segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Mate: o chá da hora!

A erva nativa do Brasil ganha destaque no meio científico. E não é para menos: ela ajuda a prevenir envelhecimento precoce, diabete, doenças cardiovasculares e tumores.


Mate: o chá da hora
Quando os colonizadores ibéricos aportaram na América do Sul, aboliram muitos ingredientes que faziam parte dos hábitos indígenas por associá-los a rituais pagãos. Um dos únicos que caíram no gosto dos europeus e não sofreram retaliação foi a erva-mate. É que, além de saborosa, a bebida apreciada pelos índios — é o que está registrado! — se mostrou uma boa aliada nas manhãs de ressaca. Com o aval dos conquistadores, o chá foi assimilado em todo o Brasil, onde sua forma de consumo muda de acordo com cada região. Seja como tererê, chimarrão, seja como chá quente ou gelado, o fato é que a infusão dessa erva proporciona muito mais benefícios do que atenuar os efeitos de uma bebedeira. E, graças ao interesse da ciência na planta, a cada dia suas vantagens ficam mais evidentes.

Na Universidade Federal do Rio de Janeiro, a UFRJ, um estudo mostra que tomar o chá-mate barra o envelhecimento celular e, assim, prolonga a juventude. Os pesquisadores selecionaram um grupo de filhotes de camundongos e os acompanharam por um ano, até se tornarem idosos saudáveis. Daí, eles foram divididos em três grupos. Por dez meses, uma turma recebeu chámate natural — encontrado no mercado —, outra bebericou a versão diet e a terceira ficou à base de água. 

"No décimo mês, quando o estudo acabou, identificamos vários genes relacionados ao envelhecimento em todos os grupos", conta o professor Samuel dos Santos Valença, do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ. "Porém, eles estavam muito mais ativados nos roedores que beberam apenas água. Aliás, alguns desses camundongos morreram no nono mês." Já entre os que sorveram mate natural e especialmente o diet, os genes da velhice ficaram em silêncio. Além disso, a pelagem desses bichos era mais bonita e sedosa. 

Apesar de a análise dos genes ter ficado restrita ao pulmão, os estudiosos acreditam que o resultado vale para outras estruturas. "Os animais que beberam mate viveram mais e melhor. Portanto, dá para supor que os benefícios não estão ligados apenas ao sistema respiratório. Nosso próximo passo é repetir o experimento para avaliar as condições dos outros órgãos", informa Valença. E só para constar: estamos falando de genes que também existem no homem. Ou seja, a chance de os efeitos se repetirem em seres humanos — prolongando a vida e mantendo a pele jovem por mais tempo — é bem alta.

Ainda é cedo para afirmar qual substância específica da erva está por trás da ação pró-juventude. Por enquanto, a hipótese é de que o ácido clorogênico é o maior responsável pela façanha. "Trata-se do principal antioxidante encontrado no mate", aposta o pesquisador da UFRJ. Aqui cabe ressaltar que ser fonte desse e de outros compostos antioxidantes dá à planta mais superpoderes, como a capacidade de proteger contra o surgimento de tumores. Pelo menos foi o que notaram estudantes do curso de nutrição da Universidade do Vale do Itajaí, a Univali, em Santa Catarina.

Com a orientação da professora Sandra Soares Melo, eles usaram uma droga para induzir a genotoxicidade em 36 cobaias. Isso significa que o DNA delas ficou suscetível a alterações, favorecendo a produção descontrolada de células cancerosas. Enquanto um punhado de ratos foi tratado antes e depois com a infusão da erva, preparada a 80 °C e resfriada em seguida, outros só a receberam após a doença ter sido induzida. "O melhor resultado apareceu no grupo que foi tratado previamente e continuou ingerindo a bebida, já que alguns animais nem chegaram a desenvolver o câncer", aponta a professora. Ficou claro, portanto, que é possível driblar fatores potencialmente danosos ao DNA — como a exposição à radiação ultravioleta ou ao cigarro — quando se deliciar com o chá-mate se torna um hábito.

É também da Univali outro trabalho que reforça essa recomendação. No caso, os cientistas estimularam os bichos a se empanturrarem de gordura. Mas apenas uma parcela deles ganhou, durante 21 dias, goles da infusão do mate. "O tempo de tratamento foi curto, mas já identificamos uma tendência à perda de peso em relação ao grupo que não tomou mate. A diferença seria bastante significativa se o período de intervenção fosse maior", reflete Sandra.

Ao que tudo indica, a substância amiga da silhueta é a cafeína, que aparece em níveis consideráveis na planta e possui ação lipolítica. Isto é: dá uma baita força à quebra daquelas gorduras teimosas. Nunca é demais frisar que ela também é conhecida por ativar o sistema nervoso central e, assim, estimular o estado de alerta. Fica um conselho: para quem tem dificuldade para cair no sono, é melhor evitar o mate após as 5 da tarde.

