sexta-feira, 31 de agosto de 2012

O USO DA FITA CINESIOLÓGICA


fita cinesiológica O uso da fita cinesiológica
Durante os Jogos Olímpicos poderá ter reparado numas fitas cinesiológicas coloridas (aka Kinesin) aplicadas nas pernas, costas, braços e outras partes do corpo dos atletas.
O propósito dessas fitas é ajudar a estabilizar tendões, articulações e proporcionar alívio da pressão. investigadores da Academia Nacional de Defesa, no Japão, estudaram o seu potencial para aliviar a fraqueza muscular.

Primeiro, os detalhes.

O estudo examinou o efeito da estimulação tátil em forma de fita cinesiologia na fraqueza muscular secundária à atenuação do feedback dos nervos.
  • Essa fragilidade é neurofisiologicamente semelhante às observadas nas lesões dos joelhos.
  • Teoricamente, o aumento de impulsos para os neurônios motores gama (impulsos do sistema nervoso central para a periferia) pode reverter essa fraqueza.
fita cinesiológica1 O uso da fita cinesiológica
Alguns atletas como Kerri Walsh, vencedora de duas medalhas de ouro olímpicas, são adeptos do uso da fita cinesiológica
Os participantes receberam ambos os tratamentos de forma aleatória.
  • A fita cinesiologia foi aplicada ao redor do joelho de cada indivíduo durante a contração voluntária máxima medida após vibração.
  • Condição sem fita: A fita não foi aplicada antes da vibração.
Variações percentuais médias entre a pré-e pós-vibração foram comparados com e sem a fita.

E os resultados:

A contração voluntária máxima e a medição eletromiografia média (atividade elétrica produzida pelos músculos esqueléticos) foram significativamente maiores com fita vs sem fita.

Conclusão

Os autores concluíram:
“Os resultados sugerem que a estimulação tátil em forma de fita cinesiologia inibe o declínio da força e da eletromiografia.”
  • O número de participantes não foi indicado no resumo.
  • Existem poucos outros estudos que suportem o uso da fita cinesiologia.

O uso da fita cinesiológica na artrite reumatóide

Num outro estudo, realizado na “University of Technology, em Opole, Polónia“, a força muscular manual, em 20 pacientes com artrite reumatóide, aumentou de forma significativa com o uso da fita cinesiologia + fisioterapia vs apenas só com fisioterapia.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

A importância do café da manhã!



Você já deve estar cansado de ouvir isso: café da manhã é realmente a refeição mais importante do dia. Mas, muitas pessoas ainda estão perdendo ou deixando de fazer seu desjejum! Você é um dos mais de 150 milhões de pessoas que não fazem o café da manhã? Ou sua ideia de café da manhã é um café e um bolo ou ainda o pão francês com café preto? Se assim for, então siga estas dicas para começar a consumir um desjejum perfeito.

Há várias razões principais para começar cada dia com uma refeição nutritiva pela manhã:
1. O café da manhã estimula o metabolismo. Ao iniciar o seu dia com carboidratos complexos saudáveis (FIBRAS), juntamente com proteínas magras, você irá aumentar a queima de calorias, acelerando o seu metabolismo. Então, você realmente DEVE comer para perder peso!
2. Pessoas com hábito de realizar o desjejum são mais magras. As pessoas que tomam café da manhã estão mais propensas a manter o peso saudável do que aqueles que não o fazem. Pesquisas mostram que cerca de 78% das dietas bem sucedidas possuem o café da manhã como uma das principais refeições, em comparação com apenas 4% que raramente comem no período da manhã. Por quê isso acontece? Pessoas que não costumam realizar o desjejum geralmente passam horas sem se alimentar, gerando um excesso de fome na próxima refeição associada ao consumo de grandes porções e alimentos ricos em calorias. Um café da manhã realizado de forma adequada pode mantê-lo longe de comer em excesso no final do dia.
3. O café da manhã fornece o “combustível” para iniciar o seu dia. Consumir uma refeição matinal equilibrada irá ajudá-lo a realizar suas atividades melhor no seu dia a dia, tanto mentalmente quanto fisicamente.

