terça-feira, 24 de abril de 2012

O QUE COMER ANTES E DEPOIS DE IR PARA ACADEMIA?


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Médico nutrólogo explica que os alimentos devem ser escolhidos de acordo com as necessidades individuais de cada um.
A alimentação para quem faz academia vai de acordo com o objetivo de cada pessoa e de suas necessidades individuais, se é, por exemplo, ganhar massa corporal (músculos) ou emagrecer, é o que alerta Milton Mizumoto, médico nutrólogo da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN).

Se a pessoa está em busca de ganhar músculos, tanto os carboidratos como as proteínas são fundamentais na alimentação. “O primeiro funciona como energético e o segundo como construtor”, diz. Mizumoto ressalta ainda que não se deve esquecer das vitaminas, que também são essenciais. “Principalmente as hidrossolúveis, como tiamina, riboflavina, nicotinamida, acido pantotênico, piridoxina, biotina, cianocobalamina e ácido ascórbico, responsáveis pela transferência de energia no metabolismo dos lipídeos, carboidratos e proteínas”.

Por outro lado, quem vai à malhação querendo emagrecer deve controlar o consumo de carboidratos, pois possuem alta quantidade de calorias. “Alimentos de alto índice glicêmico como açúcar, biscoitos, massas, bolos e doces devem ser evitados quando no estado de repouso, visto que ao ingerir carboidratos em repouso acarreta a produção pancreática de insulina e esta irá sequestrar a glicose do sangue para armazená-la no adipócito na forma de ácidos graxos ou triglicérides”.

Nesses casos as melhores opções são as que oferecem poucas calorias e muitos biorreguladores (como vitaminas e minerais). “Vegetais folhosos ricos em celulose e frutas ricas em pectina (polissacarídeo de ácido poligalacturônico) como a maçã, pêra, goiaba, nêspera e ameixa são excelentes opções”, afirma Mizumoto.

Mas lembra que uma alimentação balanceada também é muito importante para todos os tipos de treinos. “O balanceamento das proteínas, lipídeos, carboidratos e biorreguladores deverá acompanhar as necessidades energéticas e construtoras de acordo com o volume, a intensidade, a densidade e a periodicidade da planilha de treino, portanto, o entrosamento entre o nutrólogo e o treinador deverá ser o mais harmônico possível durante o macro, meso e microciclo do atleta”.

Parada rápida para um lanche durante o treino?

O especialista alerta que, até duas horas de treino, o importante é o que foi consumido antes do treino para estocar glicogênio muscular. “Agora, quando o exercício ultrapassa às duas horas, a glicose sanguínea oriunda dos alimentos ricos em carboidratos ingeridos durante o exercício, tornam-se fatores determinantes da continuidade do esforço físico”.

Alimentação antes de ir à academia

O médico nutrólogo diz que se alimentar antes da malhação também varia de cada pessoa, que dependerá se o atleta tem hipoglicemia reativa ou não, se ele reage ao consumo prévio de carboidratos de alto índice glicêmico.

“Caso ele seja reativo, o consumo de energéticos ricos em carboidratos deverá ocorrer apenas quando ele começar o exercício, pois com o aumento do esforço físico e do tempo prolongado induz a produção de adrenalina, noradrenalina, cortisol e glucagon, que inibem a liberação de insulina pelo pâncreas, evitando assim a hipoglicemia reativa, o que poderia prejudicar a performance do atleta”.

Após o treino

“Imediatamente após o término do exercício, até aproximadamente 45 minutos depois, é o melhor momento para ingerir carboidrato de alto índice glicêmico, pois nesta janela de tempo o carboidrato ingerido é depositado entre as fibras musculares, refazendo o estoque de glicogênio para a próxima sessão de atividade física”, conclui.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

HIPERTENSÃO!



A hipertensão arterial ou pressão alta, é uma doença que ataca os vasos sangüíneos, coração, cérebro, olhos e pode causar paralisação dos rins. Ocorre quando a medida da pressão se mantém freqüentemente acima de 140 por 90 mmHg.
Fatores de risco
Essa doença é herdada dos pais em 90% dos casos, mas há vários fatores que influenciam os níveis de pressão arterial, entre eles:
  • Fumo
  • Consumo de bebidas alcoólicas
  • Obesidade
  • Estresse
  • Grande consumo de sal
  • Falta de atividade física
  • Além desses fatores de risco, sabe-se que a sua incidência é maior na raça negra, aumenta com a idade, é maior entre homens com até 50 anos e entre mulheres acima de 50 anos, é maior em diabéticos. 
  • Sintomas de Hipertensão - 
    Os sintomas da hipertensão costumam aparecer somente quando a pressão sobe muito: podem ocorrer dores no peito, dor de cabeça, tonturas, zumbido no ouvido, fraqueza, visão embaçada e sangramento nasal.    