De volta à investigação, olha que maravilha: o pessoal do laboratório ainda detectou uma queda nos níveis de glicose circulante na corrente sanguínea dos ratinhos. Esse efeito, mais do que bem-vindo entre os portadores de diabete, que vivem às voltas com o sobe e desce do açúcar, também foi comprovado por um time de pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina, a UFSC. Só que, nesse projeto, os voluntários eram seres humanos: 29 considerados prédiabéticos e os outros 29 portadores de diabete do tipo 2, que usavam remédios para controlar os picos de glicose. Toda essa gente foi separada em três grupos, sendo que o primeiro tomou 330 mililitros de mate, três vezes ao dia. O segundo só contou com orientação nutricional e o terceiro combinou a ingestão do chá com o acompanhamento especializado.

Nos pacientes diabéticos, houve uma redução de 17% na glicose sanguínea e de 0,85% na hemoglobina glicada após o consumo de chá, sem orientação nutricional. Esse último dado é obtido por um exame laboratorial que mostra a quantidade média de açúcar na circulação nos últimos três meses. "Estudos mostram que a queda de 1% de hemoglobina glicada está associada a uma diminuição de 14% nas paradas cardíacas e de 37% nas complicações microvasculares, que causam dormência nos membros, pé diabético, problemas renais e oculares", revela Edson Luiz da Silva, professor de bioquímica clínica da UFSC. Para desfrutar dessa benesse, o chámate deve ser consumido preferencialmente após as grandes refeições.

Nos indivíduos pré-diabéticos, a ingestão da bebida, associada ou não ao acompanhamento por nutricionistas, não derrubou as taxas de glicose. "Isso sugere que, provavelmente, a erva-mate é capaz de reduzir a glicemia somente dos indivíduos que já usam medicação, promovendo, assim, um efeito sinérgico ou somatório", cogita Silva. No entanto, consumir a bebida e seguir uma dieta adequada trouxe outros ganhos para quem não tinha a doença: os níveis de triglicerídeos despencaram 21,5% e os de colesterol LDL, conhecido como maléfico, 7,5%.

O nocaute no colesterol ruim não foi exatamente uma surpresa para o pessoal da UFSC. Em outra ocasião, eles mostraram que o mate é tiro e queda contra esse inimigo silencioso. É que, depois de oferecer o chá a um grupo de aproximadamente 100 pessoas — os mesmos 330 mililitros, três vezes ao dia —, o time verificou uma redução média de 13% no colesterol LDL. Até agora, evidências levam a crer que as saponinas são as principais oponentes das moléculas gordurosas que entopem as artérias. "Trata-se de um grupo de fitoquímicos que rouba as gorduras e toxinas do nosso corpo, retirando-as do fígado e do sangue para serem eliminadas pela urina ou fezes", explica Vanderlí Marchiori, nutricionista e fitoterapeuta, de São Paulo.

Por causa dessa propriedade, não é exagero colocar o chá-mate no posto de protetor do coração. "Como não é um remédio, ele precisa estar associado a outros hábitos saudáveis", lembra Deborah Markowicz Bastos, professora do Departamento de Nutrição da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo.

Para não deixar passar nenhum benefício, o ideal é molhar a garganta com 500 mililitros a 1 litro de chá-mate todo santo dia. E, como em geral o indicado é consumi-lo depois do almoço ou do jantar para dar força extra ao intestino, espere pelo menos uns 30 minutos antes de dar uns goles. "Caso contrário, a cafeína pode prejudicar a absorção de vitaminas e minerais", esclarece Sandra, da Univali. Recado dado, não hesite em incorporar a infusão no seu cotidiano.

A bebida dos pampas
No Rio Grande do Sul, o mate faz sucesso em forma de chimarrão. Normalmente, ele é preparado assim: coloca-se 1 colher de erva na cuia e, sobre ela, água bem quente. Depois, é só completar com mais erva. Com um canudo, o conteúdo é imediatamente ingerido. "Uma cuia rende de 2 a 4 litros da bebida", conta Pedro Schwengber, diretor do Instituto Escola do Chimarrão, em Venâncio Aires, no interior gaúcho. Coincidentemente, esse estado é o campeão brasileiro em um quesito nada legal: incidência de câncer de esôfago. De olho nisso, pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, a UFRGS, fizeram uma investigação e concluíram que a bebida pode estar relacionada à doença. "Uma das causas seria a temperatura elevada, que lesa o órgão e cria um ambiente propício para os elementos cancerígenos", conta Renato Fagundes, professor de ciências em gastroenterologia e hepatologia da UFRGS. Além disso, o chimarrão em excesso reúne substâncias que podem induzir o surgimento dos tumores. Segundo a nutricionista Sandra Soares Melo, da Univali, a temperatura é realmente prejudicial e, por isso, a água não deve ser aquecida a mais de 70 °C. Com esse cuidado, não há o que temer. "Existem outros fatores de risco entre os gaúchos, como o fumo excessivo e o consumo abundante de carne vermelha", lembra a especialista.