Como construir um desjejum em 3 passos
Passo 1 – Proteína
Um estudo publicado recentemente na crescente literatura científica mostrou que comer mais proteínas no café da manhã pode ajudar a comer menos nas próximas refeições, reduzir o consumo de alimentos “não saudáveis”, tornando mais fácil ficar com vontade de comer alimentos saudáveis e com calorias boas bem distribuídas. Boas fontes de proteína incluem ovos, iogurte desnatado e queijos magros (ricota, cottage), peixes de águas frias e proteínas do pão integral.
Passo 2 – Cereais integrais
Grãos integrais são responsáveis pela energia que você precisa para alimentar sua manhã e o resto do dia, mais fibras devem ser consumidas para promover a saciedade e controlar a fome. Boas fontes são: pão integral com pelo menos 3 g de fibra, cereais integrais, farinha ou flocos de aveia, quinua, linhaça, amaranto em flocos, granola sem açúcar, entre outros.
Passo 3 – Frutas e vegetais
Todos nós precisamos aumentar o consumo de frutas e vegetais, e café da manhã é o momento perfeito para consumirmos algumas porções destes alimentos na dieta. Eles irão proporcionar ao nosso organismo vitaminas e sais minerais, fibras e antioxidantes.

Desjejuns em menos de 10 minutos
Se você acha que não tem tempo para preparar seu café da manhã, pense novamente. Em apenas 10 minutos ou menos, você pode ter uma refeição saborosa, nutritiva, e que para começar o seu dia com muita disposição.
Aí vão algumas ideias rápidas para o preparo de um desjejum saudável, confira a lista abaixo:
  • Acrescente 1 xícara de flocos de aveia com 2 colheres de sopa de nozes picadas e 2 colheres de sopa de frutas secas, uma pitada de canela e uma colher de sopa de mel;
  • Junte 1 ovo + 2 claras, uma pitada de sal marinho e ervas a vontade, mexa e prepare um omelete simples, mas muito saboroso;
  • Corte 1 banana grande em fatias, acrescente 2 colheres de sopa de quinua em flocos e salpique canela + uma colher de sopa de mel;
  • 1 iogurte desnatado batido com ½ papaya e 2 colheres de sopa de amaranto em flocos;
  • 3 rolinhos de peito de peru com mussarela + café com leite semi ou desnatado;
  • 2 fatias de queijo minas com tomate e manjericão + suco de couve com limão;
  • 2 ovos mexidos com ervas e chá com mel ou stévia;
  • 1 pote de iogurte desnatado natural batido com essência de baunilha e canela em pó + 10 morangos com farinha de linhaça;
  • 1 copo de leite desnatado batido com cacau em pó, adoçante e 1 banana nanica.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Conheça 7 motivos para consumir linhaça


1. Combate o excesso de peso 

Para quem precisa perder uns quilinhos, a linhaça pode ser mais do que uma aliada, como descobriu um estudo recente realizado pela Unicamp. De acordo com os pesquisadores, os ácidos graxos insaturados, ou seja, ômegas-3, 6 e 9, são capazes de interromper ou até mesmo reverter um processo inflamatório do hipotálamo, causada pela ingestão das gorduras saturadas que consumimos juntas com fast food, carnes vermelhas e derivados do leite.

Mas, o que o hipotálamo tem a ver com a dieta? Na verdade, muita coisa, já que uma das funções dessa região do cérebro é responsável por sinalizar ao organismo o quanto de comida tem no seu organismo. Em outras palavras, o hipotálamo - que liga o sistema nervoso ao sistema endócrino - controla o apetite. Quando a região está inflamada, parte dos neurônios morre, entre eles, os que estão ligados à sensação de saciedade, facilitando, portanto, o consumo de alimentos em excesso.  
Previne doenças do coração - Getty Images
2. Previne doenças do coração 

