segunda-feira, 25 de março de 2013

Açúcar pode aumentar risco de Diabetes, independente de peso e estilo de vida!


Barrinha de cereal - Foto Getty Images

A crescente disponibilidade e, consequentemente, o aumento do consumo de alimentos e bebidas ricos em açúcar podem ser os grandes responsáveis pelo aumento do número de casos de diabetes tipo 2 no mundo. Para surpresa dos especialistas, entretanto, foi descoberto que sua ingestão favorece o desenvolvimento da doença independente do peso (Descubra seu peso ideal) e do estilo de vida de um indivíduo. Isso é o que mostra um estudo divulgado na quarta-feira (27) na versão online da publicação científica PLoS ONE e liderado por um pesquisador daStanford University, nos Estados Unidos.

Para chegar a esses resultados, foram revisados dados sobre as taxas de diabetes em adultos com idades entre 20 e 79 anos de 175 países de 200 a 2010, além dos principais fornecedores de alimentos desses locais. A síndrome metabólica - conjunto de fatores de risco que inclui hipertensão e resistência à insulina - era apontada como a principal responsável pelo aumento do número de casos de diabetes tipo 2. Os especialistas perceberam, entretanto, que um aumento de 150 calorias no consumo diário de açúcar por pessoa - o equivalente a uma lata de refrigerante à base de cola - aumentava em 1,1% o risco de desenvolver a doença, independente de fatores como obesidade e sedentarismo.

Durante o período estudado, a prevalência de diabetes no mundo cresceu por volta de 27%, sendo que 25% desse aumento está relacionado à disponibilidade de alimentos açucarados. Quando há menor disponibilidade desses alimentos, pode ser constatada uma diminuição do número de casos de diabetes tipo 2. O autor do estudo explica, entretanto, que ainda não é possível estabelecer uma relação direta entre a ingestão de açúcar e a doença.

A seguir, confira alimentos que mascaram o açúcar, fazendo com que você exagere no consumo:

Suco natural

"O suco natural é, de fato, saudável, mas devemos lembrar que para fazer um copo de suco precisamos de várias frutas", afirma a nutricionista Cátia. Assim, o segredo para não extrapolar na quantidade de açúcar e de calorias é moderação. Prefira ainda sucos de frutas que têm grande quantidade de água, como a melancia e o melão. Por fim, evite acrescentar açúcar. "Aprenda a apreciar o açúcar da própria fruta", afirma a profissional. Para exemplificar a quantidade de açúcar, separamos o suco de goiaba.

100 g de suco de goiaba (pouco menos do que metade de um copo) = 14,81 g de açúcar
Barrinha de cereal - Foto Getty Images

Barra de cereal

O selo saudável também não pode ser aplicado a todas as barras de cereais. "Algumas delas contêm grandes quantias de açúcar, principalmente as de frutas", diz a nutricionista Amanda Epifanio, do Citen, em São Paulo. Ela recomenda evitar ainda opções com chocolate, que costumam ser mais gordurosas. Segundo a profissional, uma boa barra de cereais precisa apresentar mais de 2 gramas de fibras em sua composição, menos do que isso indica que ela é feita basicamente de carboidratos.

100 g de barra de cereal = 37,40 g de açúcar
Ketchup - Foto Getty Images

Ketchup

Condimento adorado principalmente por crianças, o ketchup têm grande concentração de açúcar. Para não colocar a dieta em risco, portanto, consuma com moderação. "Prefira ainda aqueles que apresentem o selo 'Minha Escolha', que indica que o produto passou por avaliações mais rigorosas quanto às taxas de sal, açúcar, gorduras saturadas e gorduras trans", afirma a nutricionista Cátia. Evite ainda estimular crianças a comer alimentos apenas porque estão acompanhados de ketchup. Ele não deve ser consumido diariamente.