O mate na estética
O extrato da erva já faz parte de uma variada gama de cosméticos. É que sua propriedade antioxidante garante proteção da pele, inclusive contra cânceres provocados por radiação solar. A ação anti-inflamatória ajuda a aliviar queimaduras do sol. E a cafeína ativa a circulação e combate a celulite. Por fim, as saponinas têm efeito bactericida. "Ainda assim, tomar o chá traz mais benefícios", avisa a dermatologista Letícia de Chiara Moço, da Clínica Dermatológica Paula Bellotti, no Rio de Janeiro.

E os chás prontos?
De acordo com Deborah Harkowicz Bastos, professora da USP, o chá-mate industrializado também carrega os compostos que fazem a fama da bebida preparada em casa, por infusão. "A diferença é que apresenta sacarose ou adoçante, além de conservantes químicos."

Preparo correto
A nutricionista e fitoterapeuta Vanderlí Marchiori, de São Paulo, ensina a fazer e conservar o chá sem que ocorram perdas importantes

1. Esquente 500 mililitros de água a 65 °C
2. Coloque 1 colher (sobremesa) cheia de mate em uma jarra
3. Despeje a água quente sobre a erva
4.Deixe em infusão por aproximadamente 5 minutos
5.Depois, o chá pode ser consumido quentinho ou ir à geladeira
6.Tome a bebida em até 24 horas. Além disso, ela perde suas qualidades

Ficha da planta


Nome científico: Ilex paraguariensis
Origem: Brasil, Argentina e Paraguai
Desde quando é usada: Quando os europeus chegaram por aqui, a erva já fazia parte dos hábitos indígenas

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

O QUE COMER ANTES DA ATIVIDADE FÍSICA?

Para manter a motivação para malhar e o pique durante e depois de uma atividade física é preciso muito mais que um bom condionamento físico. É necessária uma alimentação adequada, como ensina a nutricinista Neide Fernandes. “É importante lembrar que a atividade física caminha com a alimentação balanceada e que só com a associação das duas é que se pode obter um bom resultado”, explica.

A maioria das pessoas que procura uma academia de ginástica procura com um único intuito: emagrecer . A nutricionista lembra que existe uma diferença grande entre perder peso e emagrecer. "Perder peso significa desnutrir e nesse processo de perda não é eliminada apenas a gordura, mas também a massa magra e água, o que geralmente provoca flacidez”, diz. De acordo com ela, o verdadeiro emagrecimento é quando a pessoa elimina apenas a gordura que não é saudável para a saúde e mantém ou aumenta, se necessário, a massa muscular, adquirindo assim nova performance física. Esse processo faz com que reduzam medidas e o número do manequim diminua, mesmo que na balança o peso continue o mesmo”, explica.

A pessoa fica 'sarada', com aspecto saudável, mais disposta e sem gordura localizada e flacidez, aparentando pesar muito menos. Pois quando se emagrece fazendo exercícios físicos aeróbicos e localizados (caminhada, futebol, vole ibol, montanhismo e musculação, por exemplo), o corpo fica delineado e estimula a saúde. Ela diz que a pessoa só engorda fazendo exercícios se não tiver um acompanhamento nutricional adequado, onde deve ser feita uma avaliação alimentar, balanceando os nutrientes. Mas, se malhação e alimentação tem tudo a ver e uma complementa a outra na difícil tarefa de entrar em forma, o que comer antes de malhar? Será que é legal comer antes de malhar, ou existe algum tipo de problema?

De acordo com a nutricionista, antes de malhar deve-se fazer uma refeição leve, à base de carboirdratos e frutas. O ideal, segundo ela, é: pão integral, sem manteiga ou margarina; geleia diet e torradas integrais. A especialista adverte que tudo vai depender do valor calórico que a pessoa tenha que ingerir durante o dia. Essa informação é obtida na dieta que um profissional da nutrição indica para cada pessoa, dependendo de diversos fatores, como altura, peso e tipo de atividade física realizada.

Milho, arroz integral, macarrão sem molho, batata cozida com casca, frutas frescas que podem ser consumidas com casca ou bagaço, iogurte de fruta desnatado, leite desnatado, banana, frutose, grão de bico, macaxeira, inhame, bata doce, feijão, ervilha, letilha, pão integral... São muitas opções de alimentos que aumenta, o tempo de resistência a exaustão durante o exercício físico. “Os carboidratos só engordam se forem consumidos exageradamente ou se a eles forem adicionadas a gorduras saturadas como manteiga, margarina, óleo ou maionese”, explica.

Fibras, vitaminas e minerais

Neide alerta que as refeições devem ser feitas meia hora antes dos exercícios. “Algumas pessoas, quando comem antes de fazer o exercício passam mal e acham que foi pelo simples fato de comer, mas é porque comeram mal e em volume inadequado. Outras pessoas não sentem nada”.