A grande quantidade de ômega-3 também faz com que esse alimento seja um forte combatente das doenças cardíacas. "A linhaça reduz e evita a formação de coágulos ao diminuir as taxas de colesterol total e de LDL, o colesterol ruim, além de contribuir também para a diminuição de pressão arterial. Tudo isso, deixa o coração mais protegido", explica a nutricionista da rede Mundo Verde, Flávia Morais.  
Ajuda na saúde dos olhos e no sistema imunológico - Getty Images
3. Ajuda na saúde dos olhos e no sistema imunológico 

Não é só cenoura que faz bem para os olhos. A linhaça também não fica atrás. O consumo do óleo é uma boa alternativa para o tratamento de deficiência lacrimal e ainda reduz a inflamação ocular. Tudo graças às suas propriedades antioxidantes que, ainda por cima, dão aquele reforço ao sistema imunológico, diminuindo as chances de doenças em geral. 
Equilibra o sódio do organismo - Getty Images
4. Equilibra o sódio do organismo 

O consumo de sódio em excesso pode ser um gatilho para doenças cardiovasculares, como hipertensão e infarto. Porém, a nutricionista Roberta Stella explica que o consumo regular de linhaça auxilia os rins a excretar água e sódio, evitando a retenção de líquido.  
Alivia sintomas da TPM - Getty Images
5. Alivia sintomas da TPM 

Aliada da mulher, a linhaça desempenha papel importante no equilíbrio hormonal, devido à grande concentração de substâncias chamadas lignanas, que imitam a ação do estrógeno, hormônio feminino. Quando as mulheres estão em período de baixa de estrógeno, no período pré-menstrual ou na menopausa, a linhaça age como se fizesse uma reposição natural desse hormônio, ajudando na prevenção de ondas de calor e fraqueza emocional. 
Renova a pele - Getty Images
6. Renova a pele 

A clínica geral Marcia Franckevicius explica que o consumo regular de semente de linhaça deixa a pele mais hidratada e suave. " Por isso, a semente pode melhorar o quadro de quem tem psoríase ou eczema, condições que deixam a pele muito seca e com rachaduras", explica. 
Garante mais energia para o dia a dia - Getty Images
7. Garante mais energia para o dia a dia 

De acordo com a especialista Marcia Franckevicius, a linhaça, ainda por cima, garante ao corpo um aumento de energia e de vitalidade. "A linhaça acelera o metabolismo, o que garante eficácia na produção de energia celular e ajuda a recuperar a fadiga muscular." 

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

SÍNDROME DO DESFILADEIRO TORÁCICO



A Síndrome do Desfiladeiro Torácico é a compressão do plexo braquial (nervos do braço) e da artéria subclávia, na altura do pescoço ou do ombro, e é muito mais comum do que podemos imaginar.
Um dos sintomas é a dormência (formigamento) nas mãos e braços, mas também o paciente pode apresentar perda de força no braço ou na mão, atrofia muscular e cianose (pele azulada) o que caracteriza a alteração circulatória.

São ao todo 3 pontos que podem apresentar compressão: entre os músculos escalenos, entre a clavícula e a primeira costela e no tendão do músculo peitoral menor, assim chamados de:
1º Desfiladeiro: Músculos Escalenos

2º Desfiladeiro: Clavícula e Primeira Costela
3º Desfiladeiro: Tendão do Músculo Peitoral Menor
Alguns pacientes apresentam dores semelhantes a angina e embolia no membro superior acometido.
O diagnóstico é essencialmente clinico, ou seja, através de diversos testes pode se detectar se existe compressão e qual o nível desta. Exames complementares como Raios-X, eletroneuromiografias, e ressonâncias magnéticas podem contribuir para o diagnóstico, mas não são mais importantes que a avaliação física.

O tratamento é baseado em:
->exercícios posturais, pois o problema está relacionado com má postura (costas curvadas e anteriorização do pescoço e cabeça) nas posições sentada, em pé ou mesmo deitada;
->orientação de hábitos posturais e revisão ergonômica do trabalho
->em muitos casos, medidas terapêuticas de medicina física, tais como eletroterapia analgésica (TENS), termoterapia e exercícios de relaxamento são benéficos, além dos já citados exercícios posturais (reeducação postural clássica, que tem comprovação científica)
->em casos específicos onde há dor muscular, caracterizada como miofascial, os bloqueios anestésicos locais nos pontos-gatilho (bandas musculares contráteis) são bastante eficazes.