100 g de ketchup = 22,77 g de açúcar
Iogurte - Foto Getty Images

Iogurte

"Algumas marcas apresentam grande quantidade de açúcar em iogurtes naturais e até mesmo nas versões desnatadas", afirma a nutricionista Amanda. Por isso, certifique-se não só de que ele é menos gorduroso como ainda de que não tem açúcar. Deixe de lado opções com complementos de chocolate, caldas e confeitos. Parar deixar o alimento mais saboroso, bata no liquidificador com frutas frescas. A própria fruta adoça o iogurte.

100 g de iogurte = 13,04 g de açúcar
Granola - Foto Getty Images

Granola

"Aparentemente saudável, a granola costuma ser extremamente calórica e rica em açúcar", afirma Cátia Medeiros. A mistura de frutas secas, grãos e sementes muitas vezes é acrescida de açúcar refinado, o que pode agradar o paladar, mas prejudicar a dieta. Prefira versões sem frutas secas e com açúcar mascavo que, embora calórico, oferece mais nutrientes do que a versão refinada.

100 g de granola = 26,22 g de açúcar
Cereal matinal - Foto Getty Images

Cereal matinal

Cereais podem ser amigos da dieta, desde que você saiba escolher o melhor produto, de acordo com a nutricionista Cátia. Nas prateleiras há inúmeras opções. Comece descartando aqueles com chocolate, coberturas ou acompanhamentos. Procure, então, as versões integrais. Por fim, busque integrais que não apresentam açúcar de adição. Para tornar a refeição ainda mais rica, adicione frutas.

100 g de cereal matinal de milho em flocos = 38,02 g de açúcar
Gelatina - Foto Getty Images

Gelatina

Se você sente que fez uma opção saudável ao trocar um pedaço de bolo ou torta por um copinho de gelatina pode estar se enganando. Em 2009, a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor avaliou 11 opções de gelatina sabor morango, sendo quatro na versão tradicional, quatro na versão diet e três na versão zero. A conclusão foi de que o alimento continha muito açúcar ou era acrescido de adoçantes, o que fazia dele contraindicado para crianças e gestantes. Confira a média de açúcar encontrado em diversas marcas desse doce:

120 g de gelatina de morango = 7,9 g de açúcar
Suco de caixinha - Foto Getty Images

Suco de caixinha

Um estudo divulgado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no fim de 2010 mostrou que alguns sucos de caixinha chegam a apresentar mais açúcar do que refrigerantes. Por isso, a ideia de que sucos são sempre saudáveis não é uma verdade absoluta. Por outro lado, entretanto, sucos costumam oferecer nutrientes e vitaminas, ao contrário dos refrigerantes, nos quais nada é aproveitado. "As pessoas acabam adotando sucos de caixinha por sua praticidade, mas, sempre que possível, opte pela versão natural", afirma a nutricionista Cátia. Os dados abaixo foram apresentados no estudo da Anvisa:

100 ml de suco de caixinha = 11 g de açúcar
Frutas secas - Foto Getty Images

Frutas secas

Frutas secas também podem fazer parte da dieta, mas com moderação. "Como a água foi retirada do alimento, elas têm mais nutrientes e açúcar concentrados", afirma a nutricionista Amanda. Segundo ela, 30 g de frutas frescas equivalem a uma fruta inteira, sendo que muitas vezes acabamos consumindo um pacotinho que costuma ter 90 g, ou seja, três frutas. "No organismo, a frutose tem o mesmo efeito de qualquer açúcar: eleva a glicemia e, por isso, ele também deve ser consumido com parcimônia", complementa.

100 g de fruta seca ou desidratada = 38,12 g de açúcar

Andréia Luiz - Personal Trainer


Seis estratégias para prevenir e controlar a SÍNDROME METABÓLICA.