A especialista lembra que para emagrecer não precisa restringir a alimentação, mas apenas substituir alimentos pouco nutritivos a muito calóricos por alimentos ricos em fibras, vitaminas e minerais.

Prolongue a resistência

Não importa a atividade física, todos precisam ter energia suficiente para praticar os exercícis até o fim.

Antes - Uma refeição completa, seja café da manhã, almoço deve ser feita quatro horas antes da atividade física". Capriche nos pães, nas massas, nos cereais e nas frutas. Duas horas antes de entrar em campo, um sanduíche leve e um suco são ideais.

Durante - Para manter o pique e não desidratar é bom tomar água. Quem joga ou faz exercícios pesados como os triatletas, as bebidas esportivas vão bem, além de hidratar, fornecem a quantidade certa de carboidratos.

Depois - Assim que terminar a atividade física coma uma barra de cereais e, ainda um copo de água. Assim você repõe rapidamente o que gastou no exercício. E, ao ir para casa , uma salada ou uma fruta vai bem, principalmente nas duas horas após o exercícios.

Algumas regrinhas básicas para quem quer praticar exercícios:
  • Nunca praticar atividades físicas em jejum
  • Não usar suplementos nutricionais sem a orientação de um profissional especializado
  • Tentar comer alimentos mais ricos em fibras, em vez de usar suplementos
  • Procurar se alimentar o mais saudável possível, fazendo uso de frutas, de sucos naturais de frutas, legumes e vegetais
  • Lembrar de se hidratar antes, durante e após a atividade física
  • Lembrar que os carboidratos fornecem energia para os músculos
  • Fazer com que a base das refeições seja os carboidratos
  • Substituir açúcar branco por melado de cana ou açúcar mascavo

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Confira os alimentos que combatem a celulite...


TAMANHO DA LETRA: Diminuir texto Aumentar texto
PUBLICADO EM 2/1/2012 POR CAROLINA GONÇALVES
Antes de xingar os furinhos que a celulite causa na sua pele, que tal entender o que está por trás desse tipo de inflamação? "O excesso de gordura trans, gordura saturada, sal, alimentos industrializados, carboidratos refinados e açúcar são os principais agentes causadores da celulite", afirma a nutricionista Alice Carvalhais, do Instituto Mineiro de Endocrinologia. Por outro lado, existem alimentos que ajudam a aliviar o problema e até aceleram os efeitos tratamentos estéticos. "Alguns nutrientes podem ajudar o organismo a combater essas inflamações e estimular a produção de substâncias capazes de eliminar esse pesadelo", diz a especialista. 
Pote de madeira cheio de aveia - Foto Getty Images
Aveia 
Esse cereal é rico em silício, um nutriente capaz de reorganizar as fibras de sustentação da pele, produzindo mais colágeno. "Por conta disso, a aveia auxilia prevenindo o aparecimento da celulite e ajudando tratar os furinhos já existentes", afirma o massoterapeuta Edjasto Ferreira, presidente da Associação Mundial de Desenvolvimento Saúde. 
travessa de cerâmica com rúcula - Foto Getty Images
Folhas verde-escuras 
O consumo de folhas como rúcula e espinafre melhora a circulação e desintoxica o organismo. Segundo Edjasto, esse tipo de verdura também tem um grande potencial antioxidante, combatendo os radicais livres. "Esses antioxidantes ajudam evitam o envelhecimento precoce e combatem a celulite." 
cesta com pães integrais - Foto Getty Images
Alimentos integrais 
Os alimentos integrais são ricos em fibras que atuam na melhora do funcionamento intestinal. "O intestino inibe a absorção de toxinas e elimina as impurezas que podem agravar um quadro de celulite", afirma a nutricionista Alice Carvalhais, do Instituto Mineiro de Endocrinologia. "Além disso, o arroz integral contém vitaminas do complexo B, magnésio e cromo, que facilitam a digestão do açúcar, melhorando o aspecto da celulite", afirma Edjasto Ferreira. 
Três fatias de lima da pérsia - Foto Getty Images
Lima-da-pérsia 
Essa fruta atua estimulando o nosso sistema linfático - responsável pela drenagem dos líquidos em excesso no organismo - e, portanto, auxilia no processo de desintoxicação, evitando ou diminuindo as celulites.  
shitakes - Foto Getty Images
Shitake 
Esse tipo de cogumelo é rico em oligoelementos que realizam uma limpeza no organismo, evitando a celulite. Para as pessoas que já apresentam quadros mais avançados do problema, o shitake possui uma substância chamada lentian. "Ela reforça as defesas do organismo, diminuindo o processo inflamatório da celulite e melhorando seu aspecto", afirma Edjasto Ferreira.  
oleaginosas - Foto Getty Images
Oleaginosas 
O selênio presente em alimentos como nozes, castanhas e amêndoas atua como um importante antioxidante, combatendo o envelhecimento precoce das células e evitando o surgimento da celulite. 