Personal Trainer Andréia Luiz 
CREF: 004703 - G/PR

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

A Importância do Sono



Dormir não é apenas uma necessidade de descanso mental e físico: durante o sono ocorrem vários processos metabólicos que, se alterados,  podem afetar o equilíbrio de todo o organismo a curto, médio e, mesmo, a longo prazo. Estudos provam que quem dorme menos do que o necessário tem menor vigor físico, envelhece mais precocemente, está mais propenso a infecções, à obesidade, à hipertensão e ao diabetes .
Alguns fatos comprovados por pesquisas podem nos dar uma idéia da importância que tem o sono no nosso desempenho físico e mental. Por exemplo, num estudo realizado pela Universidade de Stanford, EUA, indivíduos que não dormiam há 19 horas foram submetidos a testes de atenção. Constatou-se que eles cometeram mais erros do que pessoas com 0,8 g de álcool no sangue - quantidade equivalente a três doses de uísque. Igualmente, tomografias computadorizadas do cérebro de jovens privados de sono mostram redução do metabolismo nas regiões frontais (responsáveis pela capacidade de planejar e de executar tarefas) e no cerebelo (responsável pela coordenação motora). Esse processo leva a dificuldades na capacidade de acumular conhecimento e alterações do humor, comprometendo a criatividade, a atenção, a memória e o equilíbrio.


O sono e os hormônios
A longo prazo, a privação do sono pode comprometer seriamente a saúde, uma vez que é durante o sono que são produzidos alguns hormônios que desempenham papéis vitais no funcionamento de nosso organismo. Por exemplo, o pico de produção do hormônio do crescimento (também conhecido como GH, de sua sigla em inglês, Growth Hormone) ocorre durante a primeira fase do sono profundo, aproximadamente meia hora após uma pessoa dormir.


As Fases do Sono


Fase 1Melatonina é liberada, induzindo o sono(sonolência)
Fase 2 Diminuem os ritmos cardíaco e respiratório, (sono leve) relaxam-se os músculos e cai a temperatura corporal
Fases 3 e 4 Pico de liberação do GH e da leptina; cortisol começa (sono profundo) a ser liberado até atingir seu pico, no início da manhã
Sono REMSigla em inglês para movimento rápido dos olhos, é o pico da atividade cerebral, quando ocorrem os sonhos. O relaxamento muscular atinge o máximo, voltam a aumentar as freqüências cardíaca e respiratória