Tratamento de Hipertensão

A pressão alta não tem cura, mas tem tratamento para ser controlada. Somente o médico poderá determinar o melhor método para cada paciente, mas, além dos medicamentos disponíveis atualmente, é imprescindível adotar um estilo de vida saudável:
  • Manter o peso adequado, se necessário, mudando hábitos alimentares
  • Não abusar do sal, utilizando outros temperos que ressaltam o sabor dos alimentos
  • Praticar atividade física regular
  • Aproveitar momentos de lazer
  • Abandonar o fumo
  • Moderar o consumo de álcool
  • Evitar alimentos gordurosos
  • Controlar o diabetes.
Prevenção
  • Evite ficar parado: caminhe mais, suba escadas em vez de usar o elevador
  • Diminua ou abandone o consumo de bebidas alcoólicas
  • Tente levar os problemas do dia a dia de maneira mais tranquila
  • Mantenha o peso saudável: procure um profissional de saúde e peça orientação quanto à sua alimentação
  • Compareça às consultas regularmente
  • Não abandone o tratamento
  • Tome a medicação conforme a orientação médica
  • Tenha uma alimentação saudável


segunda-feira, 16 de abril de 2012

COMBATA 11 TRANSTORNOS EMOCIONAIS COM EXERCÍCIOS!

Quando sentimentos como a raiva e a tristeza batem à porta, a primeira reação pode ser pensar que não há muito que fazer além de respirar fundo e esperar passar. Porém, pesquisas científicas comprovam que a prática de exercícios físicos pode ajudar - e muito - a prevenir ou até mesmo tratar problemas que afetam as emoções. "A atividade física pode combater a depressão, aumentar a libido e até melhorar a autoestima", afirma o educador físico Fábio Miranda, coordenador do Centro de Wellness do Instituto Wilson Mello, em Campinas. Aproveite o Dia Mundial da Atividade Física, 5 de abril, para levantar do sofá e reverter 11 problemas emocionais que você confere a abaixo. 


mulher triste encostada na parede - Foto Getty Images


Depressão
Segundos um estudo realizado pelo Centro Médico de Southwestern, na Universidade do Texas (EUA), a prática de exercícios aeróbicos regulares pode reduzir os sintomas dedepressão pela metade. A pesquisa acompanhou 80 pacientes durante três anos e os dividiu em dois grupos: um fazia treinamento aeróbico três ou cinco vezes por semana e o outro praticava apenas exercícios de alongamento. O grupo que praticou exercícios aeróbicos cinco vezes por semana reduziu os sintomas em 47% após três meses de treinos. O grupo que se exercitava três vezes por semana melhorou seus sintomas em 30%.

Segundo Fábio Miranda, a atividade física proporciona distração e convívio social, além de liberar substâncias como endorfina e serotonina, responsáveis por melhorar o humor. "Praticar esportes, seja de curta ou longa duração, causa bem-estar mental e melhora psicológica na maioria das pessoas", afirma o educador físico. Bastam 15 a 30 minutos de exercícios em dias alternados para sentir os efeitos positivos.  


mulher ansiosa - Foto Getty ImagesAnsiedade
Pesquisadores da Southern Methodist University, nos Estados Unidos, descobriram que pessoas com um quadro clínico de ansiedade podem ter os sintomas reduzidos com atividade física de intensidade moderada - 150 minutos de prática por semana.

O educador físico e fisiologista do exercício Gustavo Lopes, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), afirma que os mecanismos que comprovam essa relação ainda não estão totalmente esclarecidos. "Mas tudo indica que a concentração no treino ajuda a esquecer, por algum tempo, os problemas geradores de ansiedade e isso já desponta como um grande benefício", explica. 


mulher se escondendo atrás do cobertor na cama - Foto Getty ImagesPânico
O aumento da respiração e da frequência cardíaca que ocorrem com a prática de exercícios pode ser familiar para aquelas pessoas que sofrem com ataques de pânicom, já que sensação é parecida. Entretanto, a atividade física regular parece ter um efeito calmante em pessoas que tem o transtorno. Uma pesquisa feita pela Universidade de Goettingen, na Alemanha, e publicada na revista Psychosomatic Medicine analisou pessoas com síndrome do pânico que apresentaram melhoras significativas nos sintomas depois de fazer exercícios aeróbicos todos os dias, durante três semanas. Segundo os pesquisadores, o benefício ocorre por conta da liberação de hormônios como a endorfina, que tem efeito calmante sob o organismo.  


mulher sentada no sofá - Foto Getty ImagesTranstorno de estresse pós-traumático
Muitas pessoas passam por eventos traumáticos ao longo da vida - como um acidente grave ou a morte de um ente querido. Em alguns casos, esse trauma pode gerar o transtorno de estresse pós-traumático, marcado por sequelas do acontecimento, como pesadelos, agitação e flashbacks perturbadores. Uma pesquisa preliminar da Universidade de Hofstra, em Nova York, sugere que o exercício aeróbico pode ajudar a reduzir esses sintomas, bem como depressão e ansiedade.