travessa de vidro com maçãs - Foto Getty Images
Maçã 
Segundo a nutricionista Aline Carvalhais, a maçã é rica em pectina que, ao ser ingerida pelo organismo, forma um gel que retarda a absorção da glicose e dificulta a absorção das gorduras. Além disso, a pectina é uma fibra que atua nos processos de limpeza e desintoxicação do corpo, "ajudando a neutralizar as toxinas do organismo que são precursoras das celulites", afirma Aline. 

mulher loira bebendo água - Foto Getty Images
Invista na água com os devidos cuidados 
Sempre que se fala em desintoxicar o organismo, a água aparece como elemento fundamental. Mas a bebida ideal para combater o problema, de acordo com o especialista, precisa ser dotada de ORP negativo ou pH alcalino (acima de 8), pois a celulite e a maioria dos desequilíbrios orgânicos acontecem no meio ácido. Você descobre isso lendo o rótulo da bebida. Antes de comprar sua garrafa, verifique na embalagem qual é o pH da água - se for acima de 8, o ORP já é negativo. A água dos filtros, geralmente, é ácida.  

dois cocos na areia da praia - Foto Getty Images
Água de coco 
Essa bebida também é uma boa opção, pois promove o equilíbrio químico do organismo, beneficiando a saúde como um todo. "Ela reduz as toxinas que dão origem à celulite, fortalece o sistema imunológico e é um bom antioxidante", diz Edjasto.


terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Musculação reduz pressão arterial em hipertensos, mostra estudo


Portadores de hipertensão que realizaram treinamento de força (musculação) conseguiram reduzir a pressão arterial a níveis semelhantes aos obtidos por meio de medicamentos, revela pesquisa com a participação da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP. O estudo comprova que o treino de força é seguro para os hipertensos, desde que com acompanhamento médico e de profissionais de atividade física. O trabalho também mostrou que a redução da pressão permanece por até quatro semanas após a interrupção do treinamento.

A pesquisa com hipertensos faz parte da pesquisa de Doutorado em Biofísica de Newton Rocha Moraes, realizado na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), orientada pelo professor Ronaldo Carvalho e co-orientada por Reury Bacurau, professor do curso de Ciências da Atividade Física da EACH. “Na literatura científica há vários estudos que mostram o efeito positivo do exercício aeróbio, como corridas e natação, no controle da pressão”, diz Bacurau, “mas o benefício da musculação era pouco conhecido”. 

Participaram do estudo 15 homens com hipertensão moderada, que utilizavam medicação, com média de idade em torno de 46 anos. Durante seis semanas antes do início do treinamento, com supervisão médica, os medicamentos foram gradativamente retirados. “Os pacientes eram examinados periodicamente e não tinham nenhuma outra doença crônica, como diabetes”, aponta o professor da EACH. Os exercícios foram realizados durante 12 semanas, trabalhando sete grupos musculares (abdômen, pernas, parte interna e externa das coxas, ombros, biceps e tríceps) três vezes por semana, em dias não consecutivos. 

“Apesar do treino ser o mesmo que é voltado para iniciantes, os participantes realizavam musculação convencional, ou seja, três séries em cada aparelho com carga moderada, e não em circuito, mudando de aparelho a cada série, com carga baixa”, ressalta Bacurau. Com o treinamento, a média de pressão dos pacientes, que era de 153 milímetros (sistólica, associada ao bombeamento de sangue pelo coração) e 96 milímetros (diastólica), caiu para 137 milímetros (sistólica) e 84 milímetos (diastólica). “A redução está no mesmo patamar que é obtido com a medicação”, destaca o professor. 

Redução

De acordo com Bacurau, esperava-se uma redução média da pressão em torno de 5 milímetros, o que já seria considerado um resultado satisfatório. “No entanto, esse indice foi de aproximadamente 13 milímetros, o que comprova o efeito positivo do treinamento de força”, observa. 

Depois do final do período de treino, os pacientes foram acompanhados durante quatro semanas. “Verificou-se que eles mantinham o mesmo efeito de queda da pressão registrado durante o tempo de realização dos exercícios”, afima o professor da EACH. “Este resultado é imporante, porque serve como estímulo ao hipertenso a continuar com a musculação, ajustando o treinamento às suas necessidades de vida”. 

A pesquisa também mostrou que os participantes tiveram aumento da força física e da flexibilidade. “Há uma tendência de que a pressão aumente conforme a idade, numa fase em que as pessoas tem mais dificuldade para se movimentar e menos força para executar até tarefas simples”, afirma Bacurau. “Antes se acreditava que a musculação poderia ser perigosa para os hipertensos pelo risco de problemas cardíacos, mas hoje as pesquisas mostram seu potencial na redução de problemas cardiovasculares”. 

O professor recomenda que as pessoas interessadas em fazer treinamento de força procurem orientação de médicos e profissionais de atividade física. “O ideal é fazer mais de um tipo de exercício, realizando também atividades aeróbias, que já tem efeito comprovado no controle da pressão arterial, além de outros benefícios”, conclui. 

