quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Confira os alimentos que combatem a celulite...


TAMANHO DA LETRA: Diminuir texto Aumentar texto
PUBLICADO EM 2/1/2012 POR CAROLINA GONÇALVES
Antes de xingar os furinhos que a celulite causa na sua pele, que tal entender o que está por trás desse tipo de inflamação? "O excesso de gordura trans, gordura saturada, sal, alimentos industrializados, carboidratos refinados e açúcar são os principais agentes causadores da celulite", afirma a nutricionista Alice Carvalhais, do Instituto Mineiro de Endocrinologia. Por outro lado, existem alimentos que ajudam a aliviar o problema e até aceleram os efeitos tratamentos estéticos. "Alguns nutrientes podem ajudar o organismo a combater essas inflamações e estimular a produção de substâncias capazes de eliminar esse pesadelo", diz a especialista. 
Pote de madeira cheio de aveia - Foto Getty Images
Aveia 
Esse cereal é rico em silício, um nutriente capaz de reorganizar as fibras de sustentação da pele, produzindo mais colágeno. "Por conta disso, a aveia auxilia prevenindo o aparecimento da celulite e ajudando tratar os furinhos já existentes", afirma o massoterapeuta Edjasto Ferreira, presidente da Associação Mundial de Desenvolvimento Saúde. 
travessa de cerâmica com rúcula - Foto Getty Images
Folhas verde-escuras 
O consumo de folhas como rúcula e espinafre melhora a circulação e desintoxica o organismo. Segundo Edjasto, esse tipo de verdura também tem um grande potencial antioxidante, combatendo os radicais livres. "Esses antioxidantes ajudam evitam o envelhecimento precoce e combatem a celulite." 
cesta com pães integrais - Foto Getty Images
Alimentos integrais 
Os alimentos integrais são ricos em fibras que atuam na melhora do funcionamento intestinal. "O intestino inibe a absorção de toxinas e elimina as impurezas que podem agravar um quadro de celulite", afirma a nutricionista Alice Carvalhais, do Instituto Mineiro de Endocrinologia. "Além disso, o arroz integral contém vitaminas do complexo B, magnésio e cromo, que facilitam a digestão do açúcar, melhorando o aspecto da celulite", afirma Edjasto Ferreira. 
Três fatias de lima da pérsia - Foto Getty Images
Lima-da-pérsia 
Essa fruta atua estimulando o nosso sistema linfático - responsável pela drenagem dos líquidos em excesso no organismo - e, portanto, auxilia no processo de desintoxicação, evitando ou diminuindo as celulites.  
shitakes - Foto Getty Images
Shitake 
Esse tipo de cogumelo é rico em oligoelementos que realizam uma limpeza no organismo, evitando a celulite. Para as pessoas que já apresentam quadros mais avançados do problema, o shitake possui uma substância chamada lentian. "Ela reforça as defesas do organismo, diminuindo o processo inflamatório da celulite e melhorando seu aspecto", afirma Edjasto Ferreira.  
oleaginosas - Foto Getty Images
Oleaginosas 
O selênio presente em alimentos como nozes, castanhas e amêndoas atua como um importante antioxidante, combatendo o envelhecimento precoce das células e evitando o surgimento da celulite. 

travessa de vidro com maçãs - Foto Getty Images
Maçã 
Segundo a nutricionista Aline Carvalhais, a maçã é rica em pectina que, ao ser ingerida pelo organismo, forma um gel que retarda a absorção da glicose e dificulta a absorção das gorduras. Além disso, a pectina é uma fibra que atua nos processos de limpeza e desintoxicação do corpo, "ajudando a neutralizar as toxinas do organismo que são precursoras das celulites", afirma Aline. 

mulher loira bebendo água - Foto Getty Images
Invista na água com os devidos cuidados 
Sempre que se fala em desintoxicar o organismo, a água aparece como elemento fundamental. Mas a bebida ideal para combater o problema, de acordo com o especialista, precisa ser dotada de ORP negativo ou pH alcalino (acima de 8), pois a celulite e a maioria dos desequilíbrios orgânicos acontecem no meio ácido. Você descobre isso lendo o rótulo da bebida. Antes de comprar sua garrafa, verifique na embalagem qual é o pH da água - se for acima de 8, o ORP já é negativo. A água dos filtros, geralmente, é ácida.  