Segundo os dados do estudo, as pessoas que foram diagnosticadas com o transtorno apresentam melhoras e até a cura dos sintomas após oito semanas de atividade física. O fisiologista Gustavo Lopes explica que essa relação é a mesma que acontece nos casos de ansiedade e depressão: "A liberação de hormônios responsáveis pelo bem-estar, o fato de esquecer os problemas e a disposição para se exercitar impulsionam a pessoa a superar dificuldades psíquicas, como o estresse pós-traumático". 


três pessoas trabalhando e sorrindo - Foto Getty ImagesExercite sua autoconfiança
A disposição proporcionada pela atividade física pode dar aquele empurrão extra para a realização de tarefas diárias com muito mais eficácia. É o que afirma um estudo recente da Universidade de Cardiff, no Reino Unido, que descobriu que os praticantes de atividade física vigorosa têm níveis mais elevados deautoconfiança - acreditam na sua capacidade de obter sucesso em uma determinada situação. "As próprias conquistas alcançadas na prática de exercício também geram mais confiança, o que interfere de forma positiva na forma como exercermos alguma atividade", explica Fábio Miranda.  


mulher com roupas de inverno e cara de brava - Foto Getty ImagesMau humor de inverno
Se você tem propensão à desordem afetiva sazonal, mais conhecida como aquela moleza e o mau humor que chateiam durante o inverno, pode apostar na atividade física para driblar esses sintomas. Pesquisadores russos publicaram na revista Psychiatric Research um estudo afirmando que usar uma bicicleta ergométrica três vezes por semana, durante uma hora, ajuda a amenizar a desordem afetiva sazonal, além de controlar o apetite que aumenta nessa época e regular o sono. "Durante qualquer atividade física, o corpo produz hormônios responsáveis por te deixar mais disposto e relaxado, o que contribui para combater o mau humor", afirma Gustavo Lopes. 


mulher estressada falando ao telefone - Foto Getty ImagesEstresse
Se você sabe que vai ter um dia ruim, a primeira coisa que deve fazer é colocar roupa de ginástica e investir em exercícios vigorosos. Esse é o conselho dos pesquisadores da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos. Na pesquisa, 63 mulheres saudáveis foram divididas em dois grupos com base em seus níveis de exercício durante um período de três dias. Elas também foram submetidas a tomografias para avaliar os níveis de estresse em cada uma. No final do estudo, aquelas que fizeram 75 minutos por semana de atividade física vigorosa sofriam um menor desgaste cerebral decorrente do estresse do que aquelas que eram sedentárias.

A fisioterapeuta Camila Luisa Sato, especialista do Minha Vida, alerta que o excesso de exercícios pode causar o efeito contrário, prejudicando o corpo e causando lesões. "É importante começar devagar e aumentar o período de treino e a intensidade ao longo do tempo, sempre aos poucos, para evitar lesões por sobrecarga", diz. 


mulher se olhando no espelho - Foto Getty ImagesAutoestima 
Exercitar-se regularmente pode mudar a maneira como você se vê. Pesquisadores da East Carolina University, em Greenville, Carolina do Norte, descobriram que um treinamento de força proporciona melhoras significativas no autoconhecimento e na autoestima, principalmente porque melhora o físico e faz a pessoa sentir-se bem com o corpo. "O maior impacto acontece com quem estava muito acima do peso e passa a se enxergar de outra maneira depois de começar os esportes", diz Fábio Miranda.  


homem estressado no trabalho - Foto Getty ImagesEstresse no trabalho
De acordo com uma pesquisa da Universidade de Tel Aviv, em Israel, exercícios físicos ajudam a melhorar o humor no ambiente de trabalho. O estudo foi publicado no jornal Daily Mail e envolveu 1.632 trabalhadores israelenses saudáveis dos setores público e privado. Os resultados mostraram que, quanto mais ativa era a pessoa, menor a chance de ela manifestar algum sentimento de estresse durante o trabalho. A equipe que fez pelo menos 240 minutos semanais de atividade exibiu praticamente nenhum sintoma, mas mesmo o grupo que optou por 150 minutos também apresentou melhora na autoestima e na capacidade de trabalho. 


homem gritando ao telefone - Foto Getty ImagesRaiva
Pesquisadores da Universidade da Geórgia, nos Estados Unidos, descobriram que exercícios físicos pela manhã podem amenizar comportamentos agressivos no decorrer do dia. Segundo os especialistas, os exercícios agem como uma droga, protegendo contra a indução da raiva.