Por Júlio Bernardes

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

QUANTAS PROTEÍNAS SÃO NECESSÁRIAS PARA GANHAR MASSA MUSCULAR?

Proteínas para Ganhar Massa Muscular
Se você quer ganhar massa muscular, precisa saber quantas proteínas deve incluir em sua alimentação diariamente. A proteína é um dos nutrientes mais incompreendidos do mundo dofisiculturismo, e muitas pessoas não fazem idéia do que estão comendo. Uma coisa é certa, se você não consumir a quantidade correta de proteínas diariamente, simplesmente os ganhos de massa muscular não acontecem, simples assim.
A proteína é o que vai abastecer o corpo com os aminoácidos que promovem a construção do tecido muscular. Dessa forma, podemos dizer que a proteína é a matéria prima de que o corpo necessita para promover músculos maiores. Não fornecendo essa matéria prima ao organismo, você só vai quebrar o tecido muscular na academia e não terá o necessário para construí-lo de volta, fazendo com que seus treinos o deixem mais fraco, ao invés de mais forte.

COMO A PROTEÍNA CONSTRÓI MÚSCULOS

Antes de tudo, você precisa saber como a proteína constrói músculos. Se você não entender qual papel a proteína exerce no crescimento muscular, pode ser mais difícil motivar-se a comer o suficiente.
Toda vez que você vai à academia e treina musculação, seus músculos são fadigados, você os danifica. Assim que o seu treino acaba, seu corpo entra em estado de recuperação, onde tenta reparar os danos causados pelo intenso treinamento que acabou de ser feito. O objetivo do seu corpo é tornar os músculos mais fortes do que antes, para que quando você seja submetido ao mesmo nível de estresse novamente, esteja preparado e possa lidar com isso. O processo de recuperação vai acontecer naturalmente, desde que você forneça as matérias primas necessárias para que o organismo possa fazer o trabalho.
Pense nisso dessa forma: se alguém bate o carro no portão da sua garagem, ele seria quebrado. Para reconstruí-lo e deixá-lo como era antes, você precisa usar ferramentas e materiais de construção. Se você não comprar os materiais de construção, como iria consertar o portão? O portão continuaria quebrado, e você seria incapaz de usá-lo como antes.
É exatamente isso que acontece com seus músculos. Após um treino de musculação intenso, você danifica seu tecido muscular e precisa fornecer a matéria prima necessária para que o seu organismo possa reconstruí-lo novamente, e o melhor de tudo, ele o deixa mais forte do que antes. A matéria prima necessária para que o corpo reconstrua o tecido muscular é a proteína.

QUANTAS PROTEÍNAS SÃO NECESSÁRIAS PARA CONSTRUIR MÚSCULOS

Agora que descobrimos a função das proteínas para o desenvolvimento muscular, surge a pergunta: quantas proteínas são necessárias para ganhar massa muscular? Muitas pessoas caem na armadilha de pensar que quanto mais proteínas puderem consumir, mais músculos vão ganhar. Infelizmente, esse não é o caso.
O corpo só pode construir uma determinada quantidade de massa muscular por dia, e uma vez que for construída, qualquer excesso no consumo de proteínas será usado como combustível, ou convertido em gordura corporal.
Dessa forma, isso significa que consumir mais proteínas não é necessariamente melhor. Consumir proteínas suficientes é obrigatório (se você quiser ganhar massa muscular), mas ultrapassar esse valor é um desperdício.
Quanto a quantidade ideal, a maioria das pessoas precisa consumir um grama de proteína por quilo de peso do corpo. Se o treino for muito intenso, essa quantidade pode chegar a 1,5g de proteína por quilo. Mais do que isso é um exagero. Dessa forma, se você pesa 80kg deveconsumir de 80 a 120g de proteínas por dia para ganhar massa muscular.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Malhar para se recuperar ligeiro...







Os exercícios físicos, antes evitados — e até mesmo proibidos —, tornaram-se uma arma poderosa para superar depressa infartos e outros graves problemas de saúde

por Manoel Gomes • design Fred Scorzzo • fotos Gustavo Arrais

Um indivíduo prostrado na cama é o que vem à cabeça de muita gente quando se pensa em alguém enfermo. Mas há exceções a esse clichê. Exceções que, diga-se, estão se tornando a regra em alguns casos. Cada vez mais a ciência encontra provas de que se exercitar durante o período de restabelecimento de uma doença pode acelerar o processo de recuperação do organismo ou, nas situações mais críticas, dar um fôlego extra e mais bem-estar ao doente.

A atividade física começa a ser encorajada em pessoas que acabaram de infartar, por exemplo. Há algumas décadas, quem sobrevivia a um ataque do coração era obrigado a ficar em resguardo por longos períodos. No entanto, um recente estudo da Universidade de Alberta, no Canadá, concluiu o seguinte: pacientes estáveis que se exercitaram uma semana após a pane cardíaca se beneficiaram mais do que aqueles que esperaram para iniciar o treinamento. Ainda de acordo com o trabalho, para cada semana parada, é preciso malhar o equivalente a um mês de modo a obter os mesmos efeitos da turma que chacoalhou o corpo todo logo cedo.