dois cocos na areia da praia - Foto Getty Images
Água de coco 
Essa bebida também é uma boa opção, pois promove o equilíbrio químico do organismo, beneficiando a saúde como um todo. "Ela reduz as toxinas que dão origem à celulite, fortalece o sistema imunológico e é um bom antioxidante", diz Edjasto.


terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Musculação reduz pressão arterial em hipertensos, mostra estudo


Portadores de hipertensão que realizaram treinamento de força (musculação) conseguiram reduzir a pressão arterial a níveis semelhantes aos obtidos por meio de medicamentos, revela pesquisa com a participação da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP. O estudo comprova que o treino de força é seguro para os hipertensos, desde que com acompanhamento médico e de profissionais de atividade física. O trabalho também mostrou que a redução da pressão permanece por até quatro semanas após a interrupção do treinamento.

A pesquisa com hipertensos faz parte da pesquisa de Doutorado em Biofísica de Newton Rocha Moraes, realizado na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), orientada pelo professor Ronaldo Carvalho e co-orientada por Reury Bacurau, professor do curso de Ciências da Atividade Física da EACH. “Na literatura científica há vários estudos que mostram o efeito positivo do exercício aeróbio, como corridas e natação, no controle da pressão”, diz Bacurau, “mas o benefício da musculação era pouco conhecido”. 

Participaram do estudo 15 homens com hipertensão moderada, que utilizavam medicação, com média de idade em torno de 46 anos. Durante seis semanas antes do início do treinamento, com supervisão médica, os medicamentos foram gradativamente retirados. “Os pacientes eram examinados periodicamente e não tinham nenhuma outra doença crônica, como diabetes”, aponta o professor da EACH. Os exercícios foram realizados durante 12 semanas, trabalhando sete grupos musculares (abdômen, pernas, parte interna e externa das coxas, ombros, biceps e tríceps) três vezes por semana, em dias não consecutivos. 

“Apesar do treino ser o mesmo que é voltado para iniciantes, os participantes realizavam musculação convencional, ou seja, três séries em cada aparelho com carga moderada, e não em circuito, mudando de aparelho a cada série, com carga baixa”, ressalta Bacurau. Com o treinamento, a média de pressão dos pacientes, que era de 153 milímetros (sistólica, associada ao bombeamento de sangue pelo coração) e 96 milímetros (diastólica), caiu para 137 milímetros (sistólica) e 84 milímetos (diastólica). “A redução está no mesmo patamar que é obtido com a medicação”, destaca o professor. 

Redução

De acordo com Bacurau, esperava-se uma redução média da pressão em torno de 5 milímetros, o que já seria considerado um resultado satisfatório. “No entanto, esse indice foi de aproximadamente 13 milímetros, o que comprova o efeito positivo do treinamento de força”, observa. 

Depois do final do período de treino, os pacientes foram acompanhados durante quatro semanas. “Verificou-se que eles mantinham o mesmo efeito de queda da pressão registrado durante o tempo de realização dos exercícios”, afima o professor da EACH. “Este resultado é imporante, porque serve como estímulo ao hipertenso a continuar com a musculação, ajustando o treinamento às suas necessidades de vida”. 

A pesquisa também mostrou que os participantes tiveram aumento da força física e da flexibilidade. “Há uma tendência de que a pressão aumente conforme a idade, numa fase em que as pessoas tem mais dificuldade para se movimentar e menos força para executar até tarefas simples”, afirma Bacurau. “Antes se acreditava que a musculação poderia ser perigosa para os hipertensos pelo risco de problemas cardíacos, mas hoje as pesquisas mostram seu potencial na redução de problemas cardiovasculares”. 

O professor recomenda que as pessoas interessadas em fazer treinamento de força procurem orientação de médicos e profissionais de atividade física. “O ideal é fazer mais de um tipo de exercício, realizando também atividades aeróbias, que já tem efeito comprovado no controle da pressão arterial, além de outros benefícios”, conclui. 

Por Júlio Bernardes

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

QUANTAS PROTEÍNAS SÃO NECESSÁRIAS PARA GANHAR MASSA MUSCULAR?

