quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Previna 9 problemas femininos, com a ajuda da alimentação!


câncer de mama - foto: Getty Images

Câncer de mama

De acordo com o Ministério da Saúde, o câncer de mama está entre as dez doenças que mais matam mulheres no Brasil. Segundo a nutricionista Débora La Regina, do Centro Paulista de Oncologia (CPO), uma dieta balanceada por contribuir diretamente na prevenção do câncer de mama. "Isso acontece porque, na maioria das vezes, faltam nutrientes essenciais na alimentação da mulher que ajudariam na prevenção desse tipo de câncer", diz.

Um estudo realizado pela Boston University e publicado no jornal American Journal of Epidemiology descobriu que mulheres que comem duas porções de vegetais por dia têm 45% menos chances de desenvolver câncer de mama. Segundo a pesquisa, alimentos como brócolis, mostarda, couve e hortaliças verdes desempenham um papel ainda maior na redução de chances de câncer de mama, pois são ricos em glucosinolatos, aminoácidos que tem uma função importante na prevenção e tratamento da doença. Além deles, outros alimentos como alho, nabo, alface, abóbora e espinafre possuem menores quantidades de gluconisolatos, e devem fazer parte da dieta.


Mulher comendo peixe - foto: Getty Images

Câncer de colo do útero

Geralmente causado pelo vírus do HPV, o câncer de colo do útero é facilmente identificado em exames de rotina, como o papanicolau, a colposcopia e a biópsia. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a doença apresenta 18.430 novos casos por ano. Além de evitar os fatores de risco mais comuns, como a diversidade de parceiros sem proteção, o tabagismo e a má higiene íntima, o câncer de colo do útero pode ser prevenido com a alimentação. Um estudo da Escola de Medicina da Universidade Vanderbilt (EUA) descobriu que consumir três ou mais porções de peixe por semana diminuía em 33% o risco de desenvolver câncer de colo do útero. De acordo com os autores, o poder anti-inflamatório do ômega 3, presente nos peixes, atua combatendo os pólipos adenomatosos - são crescimentos anormais na mucosa do cólon que podem se tornar um tumor.
Dor de cabeça - foto: Getty Images

Dor de cabeça

 Segundo a Academia Brasileira de Neurologia, 76% das brasileiras sofrem com algum tipo de dor de cabeça. Entre as principais causas de cefaleia no público feminino estão estresse, má alimentação e alterações hormonais típicas do ciclo menstrual. "Durante o período de TPM, o organismo das mulheres produz em excesso um grupo de hormônios chamados prostalginas, e essas altas taxas de hormônios são as responsáveis pelas dores articulares, musculares, cólicas e a também a enxaqueca e cefaleia", afirma a endocrinologista Amanda Athayde, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). 

Porém, uma pesquisa desenvolvida pela Escola de Ciências da Saúde da Universidade Griffith, na Austrália, descobriu que uma dieta rica em vitaminas do complexo B pode ajudar a prevenir crises de enxaqueca. A nutricionista Roseli Rossi, da clínica Equilíbrio Nutricional, afirma que essas vitaminas, principalmente a B12, são fundamentais para o pleno funcionamento do sistema nervoso, evitando alterações de sensibilidade no corpo, que podem causar crises de enxaqueca. Ela explica que ao redor dos nossos nervos existe uma espécie de "capa de gordura", chamada bainha de mielina, que é fundamental para a passagem do estímulo nervoso e a proteção do nervo. "Na falta de B12, ocorre a desmielinização, que é uma espécie de defeito na bainha de mielina", completa Roseli. Fígado de boi, mariscos, ostras cruas, atum, ovos e leite são boas fontes dessa vitamina.
Mulher bebendo leite - foto: Getty Images

Osteoporose

"Durante a menopausa ocorre a diminuição dos níveis de estrógeno, hormônio feminino imprescindível para manter a massa óssea, aumentando a incidência de osteoporose", diz a endocrinologista Amanda. O Ministério da Saúde afirma que a osteoporose atinge cerca de 10 milhões de pessoas no Brasil, sendo mais da metade mulheres, e 25% delas na pós menopausa. O principal causador da osteoporose é a deficiência em cálcio, nutriente responsável por calcificar os ossos. Para consumir as quantidades recomendadas de cálcio, o ideal é ingerir o equivalente a três copos de leite integral mais uma porção de queijo amarelo por dia. "Outros alimentos, como sementes e verduras verde-escuras também são ricas nesse nutriente, mas a melhor opção são mesmo o leite e seus derivados", afirma a nutricionista Camila Freitas, da Vittali, em São Paulo.
Mulher pensativa - foto: Getty Images

Depressão

Um levantamento feito pela Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que 17 milhões de brasileiros sofram com depressão, sendo que a proporção é de duas mulheres para cada homem com a doença. De acordo com os especialistas, uma hipótese que justifica a maior prevalência em mulheres é que elas sofrem maiores oscilações hormonais, incluindo os níveis de serotonina, hormônio responsável pelo nosso bem-estar. "A doença pode acontecer porque a transmissão de serotonina não está tão efetiva quanto deveria no organismo, diminuindo o humor", explica a neurologista Dalva Lucia Rollemberg Poyares, da Unifesp.

