quinta-feira, 3 de novembro de 2011

COLESTEROL!

O que é Colesterol?

Sinônimos: colesterol hdl, colesterol ldl
O colesterol pode ser considerado um tipo de lipídio (gordura) produzido em nosso organismo. Ele está presente em alimentos de origem animal (carne, leite integral, ovos etc.). Em nosso organismo, desempenha funções essenciais, como produção de hormônio e vitamina D. No entanto, o excesso de colesterol no sangue é prejudicial e aumenta o risco de desenvolver doenças cardiovasculares. Em nosso sangue, existem dois tipos de colesterol:
  • LDL colesterol: conhecido como "ruim", ele pode se depositar nas artérias e provocar o seu entupimento
  • HDL colesterol: conhecido como "bom", retira o excesso de colesterol para fora das artérias, impedindo o seu depósito e diminuindo a formação da placa de gordura.

Tipos

Podemos dizer que existem vários tipos de colesterol circulando no sangue. O total da soma de todos eles chama-se "Colesterol Total". Como visto, colesterol é uma espécie de "gordura do sangue" e, como gorduras não se misturam com líquidos, o colesterol é insolúvel no sangue. Por isso, ele precisa da "carona" de certas proteínas para cumprir as suas funções.
A associação dá origem às chamadas lipoproteínas. Essas, sim, são aptas a viajar por todo o organismo via corrente sanguínea. As lipoproteínas - ou apenas colesterol - assumem algumas formas, sendo divididas em "bom colesterol" (HDL - high density, ou alta densidade) e "mau colesterol" (LDL - low density ou baixa densidade).
Pesquisas provaram que o bom colesterol (HDL) retira o colesterol das células e facilita a sua eliminação do organismo. Por isso, é benéfico. Já o mau colesterol (LDL) faz o inverso: ajuda o colesterol a entrar nas células, fazendo com que o excesso seja acumulado nas artérias sob a forma de placas de gordura. Justamente por isso, traz diversos malefícios.

Fatores de risco

Muitos fatores podem contribuir para o aumento do colesterol, como tendências genéticas ou hereditárias, obesidade e atividade física reduzida. No entanto, um dos fatores mais comuns é adieta.
A dieta rica em colesterol inclui grandes quantidades de alimentos de origem animal: óleos, leite não desnatado e ovos. As gorduras, sobretudo as saturadas, contribuem para o problema do colesterol elevado.
A gordura saturada é um tipo de gordura que, quando ingerida, aumenta a quantidade de colesterol no organismo. Está presente, principalmente, em alimentos de origem animal. A carne vermelha, mesmo quando aparentemente "magra", possui moléculas de colesterol entre as suas fibras e deve ser evitada. As margarinas light ou diet devem ser as escolhidas em substituição à manteiga.
As gorduras insaturadas estão presentes, principalmente, em alimentos de origem vegetal. Elas são essenciais ao organismo, mas o corpo humano não tem condição de produzi-las. É por isso que é necessário consumi-las na alimentação. A substituição de gorduras saturadas por insaturadas na dieta pode auxiliar a reduzir o colesterol no sangue. Quando quiser preparar um pão mais saboroso, prefira margarina light ou diet à manteiga.

Sintomas de Colesterol

O colesterol alto não apresenta sintomas, por isso, quem tem aterosclerose e obesidade, possui história de morte na família por infarto, é sedentário e/ou alimenta-se com ingestão exagerada de gorduras saturadas tem mais chances de ter colesterol alto. A aterosclerose não produz qualquer tipo de sintoma até que ocorra a obstrução de uma ou mais artérias.
Aterosclerose é o endurecimento das paredes dos vasos causado pela deposição de gorduraAterosclerose é o endurecimento das paredes dos vasos causado pela deposição de gordura

Diagnóstico de Colesterol

De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia, os níveis ideais de colesterol no sangue devem ser:
  • Colesterol Total: abaixo de 200mg/dL de sangue
  • Bom Colesterol (HDL): acima de 50mg/dL de sangue
  • Mau Colesterol (LDL): abaixo de 130mg/dL de sangue.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

QUANDO O EXERCÍCIO DERRUBA NOSSAS DEFESAS!