Proteínas para Ganhar Massa Muscular
Se você quer ganhar massa muscular, precisa saber quantas proteínas deve incluir em sua alimentação diariamente. A proteína é um dos nutrientes mais incompreendidos do mundo dofisiculturismo, e muitas pessoas não fazem idéia do que estão comendo. Uma coisa é certa, se você não consumir a quantidade correta de proteínas diariamente, simplesmente os ganhos de massa muscular não acontecem, simples assim.
A proteína é o que vai abastecer o corpo com os aminoácidos que promovem a construção do tecido muscular. Dessa forma, podemos dizer que a proteína é a matéria prima de que o corpo necessita para promover músculos maiores. Não fornecendo essa matéria prima ao organismo, você só vai quebrar o tecido muscular na academia e não terá o necessário para construí-lo de volta, fazendo com que seus treinos o deixem mais fraco, ao invés de mais forte.

COMO A PROTEÍNA CONSTRÓI MÚSCULOS

Antes de tudo, você precisa saber como a proteína constrói músculos. Se você não entender qual papel a proteína exerce no crescimento muscular, pode ser mais difícil motivar-se a comer o suficiente.
Toda vez que você vai à academia e treina musculação, seus músculos são fadigados, você os danifica. Assim que o seu treino acaba, seu corpo entra em estado de recuperação, onde tenta reparar os danos causados pelo intenso treinamento que acabou de ser feito. O objetivo do seu corpo é tornar os músculos mais fortes do que antes, para que quando você seja submetido ao mesmo nível de estresse novamente, esteja preparado e possa lidar com isso. O processo de recuperação vai acontecer naturalmente, desde que você forneça as matérias primas necessárias para que o organismo possa fazer o trabalho.
Pense nisso dessa forma: se alguém bate o carro no portão da sua garagem, ele seria quebrado. Para reconstruí-lo e deixá-lo como era antes, você precisa usar ferramentas e materiais de construção. Se você não comprar os materiais de construção, como iria consertar o portão? O portão continuaria quebrado, e você seria incapaz de usá-lo como antes.
É exatamente isso que acontece com seus músculos. Após um treino de musculação intenso, você danifica seu tecido muscular e precisa fornecer a matéria prima necessária para que o seu organismo possa reconstruí-lo novamente, e o melhor de tudo, ele o deixa mais forte do que antes. A matéria prima necessária para que o corpo reconstrua o tecido muscular é a proteína.

QUANTAS PROTEÍNAS SÃO NECESSÁRIAS PARA CONSTRUIR MÚSCULOS

Agora que descobrimos a função das proteínas para o desenvolvimento muscular, surge a pergunta: quantas proteínas são necessárias para ganhar massa muscular? Muitas pessoas caem na armadilha de pensar que quanto mais proteínas puderem consumir, mais músculos vão ganhar. Infelizmente, esse não é o caso.
O corpo só pode construir uma determinada quantidade de massa muscular por dia, e uma vez que for construída, qualquer excesso no consumo de proteínas será usado como combustível, ou convertido em gordura corporal.
Dessa forma, isso significa que consumir mais proteínas não é necessariamente melhor. Consumir proteínas suficientes é obrigatório (se você quiser ganhar massa muscular), mas ultrapassar esse valor é um desperdício.
Quanto a quantidade ideal, a maioria das pessoas precisa consumir um grama de proteína por quilo de peso do corpo. Se o treino for muito intenso, essa quantidade pode chegar a 1,5g de proteína por quilo. Mais do que isso é um exagero. Dessa forma, se você pesa 80kg deveconsumir de 80 a 120g de proteínas por dia para ganhar massa muscular.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Malhar para se recuperar ligeiro...







Os exercícios físicos, antes evitados — e até mesmo proibidos —, tornaram-se uma arma poderosa para superar depressa infartos e outros graves problemas de saúde

por Manoel Gomes • design Fred Scorzzo • fotos Gustavo Arrais

Um indivíduo prostrado na cama é o que vem à cabeça de muita gente quando se pensa em alguém enfermo. Mas há exceções a esse clichê. Exceções que, diga-se, estão se tornando a regra em alguns casos. Cada vez mais a ciência encontra provas de que se exercitar durante o período de restabelecimento de uma doença pode acelerar o processo de recuperação do organismo ou, nas situações mais críticas, dar um fôlego extra e mais bem-estar ao doente.