      


Em meio à epidemia de obesidade, cresce também o número de casos de pessoas com síndrome metabólica, doença silenciosa que prejudica diversas áreas importantes do nosso corpo. O problema começa quando a insulina - produzida pelo pâncreas e que tem a função de colocar a glicose para dentro da célula - passa a ter dificuldade para executar esta ação. Quando isso acontece, diversos desequilíbrios químicos começam a afetar o organismo e, com o passar do tempo, haverá aumento progressivo de peso (Descubra seu peso ideal) , além da influência de outros fatores que podem levar ao surgimento de diversas patologias, inclusive o diabetes.
Segundo o Ministério da Saúde, existem hoje 12 milhões de pessoas portadoras de diabetes e grande parte delas a caminho do desenvolvimento da síndrome metabólica. A má notícia é que um dos principais motivos e grande fator de risco para a doença é a obesidade, que cresce a olhos vistos, principalmente entre crianças e adolescentes. A explicação para esse aumento está relacionada aos maus hábitos de vida cultivados atualmente.
Hipertensão é fator de risco para a síndrome metabólica

Como saber se tenho síndrome metabólica?

O avanço desta condição metabólica é gradual e muitas vezes seus sintomas passam desapercebidos, o que significa que essa disfunção pode avançar por anos sem ser detectada e tratada. A síndrome metabólica é considerada progressiva e os que tiverem os fatores de risco, como colesterol alto e hipertensão, devem corrigir os maus hábitos e monitorar melhor sua saúde e seu peso.
O diagnóstico deve levar em contas características clínicas, como obesidade e pressão alta, e os exames laboratoriais, que são indispensáveis na avaliação dos fatores de risco. Dois ou três fatores associados no mesmo indivíduo já caracterizam a existência da síndrome e com isso já é possível fazer o diagnóstico. Se você se classifica como um bom candidato para desenvolver resistência à insulina, aqui vão algumas dicas para prevenir e controlar esse processo que pode desencadear a síndrome metabólica:

Estratégia 1: reeduque sua alimentação

O plano alimentar é parte fundamental do tratamento, o que significa que você terá que reeducar sua alimentação, priorizando integrais, frutas, verduras, legumes e opções de baixo índice glicêmico. Também é importante diminuir o consumo de refinados, doces, gorduras, embutidos e processados.
Homens não devem ultrapassar 102 cm de barriga
Um plano alimentar feito individualmente para você, seguindo uma estratégia de tratamento dentro das suas reais necessidades e carências nutricionais o ajudará a regular melhor seu metabolismo e evitará que se alimente de forma errada e tenha picos de fome. As necessidades nutricionais de cada indivíduo devem ser respeitadas, assim como o estilo de vida.

Estratégia 2: invista em hábitos de vida saudáveis

Aquela sua barriguinha saliente é um perigo à saúde. A gordura que se deposita na barriga provoca modificações em seu metabolismo e atrapalham a ação da insulina. Homens não devem ultrapassar 102 cm de barriga e as mulheres devem ficar abaixo dos 88 cm. Orientais, por sua vez, tem uma restrição ainda maior, podendo alcançar apenas 80 cm de cintura.

Estratégia 3: mexa-se

sedentarismo é um grande fator de risco no desenvolvimento da síndrome metabólica, portanto escolha uma atividade prazerosa e que, de preferência, ajude no controle do estresse e melhore a qualidade do sono.


O processo digestivo demora cerca de três horas a ser feito. A partir deste momento, o organismo passa a funcionar como se estivesse em jejum, ou seja, ele desacelera para economizar energia. Por isso, não passe mais do que três horas sem comer para manter seu
 metabolismo sempre ativo.Estratégia 4: coma a cada três horas.


Estratégia 5: hidrate-se

Um organismo com o grau correto de hidratação trabalha com eficiência superior ao desidratado. Assim, não vale usar a principal desculpa de quem está acima do peso e tomar diuréticos sem a correta orientação do seu médico.

Estratégia 6: não tenha pressa para emagrecer

Ao emagrecer e engordar diversas vezes (efeito sanfona) em um curto espaço de tempo, o metabolismo acaba sofrendo modificações e ficando cada vez mais lento e com maior dificuldade para emagrecer. Por isso, faça um plano alimentar e de exercícios para emagrecer corretamente e não correr o risco de ganhar novamente os quilos perdidos. Esqueça aquela dieta milagrosa que sua amiga está fazendo e que a fez secar!

