüíneos próprios, as artérias coronárias.
     Na doença da artéria coronária a luz destes vasos encontra-se obstruída por placas de material carreado pelo sangue, denominando-se este processo aterosclerose. A obstrução das artérias resulta em insuficiência de nutrientes e oxigênio, o que provoca sintomas como dores no peito e baixa resistência ao esforço físico. Se a obstrução é total, o músculo cardíaco pode sofrer um dano irreversível, e este é o chamado ataque cardíaco ou infarto do miocárdio.
     Alguns pacientes podem se beneficiar do tratamento cirúrgico para prevenir ataques cardíacos ou para corrigir a insuficiência na quantidade de sangue nutrindo o músculo cardíaco.
História
     A reconstrução cirúrgica de artérias obstruídas iniciou-se por volta de 1960. A finalidade da operação de resvascularização do miocárdio é restaurar o suprimento de sangue ao músculo cardíaco, criando uma nova rota que contorna a área bloqueada da artéria coronária doente.
     Desde o início do século XX técnicas de sutura de pequenos vasos vêm sendo desenvolvidas, ao lado de métodos e diagnósticos de manuseio da coagulação sangüínea. Também foram criados artefatos que permitem manter a circulação sangüínea pelo corpo enquanto o coração encontra-se temporariamente parado para a intervenção cirúrgica, a máquina de circulação extra corpórea.
     Além disso, o aperfeiçoamento das técnicas anestésicas que permitiu a respiração controlada do paciente com o tórax aberto, foi fundamental para o aprimoramento da cirurgia cardíaca até o ponto atualmente alcançado.
     Em 1966, em Leningrado (atual São Petersburgo), na União Soviética, o Dr. Kolessov reportou o uso de artéria mamária interna para criar um desvio (“bypass”) para a artéria coronária em 6 pacientes, dos quais 5 sobreviveram. Em 1967, o médico argentino Renée Favalaro, publicou os resultados iniciais de uma pequena série de pacientes que receberam enxertos coronarianos de veia safena. A partir destes importantes marcos, muitos investigadores começaram a expandir o conceito de reconstrução do suprimento de sangue ao coração com enxertos de vias alternativas ao percurso coronariano. A reconstrução cirúrgica do suprimento sangüíneo foi a partir de então rapidamente reconhecida como altamente efetiva em várias doenças, como a angina, e atualmente permanece como principal recurso terapêutico para grande grupo de pacientes.
Como funciona
     A cirurgia de revascularização do miocárdio cria um novo percurso para o fluxo sangüíneo. Freqüentemente o bloqueio da artéria ocorre nos primeiros dois centímetros dos ramos maiores que suprem o coração. Os menores ramos usualmente não estão comprometidos até uma idade mais avançada. Assim, torna-se possível introduzir uma fonte nova de sangue na artéria logo adiante do bloqueio. O fluxo sangüíneo vai percorrer um caminho alternativo até atingir o tecido muscular cardíaco ali onde é requerido. Uma vez que o volume e a pressão do sangue são restaurados pelo procedimento cirúrgico, aliviam-se os sintomas decorrentes da má nutrição e hipóxia (falta de oxigênio) do músculo cardíaco.
     A veia safena é o mais comum material utilizado para a construção desse novo percurso. Também se usa a artéria mamária interna esquerda, que é até mais resistente à deposição aterosclerótica que as próprias coronárias. Ambos os enxertos cumprem a função de fornecer ao músculo o suprimento de sangue necessário à função contrátil.
Aspectos técnicos
     É difícil, embora não impossível, costurarem-se finas artérias e veias umas nas outras com o coração batendo. A introdução de dispositivos de circulação extra-corpórea – máquina coração–pulmão – permitiu aos cirurgiões suspender temporariamente os movimentos cardíacos enquanto essas delicadas ligações são executadas.
     Durante a operação as funções de órgãos como cérebro, rins e fígado são plenamente mantidas por esta circulação artificial. Após completar o enxerto, as contrações cardíacas são restauradas e as tarefas da circulação são devolvidas ao coração e aos pulmões. A bomba extra-corpórea é removida do sistema vascular do paciente, a anti-coagulação é revertida e a cirurgia está terminada.
     Uma típica cirurgia de revascularização do miocárdio começa com uma incisão vertical no peito. O osso frontal do tórax (esterno) é cortado com uma serra especialmente desenhada para tal, e é separado com um artefato apropriado. Com a abertura do esterno e o afastamento dos tecidos moles permite-se o acesso à membrana que envolve o coração, o pericárdio, que recebe uma incisão. Em seguida o cirurgião remove a artéria mamária interna da parede do tórax, de modo a obter uma artéria doadora para o enxerto.
     Simultaneamente, um cirurgião assistente provê um vaso doador adicional, normalmente a grande veia safena, a partir da coxa ou da panturrilha. Como a perna contém muitas veias redundantes, a circulação de retorno não será comprometida.
     Após a coleta dos vasos doadores, o sangue do paciente recebe substâncias para que não venha a coagular em contato com o equipamento de circulação extra-corpórea. São feitas as conexões desse equipamento com a circulação do paciente, que tem então a temperatura corporal reduzida por meio da refrigeração do sangue que circula pela máquina. Além disso, os fluxos sangüíneos do coração e do resto do corpo são separados por meio de um grampo vascular (“clamp”) aplicado à aorta logo abaixo da inserção da cânula de retorno arterial. As artérias coronárias são então perfundidas com uma solução de potássio a baixa temperatura. Imediatamente o coração pára, resfria e relaxa–se. O corpo é preservado pelo fluxo de nutrientes advindo do circuito coração-pulmão, enquanto o coração é preservado pela baixa temperatura e por outras condições manejadas pela equipe cirúrgica.
     Em seguida, cada vaso-alvo é identificado e para cada enxerto a coronária-alvo recebe uma pequena incisão feita com um fino bisturi. A incisão é expandida com tesouras especiais. Um vaso doador – veia ou artérias – é anexado a esta incisão com delicados fios de sutura, em geral feitos de polipropileno, mais finos que um fio de cabelo. Depois que todos os enxertos já estão ligados às artérias do coração, o “clamp” vascular é liberado, restabelecendo o fluxo de sangue para as artérias cardíacas.
     Quando o coração afinal se recupera de seu repouso temporário a circulação extra-corpéra pode ser gradualmente retirada.
     Só após estar o coração batendo perfeita e vigorosamente o equipamento é removido. O anticoagulante é revertido quimicamente e o cirurgião inspeciona, controla sangramentos restantes, e fecha as incisões. Por fim o paciente é enviado à unidade de cuidados intensivos para recuperação.
     Pacientes que não apresentam problemas maiores no pós-operatório podem sair do hospital em cerca de 6 dias depois da cirurgia. Após 2 ou 3 semanas a maioria dos pacientes recupera seu vigor físico e suas rotinas corporais, o apetite, sono e funcionamento intestinal. Pacientes cuja atividade profissional não exige esforços físicos podem retomá-la em 4 a 6 semanas ou até antes, dependendo de seu nível de energia. Normalmente não serão mais necessários medicamentos antianginosos. Mas medicamentos para controle de pressão arterial e do diabetes continuam sendo necessários. Após a completa recuperação da cirurgia, a vasta maioria de pacientes pode retomar suas atividades de vida diária, inclusive exercícios, viagens e trabalho.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Devemos beber água durante a atividade física?