No estudo, um grupo de jovens assistiu a apresentações de imagens que evocam raiva - incluindo do movimento Ku Klux Klan, de Hitler e de crianças desnutridas. Metade dos participantes fez 30 minutos de ciclismo antes da exibição e a outra metade fez a mesma quantidade de atividade física após assistir às cenas.

Em uma escala de raiva crescente de 20 pontos, os participantes que se exercitaram apresentaram crescimento de seis pontos para sete após ver as imagens provocadoras. Na ausência de exercícios prévios, essa taxa passava de oito para 10 pontos. De acordo com Fábio Miranda, a raiva e o comportamento agressivo estão associados a baixos níveis de serotonina, substância que é produzida durante e após a prática de exercícios. 


mãe amamentando o bebê - Foto Getty ImagesDepressão pós-parto
Exercícios físicos parecem funcionar como uma terapia para mulheres que sofrem de depressão pós-parto, de acordo com um estudo feito pela Universidade de Melbourne, na Austrália. A pesquisa foi publicada na revista Physical Therapy e acompanhou mais de 160 mães que haviam acabado de deixar a maternidade. Um terço desse grupo fez uma rotina de exercícios de uma hora por semana, durante oito semanas. O segundo grupo recebeu apenas instruções em forma de anotações e o último grupo não recebeu acompanhamento.

Depois de analisar os resultados, os estudiosos concluíram que houve uma melhora significante nos testes de sintomas de depressão do primeiro grupo - e os resultados se mantiveram após um mês do final do acompanhamento. O número de mães identificadas com possibilidade de desenvolver a depressão pós-parto caiu em 50% no grupo ativo.  



Minha Vida - Saúde, Alimentação e Bem-Estar

Suplementos alimentares servem para suprir necessidades nutricionais.

Suplementos alimentares muitas vezes são confundidos com anabolizantes. Mas, enquanto os primeiros são indicados para pessoas saudáveis, com alguma carência de nutrientes, os esteroides são medicamentos que devem ser usados apenas com receita, em casos muito específicos.
Como esses hormônios interferem na formação muscular, os anabolizantes são empregados indevidamente por quem quer ganhar massa.
Já os suplementos alimentares podem ser consumidos para prevenir e tratar doenças (no fígado e nos rins, por exemplo) e suprir a falta de apetite, restrições na dieta ou alimentação inadequada decorrente de estresse, correria ou maus hábitos.
Suplementos e anabolizantes 1 (Foto: Arte/G1)
Esses produtos também são indicados para praticantes de atividades físicas e atletas, como aditivo para melhorar o desempenho e encurtar o tempo de recuperação muscular. Não podem substituir refeições nem servir como dieta exclusiva.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) caracteriza suplementos vitamínicos ou minerais como alimentos que ajudam para complementar a dieta diária de uma pessoa saudável. Precisam conter no mínimo 25% e no máximo 100% da Ingestão Diária Recomendada (IDR).
Segundo o nutrólogo Mauro Fisberg e a nutricionista Patrícia Bertolucci, os suplementos são vendidos em cápsulas, pó, pastilhas, líquidos, granulados e tabletes, entre outros formatos.
Sinais da falta de vitaminas e minerais
- Sonolência
- Baixa produtividade
- Queda de cabelo e unhas fracas
- Alterações no ciclo menstrual
- Manchas roxas na pele
Do G1, em São Paulo

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Sono desregulado aumenta as chances de desenvolver obesidade e diabetes!

Clique e conheça o estudo feito por pesquisadores da Universidade de Harvard

Os três pilares para uma vida saudável consistem em ter boas noites de sono, alimentar-se adequadamente e praticar atividades físicas. Infelizmente, há pessoas que, por mais que consigam ter uma dieta balanceada e se exercitar, acabam dormindo pouco ou não conseguem conciliar a hora de descanso com o relógio biológico – caso de quem faz viagens internacionais constantes ou têm rotinas muito diversificadas. Essa falta de descanso, como constataram pesquisadores dos Estados Unidos, pode trazer problemas sérios ao organismo: além de aumentar as chances de a pessoa ficar obesa, o sono deficiente pode levar ao desenvolvimento do diabetes.

