"Hoje, com o aumento da expectativa de vida, é preciso investir na atividade física, já que ela vai manter a capacidade física funcional do idoso e garantir uma longevidade com qualidade de vida", comenta Cássio Fiani, educador físico e gestor de musculação da Companhia Athletica.
Mas, Fiani ressalta que ainda existe um certo receio dessa faixa etária em procurar uma academia. "A cultura dessa geração não é de procurar uma atividade física direcionada. Na mentalidade deles, a academia está relacionada a outra fase da vida", analisa.
A perda de massa muscular que começa aos 30 anos vai se intensificando, gradativamente, a cada década. Na terceira idade ela se torna ainda maior, por conta da inatividade, já que muitos se tornam sedentários.
"As maiores queixas são a perda do ritmo para execuação de atividades do dia a dia, como subir escadas ou fazer compras no supermercado. Perda da força muscular, cansaço excessivo nos movimentos cotidianos e dores articulares também são problemas acentuados após os 60 anos, devido à somatória de graus de osteoporose e osteoartrite", explica o educador físico.
O treinamento de idosos tem como objetivo o ganho de força muscular e não é focado em estética. "O programa vai proporcionar a regulação da postura durante qualquer movimento. Estabiliza a articulação, impedindo os desvios posturais e problemas de coluna", ressalta.
O trabalho de equilíbrio é outro ponto do treino, já que há uma perda significativa com a idade e maiores riscos de quedas. "O treinamento é dividido em três fases - alongamento, trabalho cardiorrespiratório e fortalecimento muscular", define Fiani.
Treino traz bem-estar e autonomia
A fisioterapeuta Karime Saba explica que o trabalho com carga na musculação fortalece os ossos por conta do impacto. "A saúde de um idoso de 70 anos ativo pode ser comparada a um adulto de 30, sedentário", diz.
O ganho de força muscular previne queda e trabalha o equilíbrio. "O medo menor da queda vai permitir que ele tenha mais segurança e autonomia para as atividades rotineiras", diz Karime.
No caso de mulheres com osteoporose, em que há prescrição de cálcio, o treino permite a sua reabsorção. "Inibe a deterioração dos ossos e estabiliza o quadro no ponto do diagnóstico", afirma o educador físico Cássio Fiani.
Em muitos casos, a primeira melhora é psicológica, já que a pessoa recupera a capacidade física e muda a percepção do próprio corpo. "No exercício há a liberação de hormônios, como a endorfina, que promove o bem-estar, reduzindo o uso de medicamentos", ressalta Karime.
Por Valeska Mateus
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