Esta é uma pergunta muito frequente em academias e durante os treinos que eu acompanho. Também há vários estudos publicados e algumas controvérsias.
O que é importante é repor a água que o organismo perde enquanto você faz exercícios. Esse é o segredo da hidratação.
Quando você faz exercícios de maneira constante durante uma hora, seu corpo perde mais água do que é capaz de produzir. Por isso, se você não beber água, haverá desidratação e sua saúde ficará prejudicada.
Como personal trainer, eu recomendo que se beba um litro de água por hora de atividade física praticada.
Lembre-se disso e mantenha-se hidratado!
Qual a influência do ciclo menstrual na prática da atividade física?
O ciclo menstrual dura em média 28 dias e pode ser dividido em:
1º ao 4º dia: menstruação
5º ao 16º dia: pós-menstrual
17º ao 22º dia: intermenstrual
23º ao 28º dia: pré-menstrual
Do 1º ao 4º dia (durante a menstruação), 70% das mulheres têm um desempenho igual ou melhor e apenas 30% percebe uma diminuição do desempenho, especialmente em atividades de longa duração.
Do 5º ao 16º dia (período pós-menstrual), o que ocorre é que, na maioria das mulheres, o desempenho físico ideal é alcançado. Imagina-se que isso aconteça pela crescente taxa de estrogênio (hormônio feminino).
Do 17º ao 22º dia (período intermenstrual), cai o trabalho de força e resistência, em função das alterações hormonais.
Do 23º ao 28º dia (período pré-menstrual), a capacidade de desempenho é reduzida, caracterizada por baixa concentração, fadiga muscular e nervosa, provocada pelo efeito da progesterona sobre o centro respiratório.
Com base nos dados acima, pode-se concluir que a menstruação não afeta o desempenho de 70% das mulheres, ou seja, a atividade física pode ser praticada. No entanto, em termos de resultado e melhor performance, isso ocorre durante o período pós-menstrual.