Andréia Luiz - Personal Trainer

quarta-feira, 20 de março de 2013

Comer mal e muito, é fator que pode desencadear DIABETES tipo 2.

comer-mal-e-muito-e-fator-que-pode-desencadear-diabetes-tipo-2
Diz a sabedoria popular que “você é o que você come” e, dessa forma, as práticas nutricionais de uma pessoa podem influenciar diretamente a sua saúde e a sua qualidade de vida. No caso dos portadores de diabetes tipo 2, a máxima nunca foi tão verdadeira, visto que o controle nutricional combinado à prática de atividades físicas é fundamental para prevenir, retardar e tratar dessa doença metabólica.

De acordo com a médica especialista em nutrição clínica e obesidade, Ana Luiza Varela Barbosa, da clínica Slim Form, da capital paulista, comer mal e comer muito pode ser o início de uma cascata que leva ao diabetes, ainda mais quando a este hábito se soma o sedentarismo, resultando em obesidade, que aumenta a resistência insulínica, sobrecarrega as células produtoras de insulina e chegando ao diabetes tipo 2. Sentiu o drama da “bola de neve”? “E o quadro é sem volta: a partir do diagnóstico da doença, ela pode ser controlada, mas não mais curada”, frisa Ana Luiza.

Alimentação em foco

Quando um diabético recebe o diagnóstico da doença, geralmente o primeiro pensamento é o de que terá de deixar de comer coisas gostosas ou que vai passar fome, o que não é verdade. Todavia, é preciso atenção redobrada com a famosa pirâmide alimentar, ou seja, com os nutrientes que devem ser ingeridos para que a doença metabólica mantenha-se sempre controlada.

No Brasil, desde 1998 a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) conta com uma legislação específica para conceituar os produtos light e diet, tendo como referência as normas internacionais do Codex Alimentares, um tipo de fórum internacional de normatização de alimentos. “Há portarias rígidas específicas para alimentos para fins especiais, nutrição complementar, alimentos embalados e, principalmente, rotulagem de alimentos embalados”, cita a médica. Além disso, o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) estuda e fiscaliza possíveis irregularidades que possam surgir. Tal rigor se faz necessário porque a diabetes é uma doença que pode colocar a vida do portador em risco ao levar à complicações silenciosas em órgãos vitais como rins e coração. “Devemos procurar cada vez mais marcas confiáveis, dando preferência aos produtos naturais, evitando, assim, a ingestão inadequada de calorias e nutrientes”.

Atenção redobrada

As crianças não estão livres da obesidade e, consequentemente, dos riscos de desenvolver uma diabetes tipo 2. Além disso, todo mundo precisa ficar atento ao que ingere, por mais gostoso que seja. “Balas, doces e refrigerantes são alimentos consumidos em larga escala e que possuem grande quantidade de açúcares em sua constituição. Por isso, cuidado. Atenção também com as massas, pois após serem ingeridas, se comportam também como açúcar, ainda que não sejam doces”, ensina a especialista em nutrição clínica e obesidade.

A indústria nacional tem insistido na tecnologia e no desenvolvimento de produtos light e diet que são, cada vez mais, consumidos pela população. Ainda assim, “comidas saudáveis, frutas e verduras são fáceis de consumir, evitam a obesidade e trazem bem-estar. Há receitas fáceis e gostosas que qualquer pessoa pode fazer”, diz a médica, citando a lasanha feita com abobrinha no lugar da tradicional massa como um dos exemplos de redução de calorias de um prato clássico, sem que se perca várias horas tentando elaborar uma refeição gostosa e saudável.

Comer a cada três horas também é importante, mas o diabético deve ficar atento ao que vai consumir. Deixe os doces e pães de lado e invista em até três frutas por dia. Na hora de fazer o prato, a especialista indica que se divida o recipiente em quatro porções: duas para verduras e legumes, uma para os grãos e a última, para carnes. Seguindo a moderação, é possível controlar a diabetes sem ficar com vontade ou passar fome.

Entenda a doença

“A diabetes é um grupo de distúrbios metabólicos que compartilha o fenótipo de hiperglicemia”, sintetiza Ana Luiza Vilela Barbosa. Enquanto no tipo 1 há a destruição de mais de 80% das células beta – fabricantes de insulina no pâncreas -  por causa autoimune, no tipo 2, que compreende 90% dos casos de diabetes, 80% dos portadores são obesos ou estão no sobrepeso.