Dormir bem está diretamente ligado à regulação do metabolismo. É durante o momento de repouso que o corpo produz determinados hormônios e repara as células danificadas, e o cérebro fixa as informações importantes na memória. Assim, a deficiência de uma noite bem dormida reduz a velocidade do metabolismo, o que prejudica o emagrecimento. "Além disso, o indivíduo passa a ter menos energia para se exercitar e desenvolve preferência por alimentos pouco saudáveis, e em quantidades maiores que o habitual", explica ao Estado de Minas o líder da pesquisa publicada hoje na revista científica Science Translational Medicine, Orfeu Buxton, professor da Divisão de Medicina do Sono da Escola de Medicina de Harvard. "Em um ano, pode-se engordar 4,5 quilos com essa rotina desregrada", adverte o pesquisador, que também é neurocientista do Brigham and Women’s Hospital.

Os 21 participantes da análise, que não alteraram a intensidade de suas atividades físicas nem a qualidade da alimentação, tiveram o horário em que iam para a cama, bem como o tempo que passavam dormindo, controlado pelos cientistas durante seis semanas. Inicialmente, eles dormiram por cerca de 10 horas todas nas noites. Depois, por três semanas, tinham pouco mais que cinco horas e meia de descanso diário e com a ida para o quarto ocorrendo em horários distintos do dia e da noite, para confundir o relógio biológico.

No estudo, o resultado mais curioso foi em relação ao diabetes. Os indivíduos tiveram a concentração de glicose no sangue aumentada depois das refeições, devido à pouca produção de insulina pelo pâncreas. A insulina é o hormônio responsável por manter a taxa de glicose em níveis adequados nas células. "Em poucos anos, essa situação pode resultar no desenvolvimento do diabetes em quem tem predisposição à doença. Cada organismo reage de uma maneira diferente à falta de sono e aos ciclos instáveis, mas os pré-diabéticos precisam tomar muito cuidado", alerta Buxton.

"Quando a pessoa é privada de dormir adequadamente, há o aumento da produção do hormônio cortisol, que intensifica a resistência à insulina. Isso também é um fator de risco", complementa o neurologista e especialista em medicina do sono Hudson Mourão Mesquita, que não participou da pesquisa.

Organismo recuperado

O consenso de que é necessário dormir por aproximadamente oito horas a fim de manter uma rotina saudável é confirmado pelo endocrinologista Walmir Coutinho, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. Ele afirma que adultos precisam desse tempo para que o organismo se restabeleça dos danos sofridos ao longo do dia e adquira energia para funcionar adequadamente. "Ao dormir menos de oito horas por noite, aumenta-se a liberação do neuropeptídeo Y no corpo, que é o hormônio da fome. Ocorre, ainda, a redução do hormônio que ajuda a emagrecer, a liptina, características que, como apresentado no estudo, fazem com que os indivíduos que não dormem bem tenham mais riscos de ficar obesos”, explica.

A obesidade, por sua vez, é um dos fatores que influenciam o surgimento do diabetes tipo 2, o mais comum entre a população mundial. Desse modo, o corpo entra em um círculo vicioso que afeta a saúde do indivíduo. "Além da resistência à insulina, o cortisol estimula as células a reterem mais energia e induz a pessoa a ter mais apetite", comenta Hudson Mesquita. A combinação hormonal de acúmulo de gordura e carboidratos bem como o estímulo comportamental à má alimentação, favorecem o ganho de peso, o diabetes e mesmo problemas cardiovasculares.

Poucas horas de sono ou dormir fora do ciclo estabelecido pelo corpo promovem, ainda, outros danos ao organismo. "O sono do obeso é mais perturbado, pois a pessoa pode desenvolver apneia (momentos em que ela para de respirar por alguns segundos ao longo da noite), fazendo com que seja produzido ainda mais cortisol e a pressão arterial suba", explica o neurologista. "Esses distúrbios afetam principalmente os trabalhadores noturnos, que geralmente apresentam dificuldade para pegar no sono e mantê-lo durante o dia", completa Orfeu Buxton. "Tais profissionais, quando são pré-diabéticos, têm mais chances de progredir para o doença do que quem trabalha nos turnos da manhã e da tarde, pois enfrentam a interrupção do ciclo do relógio biológico intensamente", esclarece.

Mesquita pondera, no entanto, que tudo depende da adaptação de cada um à rotina de trabalho. "Há pessoas que afirmam ter melhor desempenho profissional à noite do que de dia. Por outro lado, alguns precisam ficar acordados no horário que costumavam dormir e começam a engordar e a apresentar problemas de saúde, incluindo depressão", exemplifica. E quem sofre mais, destaca, são os indivíduos com rotina desregrada, como pilotos de avião transcontinental.