terça-feira, 7 de junho de 2011


ATIVIDADE FÍSICA EM JEJUM!

Em condições normais, a demanda energética que o corpo precisa para realizar o Metabolismo é suprida pela Glicose sangüínea.
Durante o sono, o organismo passa a condição de jejum e consegue se adequar, porém, quando submetido a exercícios físicos que elevam a demanda metabólica, essa condição força o corpo a iniciar um processo para se “defender”, chamado gliconeogênese. 
             Ou seja, se você malha sem ter se alimentado e, portanto, sem energia, o organismo tentará suprir a carência energética destruindo suas próprias reservas e, a primeira ação é mobilizar do fígado as reservas de Carboidratos. 
             Acontece que, nesse processo físico associado ao jejum, a adaptação não é tão simples e podem ocorrer desde desmaios até, em casos mais graves, danos neurológicos.
Algumas pessoas se adaptam aos exercícios matinais em jejum e obtém certos resultados porém, isso é individual e pede antes de tudo, orientação especializada.
             Para quem não entra na polêmica dessa questão e busca um meio termo quanto ao assunto alimentação, atividade física e queima de Gordura, vale lembrar que um cardápio apropriado deve ser personalizado considerando peso, estatura, idade, sexo e a intensidade dos exercícios realizados e ainda, para a obtenção de melhores resultados, aliado a utilização correta de suplementos de qualidade. 
            O ideal antes da atividade física é ingerir líquido e alimentos leves que são de fácil digestão. Além disso, é essencial saber que nenhum exercício físico deve ser feito após grandes refeições.