Bons hábitos alimentares, controle do colesterol, redução da circunferência abdominal podem diminuir a resistência insulínica, retardar o desgaste das células Beta pancreáticas ou até impedir o aparecimento da doença. Exercícios físicos regulares são fundamentais não só na prevenção, como também no tratamento dessa resistência insulínica, de acordo com Ana Luiza.

Em todo o mundo, a epidemia da diabetes já é realidade, com mais de 120 milhões de diabéticos de diversas faixas etárias e nacionalidades. “No Brasil, 12% da população urbana entre 30 e 68 anos são diabéticos tipo 2 e, embora não possamos generalizar, ainda falta prática no controle e manuseio desses pacientes, não só pela equipe formada em nutrição como por todos os profissionais da área da saúde”, alerta Ana Luiza.


Andréia Luiz - Personal Trainer

quarta-feira, 13 de março de 2013

TREINO EM CIRCUITO POUPA TEMPO E RENDE O DOBRO!

Sem espera para usar um aparelho - Getty Images

Falta de tempo para se exercitar é uma desculpa comum. E que cola, principalmente se você nunca teve o hábito de praticar um esporte ou frequentar a academia. Se você faz o tipo, precisa experimentar o treino do tipo circuito. Trata-se de uma mistura entre aparelhos de musculação e exercícios aeróbicos. 

O número de aparelhos (aqui chamados de estações) utilizados varia de acordo com a combinação usada pelo professor e com os seus objetivos de treino. A coincidência, no entanto, vai agradar: basta menos de um minuto em cada estação para alcançar resultados. 

"Step, cama elástica, halteres, corda, saco de boxe, caneleira, colchonete, bastão, power rubber e fitbal estão entre as opções possíveis em um circuito". O treino completo varia de 30 à 50 minutos, mas os benefícios estendem-se por muito mais. 


Bom para poupar tempo 

O treinamento em circuito é ideal para quem não tem muito tempo. "O Circuit Training é uma forma de treinamento que possibilita um gasto alto de calorias em um curto espaço de tempo. Isso acontece porque a intensidade dos exercícios é alta, não há intervalo para descanso".
Combina exercícios aeróbicos e neuromusculares - Getty Images
Combina exercícios aeróbicos e neuromusculares 

Além de trabalhar todas as regiões do corpo, o circuito também permite que sejam feitos dois tipos de exercícios: os aeróbicos e os neuromusculares (anaeróbicos). "Os circuitos são eficientes porque essa é a melhor combinação para queimar calorias tanto durante o exercício quanto depois dele". Isso acontece porque, para recuperar as micro lesões causadas pelo exercício neuromuscular, o corpo acaba gastando calorias enquanto você repousa. É também neste processo que a massa muscular aumenta.  
Treino mesmo em condições climáticas desfavoráveis - Getty Images
Treino mesmo em condições climáticas desfavoráveis 

Quem nunca usou a velha desculpa do mau tempo para não se exercitar? Mas ela não cabe quando o assunto é o treino em circuito. "Geralmente, circuitos são feitos em locais cobertos, não deixando espaço para desculpas em dias de chuva, frio ou calor demais".
Sem espera para usar um aparelho - Getty Images
Sem espera para usar um aparelho 

Um incômodo comum em academias, principalmente nas menores, é ter que esperar para usar determinado aparelho. Por contar com várias estações, a rotatividade entre os aparelhos no treinamento em circuito é muito grande - cada pessoa fica, em média, 55 segundos por aparelho. Assim, não é preciso ficar esperando para se exercitar.  
Traz resultados em curto prazo - Getty Images
Traz resultados em curto prazo 

Se o objetivo for emagrecer e ganhar tônus muscular, o circuito promete trazer resultados rápidos. Isso acontece porque esse tipo de treinamento mantém a frequência cardíaca mais elevada, o que acelera o emagrecimento durante o exercício. Além disso, essa modalidade trabalha o corpo todo com um risco reduzido de lesões e pode ser feito todos os dias. "Dependendo da disciplina do aluno, é possível perder até 600 calorias por aula e os resultados começam a aparecer em 45 dias, em média".
É altamente motivador - Getty Images
É altamente motivador 