A boa notícia é que um cardápio rico em vitamina D pode ser grande aliado contra a depressão. Pesquisadores da  Southwestern Medical Center, no Texas, Estados Unidos, encontraram ligação entre baixos níveis de vitamina e a doença após avaliarem mais de 12.600 participantes de estudos feitos entre 2006 e 2010. A principal fonte dessa vitamina é a luz solar, que estimula a produção da vitamina por nossa pele. A nutricionista Priscilla Baracat ensina que 10 a 15 minutos de contato com a luz do sol, de duas a três vezes por semana, evitando a exposição entre as 10h e 16h, já são suficientes. Outras fontes de vitamina D são: ovos, iogurte, fígado de boi, sardinha e óleo de fígado de bacalhau.
Mulher comendo soja - foto: Getty Images

Menopausa

 Ondas de calor, suores noturnos, ganho de peso, insônia, irritabilidade, entre outros sintomas, são característicos da menopausa, que afeta todas as mulheres, geralmente entre os 45 e os 55 anos de idade. Para se livrar das ondas de calor e da irritação, tão comuns na menopausa, invista em boas porções de soja. É o que afirma um estudo realizado pela Universidade de Delaware, nos Estado Unidos. Baseados na análise 19 estudos anteriores que envolveram mais de 1.200 mulheres, os cientistas descobriram que as isoflavonas presentes na soja têm um impacto direto na redução das ondas de calor e nas mudanças de humor. Para aproveitar esses benefícios, é necessário consumir pelo menos 54 miligramas de isoflavonas por dia - o equivalente a dois copos de leite de soja ou sete gramas de tofu.
Mulher comendo oleaginosas - foto: Getty Images

Endometriose

 Caracterizada pelo crescimento do endométrio fora da cavidade uterina (trompas, ovários, intestinos e bexiga), a endometriose ainda não tem causas conhecidas e atinge cerca de seis milhões de brasileiras, sendo que até 50% delas podem ficar inférteis. Apesar de as causas diretas ainda serem desconhecidas, um estudo publicado na revista Human Reproduction e desenvolvido pela Universidade de Harvard (EUA) concluiu que mulheres que consomem muitos alimentos ricos em ômega 3 tem uma chance 22% menor de serem diagnosticadas com endometriose. "Além dos peixes como atum e salmão, outras ótimas fontes de ômega 3 são as oleaginosas, como nozes, castanhas e amêndoas", diz a nutricionista Roseli. Para aproveitar os benefícios, basta consumir três unidades de qualquer uma delas por dia.
Mulher bebendo suco de cranberry - foto: Getty Images

Infecção urinária

Segundo a Sociedade Brasileira de Urologia, cerca de 20% da população feminina brasileira apresenta o distúrbio, que é caracterizado por dores ao urinar e desejo súbito e intenso de urinar, sempre em pequenas quantidades. "As mulheres tendem a ter mais infecções que os homens porque têm uma uretra mais curta e próxima ao ânus", explica o urologista Milton Skaff, do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo. Além dos hábitos de higiene íntima e da ingestão abundante de líquidos, a infecção urinária pode ser prevenida ou tratada com a ingestão de suco de cranberry, também chamada de mirtilo. É o que afirma um estudo publicado no Archives of Internal Medicine e desenvolvido por pesquisadores da Universidade Nacional de Taiwan, na China. Eles fizeram uma análise de mais de 10 testes clínicos feitos com a fruta, e descobriram que os riscos de uma infecção eram 62% maiores em mulheres que não consumiam cranberry. De acordo com o estudo, a hipótese que justificaria o efeito benéfico da fruta é a presença de compostos que inibem a aderência da bactéria Escherichia coli -  causadora da doença - na mucosa do trato urinário.
Consumo de carne vermelha - foto: Getty Images