segunda-feira, 6 de junho de 2011

Diminuição da massa corporal magra, significa, menor metabolismo que é igual a aumento de gordura corporal
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Muitas pessoas comentam que tem um metabolismo muito lento e com isso não conseguem emagrecer. Elas vivem fazendo essa ou aquela dieta da moda, ainda que não saibam como o metabolismo humano funciona.
Mas o que a maioria das pessoas desconhece é que podemos acelerar o nosso metabolismo, o que é essencial para perdermos a gordura acumulada. Antes de entendermos as maneiras de acelerar esse metabolismo, vamos ver alguns princípios básicos.
O que é Metabolismo?
Apesar de existirem muitas abordagens científicas para explicar isso, não vou ser técnico aqui. Acho que a melhor abordagem é aquela acessível ao maior número de pessoas possível, que podem entender essa definição a partir de uma linguagem clara e objetiva: metabolismo é a taxa com que o seu corpo queima calorias para se manter vivo.
É isso mesmo... o seu corpo queima calorias 24hs por dia, todos os dias, não importando se você malha ou não. Lembre-se que o seu corpo precisa de energia o tempo todo, mesmo quando você está dormindo e é por isso que deixar de fazer refeições é com certeza a pior coisa que você pode fazer se o seu objetivo é perder peso através da queima de gorduras.
O que afeta o metabolismo?
O que você acha que tem o maior impacto no seu metabolismo? Níveis de atividade física? Sua tireóide? Sua idade? NADA DISSO!! Os níveis de atividade física, a função da tireóide e a idade afetam realmente o seu metabolismo, mas não tanto assim.
Aqui está a resposta: O que mais afeta o metabolismo é o tecido muscular! Quanto mais músculos você tiver, mais calorias você vai queimar, independente do seu nível de atividade, da sua idade, etc. Os músculos são tecido vivo e estão lá para trabalhar para você, queimando calorias 24hs por dia - TODOS OS DIAS!!
Aqui estão 8 fatores que afetam o metabolismo, em ordem de importância:
(1) Tecido muscular (você já sabe porque ele é o no. 1 da lista)
(2) Frequência das refeições (quanto mais tempo você dá entre as refeições, mais o seu metabolismo diminui para conservar energia)
(3) Nível de atividade (é importante, mas não faz nenhuma diferença se você não compatibiliza a sua alimentação com o seu gasto calórico)
(4) Escolha dos alimentos (por ex. dietas baixas demais em gordura tendem a resultar em baixa produção hormonal o que leva à diminuição do metabolismo.)
(5) Hidratação (mais de 70% das funções do corpo acontecem na presença de água. A falta de água faz com que o seu metabolismo pise no freio)
(6) Genética (algumas pessoas tem um metabolismo naturalmente mais alto do que outras. Você não pode mudar a genética, mas pode acelerar o seu metabolismo)
(7) Produção e função dos hormônios (é muito pouco provável que você tenha uma tireóide "preguiçosa". Antes de culpá-la, primeiro estabilize o nível de açúcar no sangue (taxa de glicose) e comece progressivamente a praticar exercícios 2-3 vezes por semana)
(8) Estresse (o estresse também pode diminuir o seu metabolismo por colocar o seu organismo em estado de tensão. Além disso, muitas pessoas tendem a comer mais quando estão estressadas)
Porque o metabolismo diminui?
Quantas vezes você ouviu alguém dizer "assim que você chegar aos 30 o seu metabolismo vai diminuir"? Talvez você até mesmo já tenha dito isso. Eu ouço isso o tempo todo e já estou cansado de ouvir isso. Esse é um bom exemplo de idéias que por serem muito repetidas, acabam sendo encaradas como uma verdade absoluta. MAS NÃO É!!
Pesquisas indicam que o metabolismo não diminui significativamente de acordo com a idade e sim de acordo com a falta de músculos. E você não perde músculos de uma hora para outra só por ficar mais velho, e sim por causa da falta de uma atividade física que cause um estresse positivo nos músculos fazendo com que eles se mantenham ou se desenvolvam.
Essas são as 2 maiores causas que fazem com que o seu metabolismo diminua:
  1. Perda de tecido muscular
  2. Diminuição do nível de atividade à medida que se fica mais velho
Você pode perder tecido muscular devido à falta de atividade física específica para esse fim (musculação) ou por não fazer uma alimentação adequada e disciplinada. Quando você pula refeições ficando muito tempo sem comer, o seu corpo vai obter a energia que precisa consumindo o seu próprio tecido muscular (catabolismo).
Otimizando o treinamento para mulheres de acordo ao ciclo menstrual...
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Mulheres são diferentes. A fase do ciclo menstrual em que a mulher está  faz toda a diferença na hora do treino. Do 1º ao 14º dia do ciclo, os níveis de estrógeno são maiores, a pele fica mais lisa, o humor melhora e elas tendem a se enfeitar mais, atesta Gallo. Do 10º ao 16º dia, além desse hormônio, um outro passa ter um importante papel: a testosterona. “Elas ficam mais competitivas”, diz o personal trainer. Assim, diz ele, o melhor momento para treinar musculação e força é entre o 3º e o 15º dia. “As mulheres estão muito mais dispostas.”
 