O sedentarismo deixa até o sistema imunológico preguiçoso. Mas, no extremo oposto, um estudo brasileiro culpa o excesso de malhação por efeitos igualmente nocivos à barreira natural do corpo contra infecções

por Theo Ruprecht • fotos Gust

O porte e, acima de tudo, a capacidade para superar provações físicas hercúleas dão a impressão de que um atleta não teria problema para sobrepujar vírus e bactérias que o desafiem. Esse senso comum ganha mais força com as claras evidências científicas de que a prática regular de atividade física fortalece o exército que combate microorganismos oportunistas. "Porém, dados epidemiológicos mostram que esportistas profissionais são três vezes mais suscetíveis a doenças infecciosas, principalmente as do trato respiratório", revela Tânia Pithon-Curi, educadora física da Universidade Cruzeiro do Sul, em São Paulo.

Em busca de respostas ao enigma acima, Tânia fez ratinhos correrem em uma esteira até a exaustão. Depois, analisou os chamados neutrófilos, células brancas com a habilidade de englobar e, assim, neutralizar invasores maléficos. A descoberta é surpreendente: uma única sessão de treino intenso foi capaz de estimular a apoptose, uma espécie de suicídio, desses pequenos soldados. "Normalmente, esse mecanismo serve para reciclar as defesas. Só que, quando ele é acelerado, o organismo fica em déficit por não conseguir produzir novas células na mesma velocidade", explica a pesquisadora. Resumindo, esforço físico demasiado diminui a resistência contra gripes, resfriados e companhia.

Quando falamos em exagero, não abordamos apenas quem vê a atividade física como profissão. Indivíduos que acabaram de trocar o sofá pela academia podem causar danos a si próprios com cargas que não fariam mal a outros mais condicionados. "O limite depende de fatores como o preparo físico, a idade, o sexo e até a alimentação do dia. Por isso o acompanhamento de especialistas é tão importante", relata o fisiologista Orlando Laitano, da Universidade Federal do Vale do São Francisco, em Pernambuco.

Cruzar a linha individual entre uma prática física moderada e outra extenuante também eleva a concentração dos radicais livres, moléculas que, em altas doses, são nefastas ao sistema imune. "Além disso, eles aumentam as inflamações e o risco cardiovascular", afirma Cláudia Cavaglieri, fisiologista da Universidade Estadual de Campinas, no interior paulista. Isso sem contar que contribuem para o aparecimento de tumores.

Já está claro que não faltam motivos para evitar um abuso. As questões que ficam, no entanto, são se cada estrutura do corpo teria limites diferentes e se alguns deles poderiam ser extrapolados sem percebermos. Em outras palavras, nossa defesa contra vírus e bactérias pode se cansar antes do coração e, a partir daí, começar a sofrer silenciosamente? "O tema é controverso, mas há uma nova teoria de que, quando uma parte específica do organismo apresenta sobrecarga intensa, o sistema nervoso central sinaliza com fadiga generalizada", informa Laitano. Acreditando ou não nessa hipótese inusitada, os especialistas são unânimes em afirmar que dificilmente a exaustão e os problemas decorrentes dela afetem qualquer área ou função corporal antes do surgimento de sinais como dificuldade para respirar e cansaço da musculatura.

Avance no treinamento sem correr riscos Por um lado, o limiar da moderação precisa ser respeitado. Por outro, ele deve ser, aos poucos e com orientação, empurrado para a frente. "Se a intensidade ou a duração do exercício não são modificadas ao longo dos meses, ocorre uma adaptação do organismo. O que antes era adequado pode se tornar leve demais e, com isso, menos benéfico ao corpo", esclarece a educadora física Tânia Pithon-Curi.