A atividade física começa a ser encorajada em pessoas que acabaram de infartar, por exemplo. Há algumas décadas, quem sobrevivia a um ataque do coração era obrigado a ficar em resguardo por longos períodos. No entanto, um recente estudo da Universidade de Alberta, no Canadá, concluiu o seguinte: pacientes estáveis que se exercitaram uma semana após a pane cardíaca se beneficiaram mais do que aqueles que esperaram para iniciar o treinamento. Ainda de acordo com o trabalho, para cada semana parada, é preciso malhar o equivalente a um mês de modo a obter os mesmos efeitos da turma que chacoalhou o corpo todo logo cedo.

"Diferentemente do que se imaginava, várias pesquisas mostram que repousar durante esse intervalo deixa o organismo mais fraco, e não mais forte", conta a SAÚDE o professor Alex Clark, um dos autores da pesquisa canadense. O exercício previne a remodelação do coração, fenômeno em que as células que ficam próximas ao local do infarto se readaptam e o órgão tem o seu formato alterado. Esse redesign pode provocar complicações futuras, como insuficiência cardíaca.

Pesquisadores da Universidade de Emory, localizada no estado da Geórgia, nos Estados Unidos, encontraram mais um motivo para fazer algum esporte no pós-infarto: durante o treino, o corpo fabrica óxido nítrico, o encarregado de dilatar os vasos sanguíneos, melhorando a circulação. "Ao aumentar a produção dessa substância, mais sangue passa pelas coronárias", explica a cardiologista Patrícia Oliveira, do Instituto do Coração de São Paulo. Para uma vítima de um ataque do coração, isso é mais do que uma boa notícia. Afinal, uma maior quantidade de nutrientes e oxigênio chega ao peito, o que contribui para melhorar o quadro geral do infartado.

Os exercícios mais recomendados são os aeróbicos, como caminhar, correr ou andar de bicicleta. A grande vantagem é proporcionar o aumento da capacidade cardiorrespiratória. Numa segunda etapa do tratamento, musculação e atividades de flexibilidade também são importantes. Levantar peso amplia a resposta muscular, a força e a potência do indivíduo. Já as atividades que trabalham a elasticidade atuam no equilíbrio, coordenação e desempenho de ações que podem ser consideradas normais e cotidianas, como lavar a louça.

"A pessoa que está estável já pode se exercitar e ter os benefícios a curto ou médio prazo", diz o cardiologista Daniel Kopiler, chefe do Serviço de Reabilitação Cardíaca do Instituto Nacional de Cardiologia. Mas nada de sair correndo sem conversar com seu médico. Ele vai orientar qual é o tipo de prática esportiva mais recomendado para cada caso, como deve ser realizado e sua intensidade. "A prescrição do exercício deve ser individualizada e, nos primeiros dias após o infarto, ser feita com supervisão médica e dentro de um hospital", adverte Patrícia Oliveira.

Lesões articulares? O remédio também é se exercitar

"Nesses casos, a atividade física é fundamental no processo de reabilitação", avalia o ortopedista Roberto Santin, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo. O recurso de praxe é a musculação. "Ela age no ganho de força e de resistência e, sobretudo, nas funções afetadas pelas lesões", diz José Inácio Salles Neto, coordenador do Laboratório de Pesquisa Neuromuscular do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia.
Músculos fortes, coração sadio

Uma pesquisa da Universidade de São Paulo mostra que a prática de exercícios aeróbicos reduz a atrofia dos músculos esqueléticos, os responsáveis por movimentos voluntários, como apontar para um objeto. Esse definhamento está relacionado a casos de insuficiência cardíaca, quando o coração não consegue bombear o sangue direito. "As atividades aeróbicas aumentam a quantidade de sangue com nutrientes e oxigênio que vai para o músculo esquelético", explica a pesquisadora.