Nos últimos dias do ciclo menstrual, é hora de reduzir a intensidadeDe acordo com Gallo, a partir do 17º/18º dia, os níveis de estrogênio e de testosterona caem e o de progesterona começa a subir. “A mulher retém mais líquido, o cabelo fica ressecado e a pele mais áspera.” Essa é a hora de reduzir a intensidade e apostar em um treino aeróbio de moderada a baixa intensidade entre 50% a 60% da FC máx. ou 28% a 42% da FC de reserva, a chamada zona aeróbia regenerativa”.

quarta-feira, 1 de junho de 2011


27/05/2011 - Obesidade
Parâmetro americano para obesidade não vale para o Brasil, diz pesquisa
Trabalho da USP foi apresentado em congresso sobre obesidade em SP.
Método do CDC subestima obesidade grave, aponta estudo comparativo.

G1
Os parâmetros usados pelo Centro Nacional de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA para classificar os níveis de obesidade na população não são adequados para os padrões brasileiros. É o que mostra um estudo feito pela nutricionista Clarissa Fujiwara, da Universidade de São Paulo (USP), e apresentado nesta quinta-feira (26) no 14º Congresso Brasileiro de Obesidade e Síndrome Metabólica, na capital paulista.

Isso porque o método americano, amplamente usado por médicos e cientistas desde 2000, tende a subestimar a gravidade da doença. Ele considera a relação da idade com o peso, a altura e o gênero de cada pessoa. O resultado forma um gráfico com valores que vão de 5 (baixo peso), passando por 85 (sobrepeso) até 95 (obesidade). Uma mulher com índice de massa corporal (IMC) 30,8, por exemplo, não é considerada obesa grave pela medição americana.

A pesquisa da USP, que serviu como projeto de iniciação científica de Clarissa entre 2008 e 2010, abrangeu 289 crianças e adolescentes entre 6 e 17 anos atendidos pelo Hospital das Clínicas. "O risco é dar um falso positivo, ou seja, alguém achar que está com o peso normal e já ter sobrepeso. Ou pensar que é obeso leve e já se tratar de um caso grave", explica a nutricionista.

Desse grupo avaliado na USP, 57,8% eram meninas e 42,4%, meninos. O IMC médio do grupo era de 33, quando obesidade já é considerada a partir de 30. A maioria tinha resistência à insulina, que pode levar à diabetes tipo 2, e alta presença de gordura no sangue. Alguns também apresentavam hipertensão e taxas elevadas de açúcar na corrente sanguínea.

Clarissa e equipe, acompanhada pelos endocrinologistas Alfredo Halpern e Marcio Mancini, entre outros médicos, chegaram à conclusão de que os parâmetros propostos em 2006 pelos pesquisadores Wolney Conde e Carlos Augusto Monteiro, da Faculdade de Saúde Pública da USP, são mais adequados para classificar a obesidade na população brasileira. "Muitos autores defendem que o país use dados segundo a distribuição de seus habitantes, e não se baseie em modelos estrangeiros", disse a pesquisadora.

Os padrões de IMC da Organização Mundial da Saúde (OMS), adotados pelo Ministério da Saúde, também trabalham com pontos de corte para a obesidade, da mesma forma que a pesquisa paulista. A diferença é a população de referência.