Logo após deixar o sedentarismo, o correto é investir em práticas brandas. "Nessa etapa, é preferível focar no tempo de exercício do que na sua intensidade", complementa Páblius Braga, médico do esporte do Hospital Nove de Julho, em São Paulo. Em vez de correr por 15 minutos, tente caminhar por meia hora, por exemplo. Isso, além de promover melhoras expressivas, ainda diminui a incidência de lesões.

É essencial que o ajuste do treino seja constante nos primeiros 60 dias de ralação — de preferência, o educador físico precisa verificar o progresso da pessoa quinzenalmente. Durante esse período inicial, o ganho de força e de resistência é rápido graças a adaptações dos próprios nervos que se localizam nos músculos, inclusive no cardíaco. Depois disso, vale consultar quem está prescrevendo a malhação pelo menos a cada quatro meses. O médico também faz parte dessa história: o ideal é realizar um checkup completo anualmente para verificar eventuais anomalias. Com supervisão profissional e um pouco de calma, você chega lá — sem tropeços, tosses e espirros pelo caminho.

Na medida certa
Só os experts podem prescrever o exercício ideal para cada um. Contudo, há sinais que indicam quando o esforço está aquém ou além do desejado 

Nem de menos
Se durante uma atividade física o corpo não mostra nenhum sinal de cansaço, talvez seja bom apertar ligeiramente o passo. Ausência de suor ou da sensação de relaxamento após a prática também indicam uma intensidade leve demais.

Nem a mais

Fique esperto com taquicardias, dificuldades para respirar, tonturas, insônia... "Inchaço, dores insistentes e vermelhidão nas articulações são outras mostras de que o ritmo está elevado", acrescenta o ortopedista Lafayette Lage, de São Paulo.
Fique de olho
Entenda por que certas condições exigem um cuidado especial com a atividade física

Obesidade
A união entre gordura de sobra e passadas vigorosas demais pesa nas articulações e ainda gera processos inflamatórios.

Diabete
Os medicamentos usados para controlar os níveis de açúcar no sangue, associados ao alto consumo de glicose de uma prática extenuante, podem culminar em hipoglicemia.

Asma
Se o pulmão trabalha em excesso para garantir oxigênio, o risco de uma crise sobe. O asmático sempre deve carregar sua bombinha durante o exercício.

Problemas cardíacos
Um coração fragilizado, quando exigido além da conta, pode falhar. Nesses casos se recomendam exercícios pouco intensos e prolongados.
Na dose ideal...
...os esportes asseguram benesses do último fio de cabelo até a ponta dos pés

Cabeçaeles incrementam a circulação sanguínea no cérebro, diminuindo o risco de derrames, e ainda ajudam a criar neurônios, o que garante uma maior capacidade cognitiva.

Coração: os exercícios mantêm todos os vasos em forma. Isso evita que o músculo cardíaco trabalhe arduamente para conseguir bombear sangue para todo o corpo.

Câncer: a modalidade esportiva favorita de um indivíduo, além de aplacar o estresse, fator de risco para o mal, controla hormônios que favorecem os tumores.

Diabete: o próprio emagrecimento já diminui a resistência à insulina. De quebra, a atividade física regular facilita a entrada de glicose nas células.

Ossos: eles são ativados pela movimentação muscular. Para aguentar a ligeira sobrecarga, tornam-se densos e fortes, o que afasta a osteoporose.
Em excesso...
...a atividade física perde seu potencial benfeitor e vira risco a inúmeros transtornos

Cabeçaa grande presença de hormônios do estresse decorrentes do exagero provoca dores e dificuldade para raciocinar. Em casos extremos, podem favorecer um acidente vascular.

Coraçãose sua frequência fica para lá de alta por muito tempo, o músculo cardíaco se desgasta de tal forma que pode se degenerar — é o processo de um infarto. 

Câncerao consumir toda a energia do corpo, faltam forças para combater a doença. Isso sem contar que um sistema imune fraco não lida com o tumor adequadamente.

Diabete
: o diabético tem um risco aumentado de desenvolver transtornos cardíacos. A probabilidade sobe mais ainda quando ele extrapola no exercício.