Hipotireoidismo

Segundo dados levantados pelo IBGE em 2011, cerca de 15% das mulheres adultas sofrem com o hipotireoidismo, incidência que é 10 vezes maior que nos homens. "Ela acontece principalmente no climatério, última menstruação antes da menopausa", diz a endocrinologista e metabologista Gláucia Duarte, da Universidade de São Paulo. "O hipotireoidismo mais comum acontece quando os próprios anticorpos do organismo encaram a glândula tireoide, como se ela fosse um corpo estranho no organismo", afirma. O que os pesquisadores da USP descobriram é que uma dieta rica em selênio é fundamental para o bom funcionamento da tireoide, prevenindo doenças relacionadas à glândula. "Uma boa fonte de selênio é a carne vermelha, também rica em zinco, outro nutriente importante para a produção hormonal", afirma a nutricionista Roseli. A especialista alerta, entretanto, que a carne também pode se tornar uma vilã da saúde, uma vez que contém quantias consideráveis de gordura saturada, prejudicial ao organismo quando em excesso. "Por isso, limite o consumo desse alimento a três bifes médios por semana", complementa.

Qual a importância das refeições Pré e Pós-treino?


Quando falamos de dieta, algumas pessoas acham que são aquelas dicas e planos encontrados facilmente por aí, que em seus títulos mostram quais os resultados que as proporcionariam, tais como, emagrecimento, ganho de massa muscular, menos flacidez, menos celulite, menos barriga, entre outros. Essas dietas estão em qualquer lugar e na boca de qualquer um, vai depender de você se deseja segui-las. Porém, garanto-te um futuro decepcionante.
As dietas milagrosas encontradas nas bancas de revistas, são dietas que tem um pouco de veracidade, no entanto, essa eficácia foi-lhe útil para apenas uma pessoa, que tinha suas preferências e horários para segui-la (descartando qualquer tipo de patologia). Só que, o sucesso dessas dietas muitas das vezes ou quase sempre, não dará o resultado esperado, pois, as pessoas são diferentes uma das outras com necessidades e preferências diferentes. Portanto, quando se trata de seguir uma dieta, não é aquela que está sendo vendida na banca, com alguma atriz famosa ou um cara com uma boa compleição física. A dieta tem que ser elaborada por um nutricionista, calculada com todas as necessidades e preferências.
Quando um praticante de atividade física específica vai ao nutricionista e este elabora um plano alimentar para atingir seus objetivos, ele recebe uma orientação de como seguir a estratégia imposta. Geralmente, a distribuição dos macronutrientes dependerá dos dias de treino e do objetivo, sendo que as refeições próximas aos treinos são as mais importantes, pois no treino é que você terá uma grande demanda de nutrientes e modificações fisiológicas que a alimentação adequada suprirá.
Refeições Pré e Pós Treino
As refeições pré-treino: devem conter carboidratos para o fornecimento de energia e pra que o rendimento não seja prejudicado afetando a performance, proteínas de rápida absorção e fácil digestão para que não atrapalhe o esvaziamento gástrico dificultando o transporte sanguíneo ao músculo trabalhado durante o treino. Falando do esvaziamento, lipídeos e fibras ficam descartados nas etapas pré e pós-treino. Lembrando que estes são imprescindíveis, contudo, nos horários longe das atividades.
Pós-treino: os carboidratos ainda levam ênfase nos primeiro 40 minutos do pós-treino, pois precisa ser equilibrada a glicemia, reabastecer o glicogênio perdido e normalizar também o sist. imunológico. Se tratando de custo-benefício o carboidrato é mais vantajoso e adequado para esta reposição, por isso a proteína passa a ter ênfase depois do carboidrato (ou junto), para que está faça o seu principal papel que é a reconstrução muscular através da síntese proteica. O carboidrato pode tá sendo ingerido juntamente com a proteína pós-treino para melhor utilização da insulina e da “janela de oportunidade”. O que não pode é a ingestão da somente proteína, pois esta terá seu papel prejudicado, tendo que ser convertido em energia, pela ausência de carboidrato.

Andréia Luiz - Personal Trainer

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

INCLUA NO SEU CARDÁPIO, 10 ALIMENTOS QUE TE DEIXAM MAIS FELIZ!

Não tem quem não seja tomado por uma sensação reconfortante depois de fazer uma deliciosa refeição. E se no cardápio tiver um docinho de brinde, a vida fica melhor ainda. "Isso por que independente do alimento que consumimos, comer provoca uma confortável sensação de bem-estar já que suprimos as necessidades físicas do nosso organismo. Mas ainda há a turma de alimentos que potencializam esta reação, já que levam em sua composição, substâncias que aumentam a liberação da serotonina, hormônio neurotransmissor responsável pela sensação de prazer", explica a nutricionista e bioquímica Lucyanna Kalluf. 