“Os critérios do CDC sempre foram muito usados, depois mudamos para os da OMS (em 2006). Mas, como a população de lá é mais gorda, os níveis acabam sendo diferentes dos nossos”, explica Mancini. Na época, Conde e Monteiro analisaram dados de 25 mil crianças, adolescentes e jovens entre 2 e 20 anos.

O cálculo do IMC, de acordo com o estudo, é bom porque não envolve custo e é um método não invasivo. Mas sua limitação é que ele não avalia a composição corporal do indivíduo, o que no trabalho de Conde e Monteiro foi considerado, além do risco de mortalidade e doenças associadas à obesidade.

Por Luna D'Alama

26/05/2011 - Treinamento - 1724 visitas
Treino forte e rápido queima mais gordura do que exercícios amenos e demorados
Colégio Americano de Medicina do Esporte conseguiu demonstrar que a intensidade do exercício pode superar a duração em matéria de queima de gordura.

Revista Época.com
Enquanto as academias de ginástica prometem resultados de capa de revista e as estatísticas de obesidade no planeta só crescem, a ciência tenta entender por que tanta gente malha, malha e não emagrece. Uma hipótese que tem recebido atenção dos especialistas é que talvez essas pessoas façam exercícios fáceis demais. Diversos estudos nos últimos anos sugerem que economizar na duração do exercício e apostar na intensidade pode ser mais eficiente do que o “devagar e sempre” recomendado pelos órgãos de saúde.

Entre as atividades físicas mais indicadas pelos médicos estão a caminhada, a corrida, a natação e a pedalada, classificadas como aeróbicas, por aumentar o uso de oxigênio na produção de energia. O que normalmente se diz é que, para emagrecer, é preciso fazer esses exercícios por mais de meia hora, pois só depois de uns 20 minutos o corpo passaria a usar a gordura como principal combustível. Mas essa convenção vem sendo contestada. O pesquisador Luiz Carlos Carnevali Jr., que acaba de lançar o livro Exercício, emagrecimento e intensidade do treinamento, diz que essa é uma meia verdade. “Para usar mais gordura durante o exercício, é preciso um esforço prolongado”, diz ele. “Mas, se o esforço for suficientemente intenso, a gordura será usada do mesmo jeito, depois do exercício.” Carnevali sustenta que a prática frequente de esforço físico intenso produz alterações metabólicas que explicam essa transformação.
SEM PARAR 
Terezinha de Oliveira mostra, numa academia de São Paulo, os exercícios que a fizeram perder 13 quilos em dez semanas. Durante 30 minutos, ela intercalava exercícios aeróbicos, como a pedalada, com musculação e ginástica sem intervalos. "Era bem intenso", diz
Mesmo sem se debruçar sobre as explicações moleculares, um estudo publicado em 2008 na revista do Colégio Americano de Medicina do Esporte conseguiu demonstrar que a intensidade do exercício pode superar a duração em matéria de queima de gordura. Divididas aleatoriamente em três grupos, mulheres com obesidade abdominal (circunferência acima de 80 centímetros) fizeram caminhada ou corrida ao longo de 16 semanas. O primeiro grupo se exercitou cinco vezes por semana, com intensidade moderada, em sessões de aproximadamente uma hora. O segundo grupo se exercitou intensamente três vezes por semana, em sessões mais curtas, mas alcançando o mesmo gasto calórico do primeiro grupo (400 calorias) durante as sessões. O terceiro grupo não fez nada. No final, as mulheres que fizeram exercícios intensos tinham perdido muito mais gordura abdominal do que as que fizeram exercícios moderados pelo dobro do tempo (leia o quadro abaixo). A classificação de intenso ou moderado foi dada pela percepção de esforço das participantes no estudo. As mulheres do exercício moderado afirmavam estar ligeiramente cansadas no final da sessão, enquanto as do grupo da corrida puxada diziam estar cansadas ou muito cansadas. Se estivessem usando medidores de frequência cardíaca, o primeiro grupo estaria com batimentos entre 65% e 75% da capacidade máxima e o segundo mostraria batimentos acima de 85% da capacidade máxima.