"O piloto sai de um país durante o dia e, depois de longas horas de voo, ainda é dia na outra nação. Ao voltar, também continua claro, o que faz o corpo ficar confuso, pois os receptores químicos que recebem claridade e escuridão funcionam fora do ciclo tradicional", descreve Buxton. A solução para essas questões é procurar um especialista assim que notar algo errado na rotina de dormir.

Insulina

O diabetes tipo 2, que é cerca de oito vezes mais comum entre a população do que o tipo 1, ocorre devido à produção contínua de insulina pelo pâncreas. O problema é que as células musculares e adiposas não conseguem metabolizar a glicose presente na corrente sanguínea, embora haja a presença de insulina no organismo. Estima-se que entre 60% e 90% dos portadores da doença, geralmente tratada com dieta e exercícios, sejam obesos. Em casos mais graves, o paciente precisa tomar remédios por via oral ou aplicar injeção de insulina para controlar o nível de açúcar no sangue. Já no diabetes tipo 1 – doença autoimune –, as células produtoras de insulina são destruídas, uma vez que o sistema imunológico as reconhece como corpos estranhos.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

QUASE METADE DA POPULAÇÃO ESTÁ ACIMA DO PESO!

Pesquisa divulgada nesta terça-feira (10) pelo Ministério da Saúde revela que quase metade da população brasileira está acima do peso. De acordo com o estudo, o percentual passou de 42,7% em 2006, para 48,5% em 2011. No mesmo período, a proporção de obesos subiu de 11,4% para 15,8%.
Além disso, 29,8% dos brasileiros consomem refrigerantes pelo menos cinco vezes por semana. Por outro lado, apenas 20,2% ingere a quantidade recomendada pela Organização Mundial de Saúde de cinco ou mais porções por dia de frutas e hortaliças.
Segundo o ministro Alexandre Padilha, um dos fatores do aumento do excesso de peso e da obesidade no Brasil é o consumo de alimentos gordurosos. Os dados revelam que 34,6% dos brasileiros comem em excesso carnes com gordura e mais da metade da população (56,9%) bebe leite integral regularmente.
Gráfico dieta dos brasileiros (Foto: arte/G1)
Os números são da pesquisa Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), que coletou informações nas 26 capitais brasileiras e no Distrito Federal.
O levantamento, divulgado anualmente pelo ministério desde 2006, traz um diagnóstico da saúde do brasileiro a partir de questionamentos sobre os hábitos da população, como tabagismo, consumo abusivo de bebidas alcoólicas, alimentação e atividade física. Em 2011 foram entrevistadas 54.144 pessoas de janeiro a dezembro.
“Alimentar-se bem é o primeiro passo para ter uma qualidade de vida saudável. Temos que ter maior oferta de produtos industrializados saudáveis. No tocante aos supermercados, o objetivo é colocar produtos saudáveis mais visíveis, como o leite desnatado”, afirmou Padilha, na coletiva de imprensa em que os dados foram apresentados.
A pesquisa revela que as mulheres comem mais frutas e hortaliças, enquanto os homens comem mais carne com excesso de gordura. Quem tem mais de 12 anos de escolaridade tende consumir mais frutas e hortaliças, de acordo com o levantamento.
Apesar de "comer pior", os homens se exercitam mais do que as mulheres. Segundo a pesquisa, 39,6% dos homens fazem exercícios com regularidade. Entre as mulheres, a frequência é de 22,4%. O percentual de homens sedentários no Brasil passou de 16% em 2009 para 14,1% em 2011.
De acordo com o Ministério da Saúde, o sedentarismo aumenta com a idade. Entre homens entre 18 e 24 anos, 60,1% praticam exercícios. Esse percentual reduz para menos da metade aos 65 anos (27,5%). Entre mulheres de 25 a 45 anos, 24,6% se exercitam regularmente. A proporção é de apenas 18,9% entre mulheres com mais de 65 anos.
Critérios
O Ministério da Saúde considera "acima do peso" as pessoas com um IMC (Índice de Massa Corporal) mais alto que 25, segundo a assessoria de imprensa. O IMC é calculado dividindo o peso pela altura ao quadrado. Acima de 30 no IMC faz a pessoa ser considerada "obesa".
“Existe uma tendência de aumento do peso e obesidade no país. Agora é a hora de virar o jogo para não chegarmos a países como os Estados Unidos, que tem mais de 20% de sua população obesa”, afirmou o ministro da Saúde.
Ele citou acordos feitos no ano passado entre o governo e a indústria de alimentos e escolas para a redução de sal e gordura na comida. O ministro defendeu ainda a criação de "espaços de saúde", com máquinas para exercícios em áreas públicas.
O levantamento revela que o sobrepeso é maior entre a população masculina. Mais da metade dos homens – 52,6% – está acima do peso ideal, enquanto 44,7% das mulheres apresentam sobrepeso.
A pesquisa do Ministério da Saúde mostra ainda que o excesso de peso entre homens começa na juventude. Entre os que têm entre 18 e 24 anos, 29,4% já estão acima do peso. Na faixa etária entre 25 e 34, 55% da população masculina apresenta excesso de peso. A porcentagem sobe para 63% na faixa etária entre 35 e 45 anos.
Já entre mulheres jovens (entre 18 e 24 anos), 25,4% apresentam sobrepeso. A proporção aumenta para 39,9% na faixa etária entre 25 e 34 anos, e mais que dobra entre brasileiras de 45 a 54 anos (55,9).
“Uma parte dessa tendência do aumento de peso que é que temos mais pessoas entre 18 e 24 anos com excesso de peso e obesidade. Agir sobre as crianças e adolescentes é fundamental para prevenir uma população obesa”, afirmou o ministro.
Capitais
Segundo o Ministério da Saúde, Porto Alegre é a capital que possui a maior quantidade de pessoas com excesso de peso (55,4%), seguida por Fortaleza (53,7) e Maceió (53,1). Na outra ponta da lista, com a menor proporção de pessoas com sobrepeso, estão São Luís (39,8%), Palmas (40,3%), Teresina (44,5%) e Aracaju (44,5%).
São Paulo apresenta 47,9% de pessoas com excesso de peso. A proporção no Rio de Janeiro é de 49,6%, e no Distrito Federal é de 49,1%.
A capital com mais obesos é Macapá (21,4%), seguida por Porto Alegre (19,6%), Natal (18,5%) e Fortaleza (18,4%). As capitais com menor quantidade de obesos são: Palmas (12,5%), Teresina (12,8) e São Luís (12,9%).
Em São Paulo, a proporção de obesos é de 15,5%; no Rio de Janeiro o percentual é de 16,5%; e no Distrito Federal os obesos representam 15% da população.
Pontos positivos
Se, por um lado, o avanço da obesidade preocupa, por outro, a queda do tabagismo é vista como um ponto positivo pelo Ministério. No mesmo levantamento, a taxa de fumantes ficou em 14,8% – é a primeira vez que o número cai para menos de 15%. O número de fumantes pesados – que fumam mais de 20 cigarros por dia – também caiu e está em 4,3%.
O governo também comemorou o crescimento do número de exames de mamografia feitos por mulheres com entre 50 e 69 anos de 2007 até agora.
“Na minha avaliação, tanto a questão do tabagismo quanto da mamografia mostram que o povo brasileiro adere sim às medidas de acesso à saúde”, apontou Padilha.