Uma das palavras-chave deste treinamento é o dinamismo, o que traz mais motivação para o aluno. "Além de ser muito dinâmico e rápido, o circuito promove a interação entre aluno e o professor, formando um ciclo de amizades".
Dificulta a monotonia - Getty Images
Dificulta a monotonia 

Treinar em circuito significa ter ao seu dispor uma série que não deixa a monotonia se instalar. Isso porque tem como variar a ordem dos exercícios, incluir ou retirar modalidades, aumentar a intensidade ou a frequência de repetições. "As variações são inúmeras, tanto no treino muscular quanto no cardiovascular". 
Andréia Luiz - Especialista em Personal Trainer
CREF - 004703-G/Pr

sexta-feira, 1 de março de 2013

Acabe com a moleza provocada pelos dias quentes!

Em dias de clima quente, parece que o corpo perde a energia e é tomado pela moleza ? sabia que por trás dessa indisposição há alguns problemas de saúde mais sérios? "O calor intenso associado ao sol forte pode propiciar a desidratação e a insolação que se manifestam em sintomas como indisposição e mal-estar", explica o cardiologista Henrique Patrus, coordenador da equipe de cardiologia do pronto-socorro do Hospital Mater Dei, de Belo Horizonte. Para ajudar a combater o calor e evitar esses problemas, procuramos quem entende do assunto e conseguimos dicas simples que podem fazer toda a diferença na hora de aproveitar o verão. Confira! 
Refresque a nuca - Getty Images


Refresque a nuca

Quando molhamos a nuca, a sensação de moleza diminui. "A região da cabeça é um grande foco de dispersão do calor do corpo", afirma o clínico geral Paulo Camiz, do Hospital das Clínicas de São Paulo (SP). Quando a nuca é resfriada pela água, o processo de perda de calor é acelerado, já que a temperatura do corpo é transferida rapidamente para o ambiente. Experimente! 
Homem cochilando - Getty Images

Tire um cochilo depois do almoço

Aquela vontade de tirar uma soneca depois do almoço não acontece por acaso, trata-se de uma reação do corpo para armazenar energia - e esse mecanismo pode acontecer em qualquer hora de um dia de calor intenso. "Um breve cochilo faz bem e ajuda a aliviar a sensação de moleza e indisposição", diz o cardiologista Henrique. 
Mulher fazendo escalda-pés - Getty Images

Faça um escalda-pés gelado e molhe sua roupa

Em vez de água quente, use gelada! Outra opção é molhar a roupa, que faz com que o corpo entenda a necessidade de perder calor com rapidez. O clínico geral Paulo explica que quanto mais o corpo quente entra em contato com elementos de temperaturas baixas, mais mecanismos compensatórios ele cria para perder temperatura. "Essas medidas também evitam a perda excessiva de líquido pela pele, que normalmente acontece através da transpiração e suor", completa o cardiologista Henrique Patrus.  
homem regulando o ar condicionado - Getty Images

Ar-condicionado ou ventilador?

O ar-condicionado diminui a temperatura e age favorecendo a perda de calor do corpo para o ambiente. Mas, segundo o cardiologista Henrique, o ventilador também pode ajudar a refrescar os dias quentes e é até mais saudável, pois o ar-condicionado pode irritar o nariz e provocar crises alérgicas. "Sempre que possível, prefira lugares com sombra e boa circulação de ar natural", recomenda. 
Homem com camiseta branca de algodão - Getty Images

Use tecidos leves e com cores claras

Durante os dias de calor intenso, fuja de tecidos pesados e com cores escuras. "Dê preferência aos tipos que permitem a transpiração, como os de algodão e os de cores claras", orienta Paulo Camiz. Segundo o médico, as cores claras absorvem menos o calor 
Mulher trocando a lâmpada da casa - Getty Images