Ossos: um esforço homérico altera o equilíbrio de hormônios responsáveis pela produção de massa óssea. Com isso, a ossatura fica frágil e propensa a fraturas.
 

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

COMO ACELERAR O METABOLISMO EM 7 PASSOS!


Acelerar o metabolismo pode ser a solução para problemas do tipo: dificuldade para perder peso, fadiga, ganho de peso contínuo e hipotireoidismo. Se você tem algum desses problemas, saiba que é possível acelerar o metabolismo aplicando alguns passos em sua rotina diária. Conheça alguns deles.
Como Acelerar o Metabolismo

COMO ACELERAR O METABOLISMO – DICAS

NÃO PULE O CAFÉ DA MANHÃ SE QUISER ACELERAR O METABOLISMO

Pulando o café da manhã você envia uma mensagem de alerta ao corpo. Ele entende que você vai ficar mais um longo período de tempo sem comer, e deixa o metabolismo lento para economizar energia. Ao contrário do que muitos pensam, pular o café da manhã não ajuda a perder peso. Estudos mostram que pessoas que pulam o café da manhã engordam mais do que as que tomam. E o metabolismo é o responsável.  

COMA MAIS NO INÍCIO DO DIA

O jantar deve ser a sua refeição mais leve, e alguns especialistas recomendam que não se coma nada nas três últimas horas antes do sono. Foque-se em se alimentar bem nas primeiras refeições do dia, pois é nessa hora que você precisa de mais energia.

NÃO MORRA DE FOME

É como vimos anteriormente. Comer pouco fará seu corpo entrar em estado de alerta, economizando energia e desacelerando o metabolismo. Ao invés de cortar tudo que come, escolha alimentos mais saudáveis.

COMA COM MAIS FREQUENCIA

Quebrando as três grandes refeições do dia em 6 ou 7 refeições menores (de 3 em 3 horas), você mantém estáveis os níveis de açúcar no sangue e faz com que seu metabolismo fique aceleradodurante o dia todo.

GANHE MÚSCULOS

Músculos queimam mais calorias do que gordura. Dessa forma, quanto mais músculos você tem, mais acelerado será o seu metabolismo. Procure treinar musculação pelo menos três vezes por semana.

BEBA MUITA ÁGUA

O processo metabólico necessita de água para funcionar corretamente. Seu corpo precisaacelerar o metabolismo e queimar calorias extras para aquecer a água que você bebe. Beba no mínimo 8 copos de água por dia.

DURMA BEM

A quantidade e qualidade do sono influenciam sobre a quantidade de energia gasta durante o dia. Um estudo realizado nos EUA e aplicado também no Brasil, mostrou que uma boa noite de sono acelera o metabolismo e a queima de gordura. Procure dormir de 7-8 horas por noite.
Referências: Dane Fletcher

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

EXISTE DIETA APROPRIADA PARA QUEM SOFRE DE HEMORRÓIDAS?

Reprodução
Hemorróidas são formações varicosas internas ou externas ao redor do ânus, que ficam inchadas ou inflamadas, e podem ou não ter causas definidas. Entre elas estão: prisão de ventre e esforço ao evacuar, excesso de exercícios físicos que exigem muita forçamuscular, flacidez muscular generalizada, gravidez (devido ao aumento da pressão intra-abdominal), ficar muito tempo sentado, excesso de alimentos doces e gordurosos, temperos fortes ou álcool. 

A dieta indicada para quem tem hemorróidas: ingerir alimentos ricos em fibras como grãos (trigo integral, centeio, arroz integral, farinha de aveia ou de cereais integrais; legumes e verduras cozidos na água e sal; frutas (maçã, pêra, pêssego, melão, melancia, mamão, ameixa, uvas passas, manga, banana nanica); brotos (feijão, bambu); leguminosas (feijões, grão de bico, ervilha, lentilha); proteínas animais (peixe, frango, carne de boi), porém sem exageros. 