Nathalia PassarinhoDo G1, em Brasília

terça-feira, 3 de abril de 2012

RETENÇÃO DE LÍQUIDOS E PESO FEMININO:o que há de real nessa relação?

As queixas são as mesmas entre algumas mulheres: elas retêm líquidos e por isso não perdem peso, incham mãos e pernas, uma roupa que veste bem pela manhã fica apertada à tarde, não urina o suficiente durante o dia e por isso acabam tomando diuréticos. Para resumir a história: conclusões equivocadas e condutas impróprias.

A primeira lição dessa história é a seguinte: o nosso corpo é dotado de um sistema de controle muito fino da água corporal, de maneira que o balanço hídrico não se altere muito, nem para mais, nem para menos. O primeiro sinal que algo se alterou é a sede. Ela garante a procura de água sempre que o nosso balanço hídrico estiver negativo e nos faz recusar água sempre que nossa hidratação estiver normal.

Além deste sistema, nossos rins garantem a eliminação de uma urina mais aquosa e menos concentrada, quando estamos bem hidratados e uma urina mais escura e de menor volume, sempre que nosso estoque de água estiver escasso. Finalmente, ainda eliminamos um volume de água de cerca de 1 litro nas 24 horas através da perspiração, que é a água perdida em forma de vapor quando falamos, sendo esse volume ainda maior nos dias quentes. Isso sem mencionar a perda pelo suor e a água gasta pelo nosso corpo em suas reações químicas.  

Percebendo o problema

Algumas doenças podem alterar e romper esse sistema aparentemente perfeito e causar uma real retenção de líquidos, como a insuficiência renal. Outras podem causar uma movimentação anormal da água corporal em seus espaços, fazendo com que um maior volume de água saia das células e dos vasos sanguíneos, invadindo o espaço extracelular, causando um inchaço relativo, como é o caso da insuficiência cardíaca e das doenças crônicas do fígado.