Qual é o papel do GH? Entre outras funções, ele ajuda a manter o tônus muscular, evita o acúmulo de gordura, melhora o desempenho físico e combate a osteoporose. Estudos provam que pessoas que dormem pouco reduzem o tempo de sono profundo e, em conseqüência, a fabricação do hormônio do crescimento.
A leptina, hormônio capaz de controlar a sensação de saciedade, também é secretada durante o sono. Pessoas que permanecem acordadas por períodos superiores ao recomendado produzem menores quantidades de leptina. Resultado: o corpo sente necessidade de ingerir maiores quantidades de carboidratos.
Com a redução das horas de sono, a probabilidade de desenvolver diabetes também aumenta. A falta de sono inibe a produção de insulina (hormônio que retira o açúcar do sangue) pelo pâncreas, além de elevar a quantidade de cortisol, o hormônio do estresse, que tem efeitos contrários aos da insulina, fazendo com que se eleve a taxa de glicose (açúcar) no sangue, o que pode levar a um estado pré-diabético ou, mesmo, ao diabetes propriamente dito. Num estudo, homens que dormiram apenas quatro horas por noite, durante uma semana, passaram a apresentar intolerância à glicose (estado pré-diabético).
Mas qual é a quantidade ideal de horas de sono? Embora essa necessidade seja uma característica individual, a média da população adulta necessita de 7 a 8 horas de sono diárias. Falando em crianças, é especialmente importante que seja respeitado um período de 9 a 11 horas de sono, uma vez que, quando elas não dormem o suficiente, ficam irritadiças, além de terem comprometimento de seu crescimento (devido ao problema já mencionado sobre a diminuição do hormônio do crescimento), do aprendizado e da concentração.
É na escola que os primeiros sintomas da falta de sono são percebidos. O desempenho cai e a criança pode até ser equivocadamente diagnosticada como hiperativa, em função da irritabilidade e de sua dificuldade de concentração, conseqüentes da falta do sono necessário. É no sono REM, quando acontecem os sonhos, que as coisas que foram aprendidas durante o dia são processadas e armazenadas. Se alguém, adulto ou criança, dorme menos que o necessário, sua memória de curto prazo não é adequadamente processada e a pessoa não consegue transformar em conhecimento aquilo que foi aprendido. Em outras palavras: se alguém - adulto ou criança - não dorme o tempo necessário, tem muita dificuldade para aprender coisas novas.
Riscos provocados pela falta de sono a curto prazocansaço e sonolência durante o dia, irritabilidade, alterações repentinas de humor, perda da memória de fatos recentes, comprometimento da criatividade, redução da capacidade de planejar e executar, lentidão do raciocínio, desatenção e dificuldade de concentração.
Riscos provocados pela falta de sono a longo prazo: falta de vigor físico, envelhecimento precoce, diminuição do tônus muscular, comprometimento do sistema imunológico, tendência a desenvolver obesidade, diabetes, doenças cardiovasculares e gastro-intestinais e perda crônica da memória.


Conselhos para Dormir Melhor

  • À noite, procure comer somente alimentos de fácil digestão e não exagerar nas quantidades
    Evite tomar café, chás com cafeína (como chá-preto e chá-mate) e refrigerantes derivados da cola, pois todos são estimulantes ("despertam").
  • Evite dormir com a TV ligada, uma vez que isso impede que você chegue à fase de sono profundo.
  • Apague todas as luzes, inclusive a do abajur, do corredor e do banheiro
  • Vede bem as janelas para não ser acordado(a) pela luz da manhã
  • Não leve livros estimulantes nem trabalho para a cama
  • Procure usar colchões confortáveis e silenciosos
  • Tire da cabeceira o telefone celular e relógios
  • Tome um banho quente, de preferência na banheira, para ajudar a relaxar, antes de ir dormir
  • Procure seguir uma rotina à hora de dormir, isso ajuda a induzir o sono

Fonte: Dra. Regeane Trabulsi Cronfli, médica formada pela Faculdade de Medicina da USP, especialista em Endocrinologia e Metabologia. 

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Estresse pode ser um grande vilão na hora de emagrecer


  
Embora a relação entre a causa (estresse) e efeito (ganho de peso) não pareça muito clara em um primeiro momento, numerosos estudos científicos já revelaram que esta ligação procede. Saiba por que a conexão entre as duas coisas são cada vez mais evidentes:

1. Em situações de estresse o organismo libera um hormônio chamado cortisol, que torna as células menos sensíveis à leptina, que é a substância responsável pela sensação de saciedade. Quando o cérebro não sente seus efeitos a pessoa sente mais vontade de ingerir açúcar e tende a comer mais. Assim, o estresse desencadeia um círculo vicioso que leva facilmente ao ganho de peso. 
2. Pessoas estressadas tendem a comer menos vezes por dia. O fracionamento das refeições (comer mais vezes e em menor quantidade) é importantíssimo, pois no jejum prolongado o organismo também libera cortisol.

3. O estresse pode diminuir os níveis de testosterona, o que pode resultar em maior perda de massa muscular e maior acúmulo de gordura. Além disso, situações de estresse prolongado também podem gerar diminuição da libido, além de infertilidade.