A ingestão de água é fundamental para que a dieta seja benéfica. Manter uma dieta rica em fibras sem beber bastante água e líquidos propicia o mau funcionamento do intestino e pode até causar constipação intestinal.

Evite também temperos quentes, fortes e ardidos. A dica é fazer um banho de assento com as folhas do nabo, o que pode ser benéfico por promover efeito antiinflamatório local. 


Gisele Guarino Centenaro, nutricionista e acupunturista

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Combate à Osteoporose com Exercícios Físicos

Estudos comprovam os benefícios dos exercícios físicos para os idosos.



Neste ano, para o Dia Mundial da Osteoporose (20 de outubro), a Fundação Internacional da Osteoporose (IOF - International Osteoporosis Foundation) divulgou um relatório que promove uma estratégia de três passos para ter ossos saudáveis e músculos fortes. Além de dieta adequada de cálcio e proteína, e consumo suficiente de vitamina D, “atividade física diária é absolutamente essencial para fortalecer os ossos e os músculos em todas as idades” afirma o relatório. “Os benefícios da atividade física são comprovados em qualquer idade, mas para a população idosa o exercício físico resistido é particularmente benéfico para o combate à osteoporose”, afirma a Dra. Janise Lana Leite (CRM/SP 126.876), geriatra e diretora médica da Academia Estação do Exercício, especializada em musculação para idosos. Para comprovar as vantagens da atividade física na terceira idade, a geriatra indica dois estudos científicos elaborados por pesquisadores da USP e da UNIFESP. No primeiro estudo (Mello MT et al., 2007), realizado por médicos e pesquisadores ligados à UNIFESP, um grupo de 61 homens com idade entre 60 e 75 anos foi dividido em dois times. Enquanto um time realizou atividade física sem pesos três vezes por semana, durante 24 semanas, o outro grupo fez exercícios resistidos com carga progressiva na mesma freqüência e período. Ao final do estudo, ficou comprovado que o programa de treinamento de força durante 24 semanas mostrou-se favorável na melhora dos desempenhos funcionais e motores dos idosos, incluindo o equilíbrio, a coordenação motora e a agilidade dos movimentos. “Devolver ao idoso o equilíbrio, coordenação e agilidade da idade adulta é uma questão fundamental para a prevenção de quedas”, explica a geriatra. De acordo com a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, no Brasil 30% dos idosos caem pelo menos uma vez por ano. Além disso, quanto maior a idade maior a chance de queda, sendo que 32% das ocorrências estão entre os 65 e os 74 anos, 35% entre os 75 e os 84 anos e 51% acima dos 85 anos. Estas quedas ocorrem mais nas mulheres do que nos homens da mesma faixa etária. De todas as quedas, 5% resultam em fraturas e 5 a 10% em ferimentos importantes que necessitam de cuidados médicos, alerta a diretora da academia. “A queda na produção dos estrogênios que é característica do período da vida pós-menopausa acelera a redução da densidade mineral óssea e torna as mulheres ainda mais suscetíveis à osteoporose primária do tipo I” explica a Dra. Janise. O segundo estudo (Jovine MS et al., 2006) apontado pela geriatra mostra especificamente os benefícios da atividade física resistida (musculação, por exemplo) para o combate à osteoporose e aos demais sintomas da menopausa. “O treinamento resistido (TR) quando praticado com regularidade, pode aumentar a força muscular com positivas repercussões na proteção contra as quedas, além do eficiente estímulo para o aumento da massa óssea, influenciando fatores de risco relacionados com osteoporose” afirma a pesquisa que foi conduzida por médicos da USP. Os pesquisadores brasileiros resgataram e compararam dados de 26 estudos anteriores conduzidos na Alemanha, Austrália, Áustria, Canadá, China, Estados Unidos, França e Japão, com um total de 2.300 mulheres e idades entre os 40 e 92 anos. De modo geral, todos os estudos apontam benefícios do treinamento resistido para a melhoria da densidade mineral óssea do corpo. Mas a Dra. Janise Leite alerta: “principalmente na terceira idade, os exercícios físicos devem ser feitos com supervisão de um profissional qualificado. Melhor ainda se forem acompanhados por profissionais que possuam especialização em atividade física para idosos. Desta forma os exercícios serão feitos com segurança cardiovascular, evitando lesões e garantindo um envelhecimento saudável”.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

ENTREVISTA FEITA POR PATRICK AZEVEDO SOBRE A PROFISSÃO DE EDUCADOR FÍSICO!