Essas doenças são facilmente percebidas pelos pacientes e diagnosticadas pelos médicos. Não há como confundi-las com estados fisiológicos de retenção de líquidos, que geralmente não vêm acompanhados de nenhum outro sintoma, além da sensação de inchaço. São doenças graves e necessitam de tratamento específico.

Na mulher, o ciclo menstrual merece destaque na retenção de líquidos, pela amplitude de sua oscilação hormonal durante o mês. Temos um hormônio chamado progesterona, responsável por uma real e fisiológica retenção de líquidos, que ocorre na segunda metade do ciclo menstrual, principalmente na última semana que antecede a menstruação. Essa retenção embebe mamas, abdome e pelve. Se a fecundação não ocorrer, há uma brusca queda hormonal e com ela a menstruação, fazendo com que ocorra a eliminação dos líquidos retidos.

Outro grande mito em relação à retenção de líquidos é o inchaço que surge pela manhã e a alegação de que os anéis não entram ou saem dos dedos. O que ocorre durante a noite é uma redistribuição de líquidos no corpo humano. Quando permanecemos deitados por muito tempo, ocorre com mais facilidade o movimento dos líquidos para as extremidades do corpo, principalmente para as mãos. Logo, não há retenção de líquidos durante à noite, apenas a migração de líquidos, que voltam a se redistribuir durante o dia, quando ficamos de pé ou sentados, favorecendo maior acúmulo em membros inferiores, principalmente no final do dia.  
Há condições muito frequentes que nos levam a crer que inchamos as pernas ou sentimos a sensação de "pernas pesadas". Essa condição é hereditária, de modo que quando olhamos as pernas da filha, sabemos como são as pernas de sua mãe ou das mulheres da família paterna, na dependência do ramo familiar afetado. O problema aparece nas mulheres de pernas caracteristicamente mais grossas, onde a celulite é a regra, sendo essa condição falsamente classificada como retenção de líquidos. Na verdade, tal retenção também não ocorre nesses casos. O problema é relacionado às alterações circulatórias das pernas, com grande predisposição para varizes e depósito irregular de gorduras, com as nítidas características da celulite.

Para dificultar o quadro dessas pacientes, elas têm uma obesidade de pernas, certamente a mais difícil forma de obesidade para tratamento. Geralmente, estas pacientes perdem peso muito lentamente, não respondem às chamadas drenagens linfáticas, nem aos géis redutores ou qualquer manobra estética de tratamento. Nesses casos, a melhor forma de tratamento ainda é a movimentação regular e vigorosa das pernas, principalmente em esteiras ou bicicletas ergométricas em exercícios diários, uma vez que esse procedimento tem a mesma atuação que um remédio para o problema.  

O ideal é equilibrar

Uma alteração realmente capaz de nos fazer beber água além da conta e reter líquidos é a ingestão de uma dieta rica em sal. Isso pode ser facilmente evidenciado quando passamos a beber água em excesso, após ingerirmos comida salgada e não urinamos tamanha ingestão hídrica.

O sódio presente no sal é naturalmente osmótico, ou seja, retém água ou simplesmente causa movimentos de água anormais entre os compartimentos corporais, sempre no sentido de um local de menos sódio para um mais rico em sódio. Logo, uma atitude realmente eficaz, principalmente nas fases do ciclo menstrual, onde naturalmente retemos líquidos, é o cuidado com a ingestão de sal, dando preferência a alimentos com pouco sal em sua composição.

A pior atitude para mulheres que se queixam de retenção de líquidos é o uso dos diuréticos, que induzem à perda forçada de água, causando desidratação celular, eliminação artificial de urina e a falsa impressão de que o inchaço foi reduzido ou até mesmo que houve perda de peso. A perda de peso, nestes casos, ocorre às custas de desidratação e a diurese forçada deixa sempre a impressão de que os rins não funcionam bem, quando, na verdade, o que é anormal é o volume de urina eliminando, e, com ela, eletrólitos importantes como o potássio. A má conduta acarreta em dores e fraqueza nas pernas, além de câimbras

Finalmente, é importante que as mulheres saibam que se elas têm rins funcionantes, coração e fígado normais e acesso normal à água, elas não estão inchadas, nem retêm líquidos. Quando realmente têm retenção de líquidos, isso faz parte do ciclo menstrual e é transitório. Estas mulheres precisam rever suas dietas e seus etilos de vida para tentarem explicar de maneira mais correta a sensação de ganho de peso. A correção da retenção de líquidos não é difícil, desde que possamos entender as causas do problema.