4. Em situações de estresse prolongado o sistema imunológico é desequilibrado e passa para um estado crônico de inflamação onde as células de gordura fabricam citocinas (moléculas inflamatórias) em excesso, aumentando o apetite e provocando acúmulo de adiposidade, especialmente na região abdominal. 
"Quando o corpo relaxa, os genes que fazem engordar são desativados"
Aliviar o estresse pode seu um grande passo paraemagrecer. Quando o corpo relaxa, os genes que fazem engordar são desativados, o metabolismo é estimulado, a "queima" da gordura depositada aumenta e há maior perda de peso.

Uma ótima para perder peso, é aumentar o gasto calórico através de uma atividade física que beneficie o relaxamento. A escolha dos exercícios físicos para combater o estresse e o excesso de peso é bastante particular, pois a atividade ideal é aquela que a pessoa gosta de praticar. Algumas pessoas gostam de meditar, outras de correr, outras de dançar ou praticar algum esporte. Confira algumas sugestões para quem ainda não encontrou a sua atividade ideal: 

Yoga:
 combina exercícios respiratórios, exercícios posturais e de flexibilidade, num ambiente calmo e normalmente silencioso.

Boxe: para pessoas mais agitadas, que se sentem melhor descarregando energia, a sensação de relaxamento é plena após uma sessão de treinamento intenso, e o consumo calórico é elevadíssimo.

Natação: o mais famoso dos exercícios aeróbios promove mobilização de gordura de maneira eficaz e pode ser praticado em um ambiente mais isolado, tranquilo e silencioso.

Axis: aula de alongamento/relaxamento com foco na coluna vertebral (que acumula a maior parte da tensão do dia a dia) com utilização de rolos específicos.

Prana Balls: aula anti-stress que combina aroma terapia e relaxamento com utilização de bolas de diferentes tamanhos e textura para realizar exercícios e auto-massagem.

Experimente, relaxe e emagreça
!

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Apneia do sono leva à pressão alta e a outros problemas circulatórios.

apneia-do-sono-leva-a-pressao-alta-e-a-outros-problemas-circulatorios

Obesidade é o principal fator de risco para o surgimento da doença. Ronco é um sinal importante, mas não o único, destacam os médicos

A apneia do sono é uma doença que ataca durante a noite, e a pessoa muitas vezes nem sabe que tem, mas o corpo vai sofrendo aos poucos, e o sistema circulatório pode ficar comprometido. Apesar dessas características, a apneia não pode ser considerada uma doença silenciosa, já que o seu principal sintoma é o ronco – repetido e bem alto.

Apneia, literalmente, é a ausência de respiração. Se ocorre quando o indivíduo dorme, é chamada de apneia obstrutiva do sono, pois a passagem do ar é dificultada. A falta de oxigênio leva a pessoa a acordar várias vezes durante a noite, muitas vezes sem perceber. 

Em determinados momentos, o paciente literalmente para de respirar. As asfixias duram pelo menos 10 segundos, mas podem ser bem mais longas. Quando o cérebro percebe a falta de oxigênio, o corpo libera adrenalina e a pessoa acorda para respirar. Nesse processo, a pressão arterial sobe e o coração dispara.

Esse é o grande risco oferecido pela doença. A pessoa fica com arritmia cardíaca, que é quando o coração se acelera muitas vezes, e então ele corre maior risco de falhar. Além disso, a constante falta de oxigenação faz aumentar a pressão sanguínea, e com isso crescem os riscos de infartos e de acidentes vasculares cerebrais (AVCs).

O ronco é o principal sinal da apneia, mas nem todo mundo que ronca tem a doença. Outros sinais são cansaço e sonolência durante o dia, falta de energia, baixa concentração, perda de memória, pressão alta, dores de cabeça matinais, irritação e até impotência sexual.

O principal fator de risco é a obesidade, mas é cada vez mais comum encontrar o problema em quem não é obeso. Mulheres depois da menopausa e crianças com amídala ou adenóide aumentada também podem sofrer apneia. Além disso, pessoas com alguma alteração de mandíbula, como queixo para trás, têm mais propensão a ter a doença.