Profissão: Educador Físico

Saudações candidatos ao Vestibular! Hoje vamos falar sobre uma profissão bem dinâmica: Educação Física (que cá entre nós, a Unipar tem uma estrutura de dar inveja, viu). Você sabe o que o Educador Físico faz? Então se liga:
A profissão de Educador Físico age em todos os campos do conhecimento nas áreas de atividades físicas e de desporto, intervindo, segundo propósitos educacionais, na saúde e no lazer. Esse profissional ajuda a galera que quer aumentar o seu bem-estar, atividade física, aptidão física ou todas! Além de apresentar o mundo mais científico do treinamento físico, ele também é responsável por apresentar mais do ser humano para quem quer cuidar da saúde física!
E para você que quer conhecer mais, nós resolvemos procurar saber mais a respeito com uma profissional na área há alguns anos! O nome dela é Andréia Luiz, é PERSONAL TRAINER na A. A. Fisio Forma, credenciada ao grupo Gallo Personal Systems, em Cidade Gaúcha, no Paraná.
Falando com ela:
O que mais te chamou a atenção ao escolher o curso de educação física?
-O esporte sempre esteve presenta na minha vida, sendo direto ou indiretamente. Quando pequena, já participava da natação e também ginástica olímpica. Mas o meu foco principal sempre foi a saúde!
 E quanto a sua formação, quais são as áreas que um educador físico pode atuar?
-Antes era bem limitado, eram formados somente ‘professores de Educação Física’; Hoje a área é bem mais dinâmica e ampla, onde o profissional pode atuar em academias, hotelarias com recreação, personal trainer, treinamento desportivo, entre outros. O campo sempre aumenta com a especialização! A qualificação é extremamente importante!
 E como educador físico e personal trainer, qual a dica que você deixa pra quem quer seguir nessa profissão?
-Primeiramente, temos que amar o que fazemos! Lidar com seres humanos é coisa séria e a formação é importante. Estar sempre em crescimento é a minha dica básica, a diferenciação e reconhecimento, em qualquer meio profissional, vem atravéz do investir sempre mais no que fazemos! O personal trainer, José Carlos Gallo, nacionalmente conhecido como o ‘personal das estrelas’, me ensinou um lema importante quando me tornei credenciada á Gallo Personal Systems: A promessa é divida, e se prometer, cumpra! E o nosso dever é cuidar da saúde.
OBS: OBRIGADA AO MEU AMIGO PATRICK AZEVEDO PELA MATÉRIA! DEVEMOS NOS ORGULHAR DA ESCOLHA DA NOSSA PROFISSÃO, SEJA ELA QUAL FOR! AME O QUE FAÇA E FAÇA DE CORAÇÃO! E LEMBRE-SE DE QUE TUDO O QUE FOR FAZER, TERÁ UM RETORNO. ENTÃO FAÇA O MELHOR SEMPRE!

  
 Andréia Luiz - CREF 004703-G/PR
Personal Trainner credenciada pela Gallo Personal Systems
Avaliação, prescrição e controle de atividade física customizada.
  TEL: (44)-9916 3424

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

ABDOMINAIS PARA EMAGRECER - Desmistificando Paradigmas!