"Diferentemente do que se imaginava, várias pesquisas mostram que repousar durante esse intervalo deixa o organismo mais fraco, e não mais forte", conta a SAÚDE o professor Alex Clark, um dos autores da pesquisa canadense. O exercício previne a remodelação do coração, fenômeno em que as células que ficam próximas ao local do infarto se readaptam e o órgão tem o seu formato alterado. Esse redesign pode provocar complicações futuras, como insuficiência cardíaca.

Pesquisadores da Universidade de Emory, localizada no estado da Geórgia, nos Estados Unidos, encontraram mais um motivo para fazer algum esporte no pós-infarto: durante o treino, o corpo fabrica óxido nítrico, o encarregado de dilatar os vasos sanguíneos, melhorando a circulação. "Ao aumentar a produção dessa substância, mais sangue passa pelas coronárias", explica a cardiologista Patrícia Oliveira, do Instituto do Coração de São Paulo. Para uma vítima de um ataque do coração, isso é mais do que uma boa notícia. Afinal, uma maior quantidade de nutrientes e oxigênio chega ao peito, o que contribui para melhorar o quadro geral do infartado.

Os exercícios mais recomendados são os aeróbicos, como caminhar, correr ou andar de bicicleta. A grande vantagem é proporcionar o aumento da capacidade cardiorrespiratória. Numa segunda etapa do tratamento, musculação e atividades de flexibilidade também são importantes. Levantar peso amplia a resposta muscular, a força e a potência do indivíduo. Já as atividades que trabalham a elasticidade atuam no equilíbrio, coordenação e desempenho de ações que podem ser consideradas normais e cotidianas, como lavar a louça.

"A pessoa que está estável já pode se exercitar e ter os benefícios a curto ou médio prazo", diz o cardiologista Daniel Kopiler, chefe do Serviço de Reabilitação Cardíaca do Instituto Nacional de Cardiologia. Mas nada de sair correndo sem conversar com seu médico. Ele vai orientar qual é o tipo de prática esportiva mais recomendado para cada caso, como deve ser realizado e sua intensidade. "A prescrição do exercício deve ser individualizada e, nos primeiros dias após o infarto, ser feita com supervisão médica e dentro de um hospital", adverte Patrícia Oliveira.

Lesões articulares? O remédio também é se exercitar

"Nesses casos, a atividade física é fundamental no processo de reabilitação", avalia o ortopedista Roberto Santin, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo. O recurso de praxe é a musculação. "Ela age no ganho de força e de resistência e, sobretudo, nas funções afetadas pelas lesões", diz José Inácio Salles Neto, coordenador do Laboratório de Pesquisa Neuromuscular do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia.
Músculos fortes, coração sadio

Uma pesquisa da Universidade de São Paulo mostra que a prática de exercícios aeróbicos reduz a atrofia dos músculos esqueléticos, os responsáveis por movimentos voluntários, como apontar para um objeto. Esse definhamento está relacionado a casos de insuficiência cardíaca, quando o coração não consegue bombear o sangue direito. "As atividades aeróbicas aumentam a quantidade de sangue com nutrientes e oxigênio que vai para o músculo esquelético", explica a pesquisadora.

Contra o câncer


O exercício também é um grande auxiliar durante e após o tratamento dessa doença. Especialistas do Instituto do Câncer de Duke, nos Estados Unidos, descobriram que pessoas ativas diagnosticadas com tumor cerebral tiveram sua vida prolongada em até 21 meses após a identificação do mal — os sedentários só sobreviveram, em média, por 13 meses. Em entrevista a SAÚDE, Lee Jones, diretor científico do instituto americano, credita os benefícios da malhação ao seu caráter multifatorial. "O exercício tem o potencial de impactar uma gama de sintomas, que vão dos fisiológicos até os psicológicos", diz Jones. O oncologista José Roberto Rossari, do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, pormenoriza: "A realização da atividade física é capaz de diminuir a fadiga, a ansiedade, a depressão e o estresse, além de melhorar a autoestima, a imagem corporal e a capacidade aeróbica".

Deu azeite na cabeça!







Um estudo que acaba de sair do forno confirma: o óleo de oliva também ajuda a prevenir derrames

por Manoel Gomes • design Laura Salaberry • fotos Dercílio

Em todo time de futebol que faz história ganhando títulos, pelo menos um jogador sempre se destaca por suas qualidades excepcionais. Talvez sua habilidade técnica decida uma partida ou sua garra leve um grupo inteiro à glória da primeira colocação. Felizmente, esse tipo de atleta transborda pelas fronteiras do nosso Brasil: Pelé, Zico, Rivellino, Ronaldo... E, no time dos alimentos saudáveis, o craque da camisa 10 impõe muito respeito e soma conquistas nos meios científicos: o azeite de oliva já é reconhecido por especialistas pelos gols que marca em prol da saúde.