Contra o câncer


O exercício também é um grande auxiliar durante e após o tratamento dessa doença. Especialistas do Instituto do Câncer de Duke, nos Estados Unidos, descobriram que pessoas ativas diagnosticadas com tumor cerebral tiveram sua vida prolongada em até 21 meses após a identificação do mal — os sedentários só sobreviveram, em média, por 13 meses. Em entrevista a SAÚDE, Lee Jones, diretor científico do instituto americano, credita os benefícios da malhação ao seu caráter multifatorial. "O exercício tem o potencial de impactar uma gama de sintomas, que vão dos fisiológicos até os psicológicos", diz Jones. O oncologista José Roberto Rossari, do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, pormenoriza: "A realização da atividade física é capaz de diminuir a fadiga, a ansiedade, a depressão e o estresse, além de melhorar a autoestima, a imagem corporal e a capacidade aeróbica".

Deu azeite na cabeça!







Um estudo que acaba de sair do forno confirma: o óleo de oliva também ajuda a prevenir derrames

por Manoel Gomes • design Laura Salaberry • fotos Dercílio

Em todo time de futebol que faz história ganhando títulos, pelo menos um jogador sempre se destaca por suas qualidades excepcionais. Talvez sua habilidade técnica decida uma partida ou sua garra leve um grupo inteiro à glória da primeira colocação. Felizmente, esse tipo de atleta transborda pelas fronteiras do nosso Brasil: Pelé, Zico, Rivellino, Ronaldo... E, no time dos alimentos saudáveis, o craque da camisa 10 impõe muito respeito e soma conquistas nos meios científicos: o azeite de oliva já é reconhecido por especialistas pelos gols que marca em prol da saúde.

Sua última vitória foi testemunhada por investigadores do Instituto Nacional de Saúde e Pesquisa Médica de Bordeaux, na França. Eles provaram que o óleo da azeitona tem mais uma qualidade: atua na proteção do acidente vascular cerebral, o popular derrame. O estudo francês foi realizado com mais de 7 mil sexagenários e durou cinco anos. Na comparação dos resultados, os indivíduos que eram consumidores regulares do azeite apresentaram um risco 41% menor de um AVC. “Algumas de suas substâncias, como os compostos fenólicos e a vitamina E, agem como antioxidantes”, conta a nutricionista Mariana Del Bosco, da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica. Ou seja, combatem os danosos radicais livres, moléculas que, em excesso, estão relacionadas a processos degenerativos, resultando em problemas cardiovasculares como o derrame, entre outros males. “Esse óleo também possui gordura monoinsaturada, que, se consumida no dia a dia, parece diminuir os níveis de LDL, o colesterol ruim”, completa Mariana.

Proteção que vem do pé

O azeite de oliva só é riquíssimo em compostos contra a oxidação por causa de sua origem. Na contramão de outros óleos, ele é feito do próprio fruto, e não dos grãos ou do caroço, como é o caso daqueles de girassol ou de milho. Faz diferença. Na oliveira, como a azeitona fica completamente exposta ao ar, a natureza dá um jeito de ela se proteger da ação do oxigênio, capaz de estragá-la. Daí a produção de mais antioxidantes. “E, durante a fabricação, a primeira prensa desses frutos é sempre a mais saudável, porque extrai uma maior quantidade dessas substâncias defensoras”, explica o nutrólogo Durval Ribas Filho, presidente da Associação Brasileira de Nutrologia.

Se o líquido de cor amarelo-cobre só atuasse contra o AVC, uma das principais causas de morte no nosso país, já mereceria um troféu. Mas ele também protege contra outros problemas que machucam o coração e os vasos sanguíneos. “Doenças como hipertensão arterial, angina, infarto, insuficiência cardíaca, arritmias e aterosclerose, que é a formação de placas de gordura nas artérias, podem ser evitadas com seu consumo”, garante Durval Ribas Filho. Sem contar pesquisas apontando que a substância extraída da oliva é capaz de modular certos genes por trás de inflamações e trombose.

Hoje, com tantas opções de azeite nas gôndolas, como comprar o óleo ideal? Procure sempre o tipo extravirgem, que é aquele que preserva maior quantidade de compostos antioxidantes. Dê ainda preferência aos vasilhames de lata ou com vidro bem escuro (leia mais no quadro ao lado). Também é interessante escolher aqueles que se encontram menos expostos à luz ambiente, como os que estiverem por sorte bem no fundo da prateleira. “Verifique a data de fabricação, porque, quanto mais novo, melhor. Nunca compre um produto com mais de 18 meses”, orienta a cientista de alimentos Simone Faria Silva, da Universidade Estadual de Campinas, no interior paulista. Alguns cuidados básicos no trato doméstico completam a garantia de qualidade: “Em casa, guarde o azeite bem tampado em ambientes escuros e livres do calor. Depois de aberto, ele deve ser consumido o mais rápido possível. Por isso, procure pelas embalagens menores”, ensina Simone.