   
Quantas vezes você, Personal Trainer ou Instrutor de Musculação, já ouviu as seguintes perguntas: “Como faço para perder essa ‘gordurinha’ do abdome?”, ou então: “Faço abdominais todos os dias e, porque não emagreço na barriga?”, dentre outras questões que tantas vezes ouvimos e, até certo ponto, gostaríamos de ter frases “prontas” para responder.
Isso acontece principalmente porque as pessoas interpretam os Exercícios Abdominais como “mágicos”, capazes de fazer a gordura abdominal sumir num piscar de olhos.
É pensando nisso que escrevo este texto!
Longe de conter a verdade absoluta sobre os efeitos do treinamento com abdominais, o objetivo desta matéria é esclarecer um pouco o efeito desses exercícios, além da interferência de outros fatores no processo de “queima” da gordura abdominal.
Então leitor, vamos ao que interessa:
De que maneira Engordamos?
Primeiramente, devemos saber que o processo de acúmulo de tecido adiposo na região abdominal faz parte das adaptações à qual o humano é submetido há milhares de anos. Isso é indiscutível! Algumas dessas adaptações fazem com que os homens acumulem mais gordura abdominal do que as mulheres.
O aparecimento dessa “barriga” nos homens é chamada de obesidade andróide (tipo maçã). Nas mulheres, a gordura em excesso acaba sendo melhor distribuída pelo corpo, acumulando-se principalmente nos quadris, caracterizando obesidade genóide (tipo pêra).
Isso gera no indivíduo masculino maior suscetibilidade aos problemas cardíacos em comparação ao gênero feminino.
A gordura situada no tronco e abdome, principalmente intra-abdominal (visceral), promove maior risco para as complicações metabólicas que o excesso de gordura em outras regiões do corpo (Hunter et al., 2002).
Em segundo lugar, vários fatores são capazes de fazer uma pessoa engordar ou emagrecer e, em geral, isso está associado à relação: Ingestão Calórica – Gasto Energético:
- Se Ingerimos mais calorias do que gastamos, acabamos acumulando o excesso de energia em forma de gordura;
- Se Gastamos mais calorias do que ingerimos, facilitamos a quebra de gorduras. Consequentemente acabamos emagrecendo.
Leve em consideração que esse é um princípio básico, ao qual a maior parte das pessoas está pré-disposta.
No caso dos indivíduos com algum distúrbio metabólico, que ingerem medicamentos ou que passam por crises psíquicas (incluindo a depressão), esta fórmula pode ser nula em alguns aspectos, pois como será visto, podem ser outros os fatores responsáveis pelo aumento/perda da gordura corporal.
De qualquer forma, é importante atermo-nos primeiramente ao fator Exercício!
A Eficiência dos Exercícios Abdominais:
Os exercícios abdominais são responsáveis basicamente por fortalecer os músculos do abdome. Essa é a razão pela qual imaginamos estar perdendo a gordura localizada nessa região. No entanto, esses exercícios auxiliam na diminuição da gordura corporal total, e não apenas na região do abdômen.
É comprovado que um abdome fortalecido gera maior facilidade na queima de gordura corporal como um todo. Da mesma forma que com um músculo abdominal mais forte, outros exercícios são realizados com melhor qualidade; exercícios de peitoral, tríceps e bíceps, agachamento, dentre outros, beneficiam-se muito de uma musculatura abdominal bem desenvolvida.
Todavia, é enganosa a idéia de que os exercícios abdominais são suficientes para causar a perda daquela gordura localizada na região e que, para isso, basta que sejam feitas dezenas ou centenas de abdominais por dia… esse é um erro muito comum em nossa sociedade.
De maneira empírica (ou seja, sem caráter científico), tive a experiência de observar pessoas que NÃO faziam exercícios específicos para o abdômen e que, porém, possuíam a musculatura abdominal muito mais desenvolvida do que pessoas que passavam horas seguidas realizando “milhares de abdominais”.
O segredo consistia no fato de que aquelas pessoas (que não faziam abdominais) realizam as séries dos outros grupos musculares com tal intensidade, que o abdômen acabava fortalecendo-se paralelamente aos outros músculos do corpo.