Sua última vitória foi testemunhada por investigadores do Instituto Nacional de Saúde e Pesquisa Médica de Bordeaux, na França. Eles provaram que o óleo da azeitona tem mais uma qualidade: atua na proteção do acidente vascular cerebral, o popular derrame. O estudo francês foi realizado com mais de 7 mil sexagenários e durou cinco anos. Na comparação dos resultados, os indivíduos que eram consumidores regulares do azeite apresentaram um risco 41% menor de um AVC. “Algumas de suas substâncias, como os compostos fenólicos e a vitamina E, agem como antioxidantes”, conta a nutricionista Mariana Del Bosco, da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica. Ou seja, combatem os danosos radicais livres, moléculas que, em excesso, estão relacionadas a processos degenerativos, resultando em problemas cardiovasculares como o derrame, entre outros males. “Esse óleo também possui gordura monoinsaturada, que, se consumida no dia a dia, parece diminuir os níveis de LDL, o colesterol ruim”, completa Mariana.

Proteção que vem do pé

O azeite de oliva só é riquíssimo em compostos contra a oxidação por causa de sua origem. Na contramão de outros óleos, ele é feito do próprio fruto, e não dos grãos ou do caroço, como é o caso daqueles de girassol ou de milho. Faz diferença. Na oliveira, como a azeitona fica completamente exposta ao ar, a natureza dá um jeito de ela se proteger da ação do oxigênio, capaz de estragá-la. Daí a produção de mais antioxidantes. “E, durante a fabricação, a primeira prensa desses frutos é sempre a mais saudável, porque extrai uma maior quantidade dessas substâncias defensoras”, explica o nutrólogo Durval Ribas Filho, presidente da Associação Brasileira de Nutrologia.

Se o líquido de cor amarelo-cobre só atuasse contra o AVC, uma das principais causas de morte no nosso país, já mereceria um troféu. Mas ele também protege contra outros problemas que machucam o coração e os vasos sanguíneos. “Doenças como hipertensão arterial, angina, infarto, insuficiência cardíaca, arritmias e aterosclerose, que é a formação de placas de gordura nas artérias, podem ser evitadas com seu consumo”, garante Durval Ribas Filho. Sem contar pesquisas apontando que a substância extraída da oliva é capaz de modular certos genes por trás de inflamações e trombose.

Hoje, com tantas opções de azeite nas gôndolas, como comprar o óleo ideal? Procure sempre o tipo extravirgem, que é aquele que preserva maior quantidade de compostos antioxidantes. Dê ainda preferência aos vasilhames de lata ou com vidro bem escuro (leia mais no quadro ao lado). Também é interessante escolher aqueles que se encontram menos expostos à luz ambiente, como os que estiverem por sorte bem no fundo da prateleira. “Verifique a data de fabricação, porque, quanto mais novo, melhor. Nunca compre um produto com mais de 18 meses”, orienta a cientista de alimentos Simone Faria Silva, da Universidade Estadual de Campinas, no interior paulista. Alguns cuidados básicos no trato doméstico completam a garantia de qualidade: “Em casa, guarde o azeite bem tampado em ambientes escuros e livres do calor. Depois de aberto, ele deve ser consumido o mais rápido possível. Por isso, procure pelas embalagens menores”, ensina Simone.

Com tantos macetes, a prevenção de problemas médicos fica menos complicada e mais saborosa. Se fizer uma tabelinha com o azeite nas refeições — o recomendado é cerca de 3 colheres de chá por dia —, é ainda mais fácil marcar um gol de placa contra o AVC.

Uma história milenar
A relação entre a humanidade e o azeite vem de muitos séculos: ele já era utilizado há 3 800 anos na região da Mesopotâmia, o atual Iraque. As primeiras oliveiras surgiram ao sul do Cáucaso, na fronteira entre Europa e Ásia, e se espalharam por Egito, Grécia e Itália. Os povos dessas regiões, inclusive, usavam o óleo com finalidades estéticas, para tratar a pele e o cabelo e até para massagens terapêuticas e produção de perfumes. O líquido dourado também tinha importância religiosa: ao lado do vinho e do trigo, era uma das riquezas dos hebreus. Para eles, sua árvore era o símbolo da bênção divina e da perseverança.

Lata, vidro ou pet?
O melhor recipiente para o óleo de oliva é o de lata. Essa foi a conclusão de uma pesquisa da Universidade Estadual de Campinas, em São Paulo. “A degradação do óleo após o envase ocorre devido à oxidação, ocasionada por luz e oxigênio. A vantagem da lata é oferecer uma barreira total contra a luminosidade”, explica Simone Faria, autora do estudo.

Consumo azeitado
O brasileiro ingere por ano 300 mililitros do óleo da azeitona. O gráfico à direita mostra que outros países nos aplicam uma bela goleada