Com tantos macetes, a prevenção de problemas médicos fica menos complicada e mais saborosa. Se fizer uma tabelinha com o azeite nas refeições — o recomendado é cerca de 3 colheres de chá por dia —, é ainda mais fácil marcar um gol de placa contra o AVC.

Uma história milenar
A relação entre a humanidade e o azeite vem de muitos séculos: ele já era utilizado há 3 800 anos na região da Mesopotâmia, o atual Iraque. As primeiras oliveiras surgiram ao sul do Cáucaso, na fronteira entre Europa e Ásia, e se espalharam por Egito, Grécia e Itália. Os povos dessas regiões, inclusive, usavam o óleo com finalidades estéticas, para tratar a pele e o cabelo e até para massagens terapêuticas e produção de perfumes. O líquido dourado também tinha importância religiosa: ao lado do vinho e do trigo, era uma das riquezas dos hebreus. Para eles, sua árvore era o símbolo da bênção divina e da perseverança.

Lata, vidro ou pet?
O melhor recipiente para o óleo de oliva é o de lata. Essa foi a conclusão de uma pesquisa da Universidade Estadual de Campinas, em São Paulo. “A degradação do óleo após o envase ocorre devido à oxidação, ocasionada por luz e oxigênio. A vantagem da lata é oferecer uma barreira total contra a luminosidade”, explica Simone Faria, autora do estudo.

Consumo azeitado
O brasileiro ingere por ano 300 mililitros do óleo da azeitona. O gráfico à direita mostra que outros países nos aplicam uma bela goleada

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Comer rápido aumenta risco de obesidade!


Um estudo publicado na revistaJournal of the American Dietetic Association revelou que pessoas que comem muito rápido têm mais chances de desenvolver obesidadedo que aquelas que comem em ritmo mais lento. A análise foi liderada por pesquisadores da Osaka University, no Japão.
A pesquisa monitorou os hábitos alimentares de três mil homens e mulheres, analisando a velocidade de ingestão dos alimentos nas refeições.

Os resultados mostraram que homens que se alimentavam muito rápido tinham uma probabilidade 84% maior de desenvolver obesidade do que os demais. Já as mulheres que comiam em pouco tempo tinham o dobro do risco dos homens que comiam rapidamente.

Resistência e flexibilidade
Segundo cientistas, comer muito rápido atrapalha os comandos do cérebro e deixa o órgão sobrecarregado. Além disso, a substância responsável por provocar a sensação desaciedade só é produzida 20 minutos depois que a refeição é iniciada.

Pratique os melhores exercícios contra obesidade
Enfrentar a obesidade requer muita determinação. Só de pensar no ritmo de mudanças de hábitos, o suor escorre? Então aproveite para transpirar em nome da boa forma, com as dicas dos especialistas.

A primeira medida é buscar orientação médica para descobrir a intensidade de treino que o seu corpo é capaz de suportar. "Os excessos são perigosos em qualquer situação. Mas, no caso de um paciente obeso, a saúde é ainda mais frágil", afirma o personal trainer Marcelo Joaquim, do Centro de Cirurgia Obesidade e Metabólica.

Se você quer eliminar peso e ganhar saúde, acompanhe as sugestões de treino que o Minha Vida apurou juntos aos especialistas.
Todos os exercícios devem ser precedidos por um aquecimento. Mas as pessoas com sobrepeso devem redobrar a atenção com o aquecimento e o alongamento. "Os quilos extras sobrecarregam as articulações, por isso elas levam mais tempo a se acostumarem com os movimentos", afirma o doutor em ciências da saúde Hildeamo Oliveira, do Centro de Excelência em Medicina do Exercício (CEMEx) Golden Spa.