No que diz respeito à perda da gordura abdominal, existem todos aqueles fatores: a genética; intensidade, duração e tipo de treinamento; distúrbios hormonais; ansiedade, estresse e outros fatores psíquicos; alimentação; descanso; uso de medicamentos; dentre mais algumas interferências que são as responsáveis, cada uma em seu grau, pelo resultado de sucesso ou ao pleno fracasso de nossos objetivos.
Ou seja, não será apenas a prática de 300, 400 ou 500 abdominais por dia que o levará ao abdome sequinho, sem gordura e completamente forte e tonificado.
A partir disso, seguir algumas etapas podem ajudar no alcance da meta desejada (note que estes são conselhos deste que vos escreve, não constituindo fórmula básica a todos os indivíduos):
1 – Exames Endocrinológicos: ao consultar um endocrinologista, alguns exames poderão diagnosticar a existência de distúrbios hormonais que afetam diretamente o processo de acúmulo de gordura abdominal. Dentre eles, o exame que mede os níveis de TSH, Cortisol, gH e iGF1, poderão indicar se existe alguma irregularidade.
Na obesidade abdominal existe o aumento do número de adipócitos (células de gordura) produtores de substâncias que controlam o apetite, os níveis hormonais e o processo inflamatório, tais como: o fator de necrose tumoral (TNF-alfa) e o PAI-1 (inibidor da ativação do plasminogênio tipo 1). Estas moléculas (citosinas) causam estragos ao metabolismo porque agravam o estado inflamatório e aumentam o apetite, diminuindo a queima de gordura e elevando consideravelmente os hormônios relacionados ao estresse (Wajchenberg, 2000).
2 – Avaliações de Composição Corporal e Física Postural: pode ser que a “barriga” protuberante seja a chamada ptose abdominal, caracterizada pela projeção do abdome. Pode vir acompanhada de deslocamento de alguns órgãos internos, conforme o tempo de ocorrência desta irregularidade postural. Entretanto, vale a pena ater-se ao fato de que “não é gordura”. Isso pode acontecer com mulheres que tiveram gestações sem os devidos cuidados físicos, e adquiriram problemas posturais.
A Avaliação de Composição Corporal por sua vez, irá quantificar o quanto de acúmulo de gordura subcutânea existe na região abdominal, o que pode auxiliar no diagnóstico de fatores de risco para problemas cardíacos, além de servir como ótima referência para o acompanhamento do treino.
3 – Treinamento específico para Abdome: a participação dos músculos do abdômen ocorre em quase todos os exercícios de musculação. Por esse motivo, são músculos com certa resistência e que necessitam de atenção especial na hora de exercitá-los. Assim, para os iniciantes, a realização de um tipo de exercício abdominal é suficiente. Para os intermediários e avançados, aconselha-se a realização de exercícios variados que contemplem angulações diferentes nos movimentos.
Para ambos estágios de treinamento, conciliar abdominais com treinos de corrida pode produzir ótimos resultados para quem deseja a diminuição do percentual de gordura corporal total.
Concluindo
No que concerne ao envolvimento dos exercícios abdominais no emagrecimento, na próxima edição você conhecerá a importância do aspecto nutricional na estética abdominal, os princípios para a elaboração da série de treino de abdômen a importância do aumento da Taxa Metabólica Basal na diminuição do percentual de gordura.
Aguarde que na próxima edição você terá conhecimento da segunda parte dessa verdadeira “Jornada” para Desmistificar os procedimentos da Perda de Gordura Abdominal.
Enquanto isso, até que provem o contrário, a fórmula deste que vos escreve continua a mesma:
Treino Intenso + Alimentação Equilibrada + Bom Descanso = Bons Resultados
PS: posso acrescentar também nesta fórmula o fator Genética Específica!
À você leitor, bons treinos e uma ótima semana…!
Referências Bibliográficas
- HUNTER, G.R. et al. Resistance Training and Intra-Adbominal adipose tissue in Older Men and Women: a randomized controlled trial. JAMA, EUA. V:289(3), 323-330, 2003.
- WAJCHENBERG, B.L. Tecido Adiposo como Glândula Endócrina. Arq. Bras. Endocrinologia e Metabolismo. Vol: 44, n1. São Paulo, 2000.