Quando a intensidade é maior, a duração é inevitavelmente menor, pois os recursos orgânicos disponíveis para manter o esforço simplesmente se esgotam. E essa parece ser a vantagem de trocar a duração pela intensidade. Para o pesquisador Arthur Weltman, da Universidade de Virgínia, um dos responsáveis pelo estudo, a explicação para o efeito emagrecedor do exercício curto e intenso está no período de recuperação. “Não devemos levar em conta apenas as calorias efetivamente gastas durante o exercício”, diz Weltman. “Quando o exercício é intenso, o corpo precisa de muitas calorias para se recuperar. É nesse momento de recuperação que ele queima mais gordura.” Um dos responsáveis por isso parece ser o hormônio de crescimento, que estimula a queima de gordura e cuja produção é aumentada pelo esforço físico. Quanto mais intenso o exercício, mais hormônio do crescimento é liberado. Quando o exercício é moderado, quando não “perturba” o organismo, explica o pesquisador, a recuperação não requer tanta energia.

Foi preciso que Terezinha de Jesus de Oliveira perturbasse muito seu sistema energético para perder 13 quilos em dez semanas. Até então, ela fazia ginástica leve, sem resultados. “Eu fazia as aulas sem suar muito. Se ficasse um pouco cansada, já estava bom”, diz. O quadro mudou quando um professor a convenceu a participar de um programa especial de emagrecimento. Ela teve de suar para valer em circuitos de 30 minutos (metade do que duravam as aulas que costumava frequentar) que intercalavam ciclos de 3 minutos de exercícios aeróbicos com musculação e ginástica. O revezamento mantinha a frequência cardíaca sempre alta. “Era corrido, rápido e intenso”, diz Terezinha. “Eu saía de lá achando que não voltaria, mas acabei gostando por causa dos resultados. Saí da zona de conforto.”

Alguns treinadores apostam no desconforto como parâmetro para suas aulas. Segundo o personal trainer José Alexandre s Filho, seus alunos frequentemente são levados a sentir “o coração batendo na traqueia”. “É assim que a gente prepara para uma oxigenação melhor”, diz José Alexandre. Para Julio Cezar Papeschi, dono de uma academia na Zona Norte de São Paulo, as pessoas às vezes vomitam de exaustão e, claro, nem todos se adaptam. Mas a ideia de perder o dobro do peso na metade do tempo tem apelo numa cidade onde sobram tentações calóricas e faltam horas nos dias de todo mundo. “Intensidade é a palavra do momento”, diz o empresário e professor de educação física. “Os alunos chegam aqui com uma cultura de pouco esforço, mas muitos mudam.”

Antes de se aventurar no mundo dos elevados batimentos cardíacos é necessário consultar um médico e avaliar, por meio de exames, o que sua saúde é capaz de suportar. O indicado é começar devagar e intensificar o treino algumas semanas depois, quando o corpo estiver condicionado. Carlos Eduardo Negrão, médico do Instituto do Coração da Universidade de São Paulo e especialista em fisiologia do exercício, duvida que pacientes obesos aceitem exercícios mais difíceis. “Já é difícil fazê-los aderir ao exercício moderado”, diz ele. Até que novos estudos confirmem a eficácia do exercício intenso, ele prefere continuar usando os de longa duração com seus pacientes. Para Claudia Forjaz, professora da Escola de Educação Física da USP e responsável pela área de atividade física da Sociedade Brasileira de Hipertensão, é provável que o treino intenso funcione para as pessoas saudáveis, mas é preciso cautela com quem sofre de pressão alta ou insuficiência cardíaca. “Ainda não sabemos o que acontece no longo prazo”, diz ela. “A ciência não estudou todos os riscos.”

Por Francine Lima