Hidroginástica
Exercícios na água reduzem o peso sobre as articulações, favorecendo aulas mais longas e maior queima de calorias. Sessões de hidroginástica emagrecem e ainda relaxam o corpo. "A água consegue aliviar a tensão causada pelo excesso de peso, tornando a hidroginástica uma atividade revigorante", afirma o médico do Exercício.

Frequência sem riscos
Para perder peso com exercícios, você precisa treinar de 60 a 90 minutos por dia, pelo menos cinco vezes na semana. A recomendação para pessoas com obesidade é mais rigorosa do que para quem tem sobrepeso. "Após três meses, já é possível elevar as cargas e aumentar a intensidade dos exercícios", afirma Marcelo Joaquim.

Exercícios aeróbios Exercícios como caminhada, bicicleta e a dança podem fazer parte do treino de uma pessoa com obesidade. Mas para garantir que as aulas estão no ritmo adequado, é fundamental fazer uma avaliação física e solicitar orientação médica.

Esportes na água
Natação e outros esportes adaptados para a água contribuem para a perda de peso. Hidealmo explica que, fora da piscina, uma pessoa com obesidade gasta mais tempo para frear um movimento e acelerar em outra direção.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Comer, beber e respirar rápido podem por a vida em risco, diz estudo.

Portal Terra
Devorar refeições em minutos pode ser suficiente para quase dobrar o risco de ficar obeso, de acordo com um estudo da Nova Zelândia. Comer muito rápido substitui os mecanismos que dizem ao cérebro que a pessoa está satisfeita, explicou Ian McDonald, professor de fisiologia metabólica da Universidade de Nottingham. As informações são do Daily Mail. 

Uma pesquisa da Universidade Osaka monitorou os hábitos alimentares de 3 mil pessoas e descobriu que 84% dos homens que comiam rápido eram mais propensos à obesidade. Em um estudo publicado no Journal of the American Dietetic Association, foi descoberto que mulheres com idade entre 40 e 50 anos e que comem rápido demais são mais propensas a serem obesas do que as que comem devagar. 

Ian McDonald explica que, quando a pessoa come, "os nervos enviam sinais ao cérebro que o estômago está se expandindo". "Ao mesmo tempo, um hormônio chamado ghrelin, produzido quando o estômago se esvazia para disparar uma mensagem de fome, começa a diminuir. Somente cerca de 20 minutos depois de começar a comer é que a mensagem de saciedade chega ao cérebro", afirmou o especialista. 

Comer rápido demais também pode aumentar o risco de refluxo ácido, segundo pesquisadores da Universidade de Medicina da Carolina do Sul. O estudo mostrou que a ingestão de uma refeição com 690 calorias em cinco em vez de 30 minutos induz até 50% mais episódios de refluxo ácido, provocando uma sobrecarga de ácido no estômago. 

Respirar depressa
Não é só comer rápido que faz mal à saúde. Adultos saudáveis realizam cerca de 10 a 14 respirações por minuto, mas algumas pessoas respiram 20 ou mais vezes, e isso pode levar à sensação de falta de ar e a outros sintomas, como formigamento nos dedos e ao redor dos lábios, palpitações, cansaço, incapacidade de concentração e também síndrome do intestino irritável, disse Fiona Troup, fisioterapeuta do Six Physio em Londres. 

Os sintomas são um sinal de que você está respirando pela boca em vez de fazer a respiração mais profunda através do nariz. Isso leva a uma queda dos níveis de dióxido de carbono no sangue. Resultado: o oxigênio não pode ser liberado para os músculos e órgãos. 

Beber muito rápido
O risco de consumir álcool muito rápido é de que o organismo não consiga processá-lo. A pessoa pode desmaiar e se torna mais propensa a ficar embriagada, além de um nível que o corpo pode suportar. 

Apenas uma compulsão pode resultar em cicatrizes no fígado, informou Paul Wallace, professor da atenção primária na University College London. "As pessoas processam o álcool em taxas diferentes - de acordo com o sexo, tamanho e até mesmo etnia -, mas a regra geral é que o fígado só pode processar cerca de uma unidade de álcool por hora ", disse ele. 

"Beba dez unidades em duas horas, o equivalente a dois ou três copos grandes de vinho, e você ainda terá oito unidades de álcool em seu sistema depois de duas horas", completou.