Tratamento
Para detectar a apneia, existe um exame chamado polissonografia. Ele mede quantas vezes por hora a pessoa deixa de respirar durante o sono. Quando isso acontece mais de 30 vezes por hora, o caso é considerado grave.

Para melhorar a respiração durante o sono e evitar a apneia existe um aparelho chamado CPAP – é a sigla em inglês para pressão positiva contínua do ar. O paciente tem que dormir com uma máscara que puxa o ar de fora e o lança para dentro das vias respiratórias. 

Com isso, a pressão do ar abre o caminho obstruído, leva oxigênio até os pulmões e evita o ronco porque a pessoa não precisa mais abrir a boca para respirar.

O aparelho é regulado com uma pressão diferente para cada paciente. Isso é importante, porque se a pressão for forte demais, pode provocar irritação nas vias respiratórias.

O exame de polissonografia é oferecido pelo SUS em alguns lugares, mas o tratamento com CPAP não.



 Fonte: http://www.educacaofisica.com.br/index.php/voce-ef/98-saude-bem-estar/23034-apneia-do-sono-leva-a-pressao-alta-e-a-outros-problemas-circulatorios

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Identifique os estímulos que te fazem comer em excesso



Muitas pessoas têm dificuldade em identificar se estão satisfeitas ou não quando estão comendo. Muitas delas não sabem o que é sentir fome há muitos anos. Isso acontece porque elas sempre comem além da satisfação e finalizam a refeição apenas quando se sentem empanturradas de comida.
 A diferença entre fome e vontade de comer é muito simples: fome física é aquela que se manifesta com um incômodo no estômago, um ronco, causado por um declínio no suprimento de energia do corpo. Algumas vezes conseguimos ouvir o barulho que nosso estômago faz em função das contrações, desta forma, fica mais fácil identificar que chegou a hora de nos alimentarmos. É um comportamento que nos leva a comer qualquer alimento que nos seja agradável, no instinto de saciar a fome.
Já na fome emocional, ou melhor, quando sentimos desejo de comer, escolhemos um alimento específico, como pizza, chocolate, mousse de maracujá. Não nos satisfazemos com qualquer alimento que temos disponível, é um desejo por algo que nos traz uma imensa satisfação ou conforto. 
 Essa distinção é o primeiro passo para aprendermos a lidar com a fome, seja ela real ou emocional. Através do processo de identificação do que estamos sentindo, começamos a desenvolver ferramentas para lidar com esses momentos em que não conseguimos comer somente o suficiente para nosso corpo.
"Entender os sinais e as motivações que o levam a comer possibilitará com que você decida por escolhas conscientes"
 Ao sentarmos parar realizar uma refeição, é fundamental que possamos prestar a atenção em como comemos. Comer devagar, pausando os talheres no prato e sem pressa, é um comportamento assertivo, pois desta forma nosso corpo ganha tempo para avisar nosso cérebro que já estamos satisfeitos, evitando assim que nos enchamos de comida desnecessariamente, contribuindo para o aumentos do peso, assim como outras doenças associadas a obesidade.
Desenvolver a inteligência emocional e corporal requer que as pessoas consigam interpretar os sinais corretos de fome do corpo, não mais comendo em excesso, comendo para se nutrir e não para nos proporcionar um conforto irreal. Entender os sinais e as motivações que o levam a comer possibilitará com que você decida por escolhas conscientes. 
 Outros aspectos importantes a serem identificados são os estímulos externos, como os visuais. Eles estão presentes nas propagandas da televisão e nos corredores dos supermercados, cheios de guloseimas calóricas. É importante identifica-los e evita-los.

Cada pessoa responde, preferencialmente, a um tipo de estímulo. Ao identificá-lo será possível desenvolver uma melhor percepção e conhecimento sobre si, passando a neutralizar esses estímulos
  Podemos também pensar nos estímulos olfativos, que nos remetem a comida da nossa mãe, ou mesmo aquele bolo que você adora. Nesses momentos é fundamental identificar que nesse caso o que se tem é o desejo de comer, e não a fome real.

ESCRITO POR:Luciana Kotaka
Psicologia e Psicoterapias