Economize energia elétrica e troque suas lâmpadas

Desligar os aparelhos eletrônicos e substituir lâmpadas incandescentes por fluorescentes são formas de diminuir o calor do corpo e do ambiente, além de ajudar o seu bolso ao pagar uma conta de luz mais barata. "Aparelhos eletrônicos e lâmpadas incandescentes, quando ligados, podem gerar calor e aumentar a sensação de moleza", explica Henrique Patrus. 
Mulher fechando as cortinas da sala - Getty Images

Aposte no blecaute

Sabe aquelas cortinas que não deixam a luz passar e são ótimas para você dormir até tarde? Elas são chamadas de blecaute e são excelentes para os dias de temperaturas altas. "O blecaute reflete a luz e o calor absorvido fica entre o tecido da cortina e o vidro, diminuindo o calor dissipado no ambiente", explica Paulo Camiz. Desse modo, o ambiente que tiver essas cortinas demorará mais a ficar quente e abafado. 
Família comendo na praia embaixo do guarda-sol - Getty Images

Fique longe do sol e tenha uma alimentação leve

Esconder-se do sol é a maneira mais segura e eficiente de não sentir moleza. Procure evitar a exposição solar entre as 10 e 16 horas e a prática de atividades físicas intensas durante o dia em locais abertos. Lembre-se também de se manter hidratado, ingerindo bastante líquido e comendo vegetais e frutas. "Modere o consumo de alimentos de gordura animal, que demoram mais para serem digeridos e prejudicam a disposição", alerta o cardiologista Henrique Patrus. 

O SEGREDO DO ENVELHECIMENTO SAUDÁVEL ESTÁ NA ALIMENTAÇÃO!

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Nos últimos 20 anos, o número de idosos mais que dobrou e, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), corresponde a 12% da população. Mas, nem todos os brasileiros envelhecem de forma saudável. Para o geriatra dr. Ronaldo Delmonte Piovezan, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), o segredo para se ter qualidade de vida está na alimentação.

— A dieta do idoso deve priorizar três nutrientes: proteína, cálcio e vitamina D. A combinação dessas substâncias vai contribuir para a prevenção de doenças comuns nessa faixa etária, entre elas, infecções, osteoporose, demência, Alzheimer e fraturas.

O problema, segundo o médico, é que essa recomendação não é adotada pela maioria das pessoas acima dos 60 anos. Entre os motivos, o dr. Piovezan cita falta de apetite, diminuição do paladar, problemas de digestão, constipação e resistência para mudar hábitos de vida.

Para driblar esses obstáculos, o especialista recomenda fracionar a quantidade dos alimentos ao longo do dia, ou seja, “consumir de 20 g a 30 g de proteínas por refeição, ingerir 500 mg de cálcio de duas a três vezes por dia e tomar banho de sol diariamente”.

— A proteína e o cálcio podem ser encontrados no leite, iogurte, carne, frango e peixe, mas se o idoso tiver dificuldade de ingerir essa quantidade de nutrientes diariamente, pode recorrer a um suplemento nutricional em pó. O mercado oferece o produto específico para essa faixa etária que deve ser consumido junto com as refeições.

De acordo com o médico, esses nutrientes vão ajudar no fortalecimento da massa muscular, que a partir dos 60 anos reduz em uma velocidade acelerada, de 3% ao ano.

O médico lembra ainda que o enfraquecimento da saúde muscular e óssea prejudica a independência da execução das atividades rotineiras. Outro ponto destacado por ele é em relação à hidratação. Como o idoso não costuma sentir sede, é comum ele esquecer de beber água.

— A desidratação é a principal causa de delírio, o que muitas vezes pode ser confundido com outras doenças mais graves. Mas, o quadro é potencialmente reversível e, se não tratado, pode levar à morte.

Para facilitar a ingestão de líquidos, o geriatra orienta consumir 10 copos de água, suco ou e chá ao longo do dia, mesmo sem sentir sede. 

— Essas atitudes associadas a prática regular de atividade física garantem a manutenção do peso, a prevenção de doenças e a qualidade de vida.

Andréia Luiz - Personal Trainer