A seguir, a especialista sugere 10 alimentos que são obrigatórios para um prato e dias mais alegres. Confira: 
Banana


1) Banana: a fruta é um carboidrato rico no aminoácido triptofano ( cada 100 g da banana contém em média 18mg de triptofano). Acontece que este aminoácido é uma substância precursora da serotonina. "Sem serotonina, o organismo fica suscetível a males como depressão, irritabilidade, insônia, ansiedade, mal humor e hiperfagia (aumento exagerado da fome)", explica Lucyanna Kalluf. A serotonina também é considerada como sendo uma substância anorexígena, diminuindo a compulsividade e a fome.
Abacate
2) Abacate: esta fruta rica em ácido fólico, vitamina B3 ( niacinamida) e potássio. O abacate também tem mais proteína que qualquer outra fruta, cerca de 2 g para cada porção de 110 g. Possui, ainda, quantidades úteis de ferro, magnésio e vitaminas C, E e B6. A niacinamida ( Vitamina B3) tem ação específica sobre o sistema nervoso central, colaborando com a manutenção de hormônios que regulam as substâncias químicas do cérebro e garante efeito relaxante. Esta vitamina tem ação conjunta com o ácido fólico, que atua como coenzima de diversos neurotransmissores do bom humor. Dica: fique atento ao valor calórico da fruta: cada 110 g contém cerca de 200 calorias.
Mel
3)Mel: o alimento é um carboidrato fonte de triptofano, com ação calmante que induz a uma sensação de bem estar melhorando a função da serotonina no cérebro. O mel tem uma função importante como regenerador da microflora intestinal, quando combinado aos lactobacilos presentes no intestino. Sabe-se que mais de 90% da serotonina é produzida no intestino, portanto o mel ajuda a manter a integridade intestinal colaborando com uma melhor regulação neuro-endócrina, com mais serotonina e mais disposição e sensação de prazer.
Nozes
4) Nozes: esta oleaginosas possui vitamina B1 (tiamina), que ajuda a converter glicose em energia. Também imita a acetilcolina, neurotransmissor que possui um papel nas funções cerebrais relacionadas com memória e cognição. Também carrega o Inositol (fosfatidilinositol), substância reconhecida como parte do complexo B, que é necessário para o correto funcionamento dos neurotransmissores serotonina e acetilcolina.
Toffu
5)Tofu : é o queijo à base de soja. Com muitos nutrientes, o tofu tem o dobro de proteínas do feijão e 45% menos calorias que o queijo minas. Importante fonte de magnésio mineral que atua na regulação do metabolismo cerebral e participa da metabolização de alguns aminoácidos. "A deficiência de magnésio resulta em fadiga e deficiência de enzimas envolvidas na produção de energia", explica Lucyanna Kalluf. Meia xícara de tofu tem em média 110 mg desse mineral.
Salmão
6) Ômega 3: os peixes de água fria (salmão, atum, cavalinha) são considerados excelentes fontes de ômega 3 , um ácido graxo com efeito protetor sobre os neurônios. A relação de consumo desse ácido graxo e a felicidade, está no aumento na produção dos receptores de neurotransmissores como: a serotonina, a dopamina e a noradrenalina que protegem o cérebro e o sistema nervoso central dos radicais livres, substâncias responsáveis pelo envelhecimento celular.
Gérmen de trigo
7) Gérmen de trigo: é a parte mais nobre do trigo, que quando é refinado perde esta propriedade, e uma excelente fonte de todo aporte vitamínico do complexo B, atuando como calmante natural que diminui a irritabilidade e o nervosimo. Tem inositol, presente nas membranas celulares como fosfatidilinositol, que é necessário para o correto funcionamento dos neurotransmissores serotonina e acetilcolina. "Também carrega o ácido pantotênico, a vitamina B5 ou vitamina anti-estresse que atua na síntese da acetilcolina, conferindo melhor adequação dos impulsos nervosos e das funções cerebrais", aponta a nutricionista.
Canela
8)Canela: rica em polifenóis e antioxidantes, esta especiaria melhora a atividade da insulina, ajuda a estabilizar os níveis de açúcar no sangue e reduz a compulsão por carboidratos e doces. Assim, colabora para evitar o sobrepeso e o acúmulo de gorduras na região abdominal e mantém a produção de serotonina em equilíbrio.
Lentilha
9)Lentilha: é fonte de proteínas vegetais e cálcio, contribuindo significativamente para a regulação da flora intestinal. O equilíbrio do cálcio e magnésio no organismo atua no metabolismo cerebral e na produção de neurotransmissores, como serotonina e dopamina, responsáveis pela sensação de prazer e bem-estar.
Chá verde
10)Chá verde: afasta os riscos do estresse oxidativo, que é a deficiência de substâncias antioxidantes no organismo, trazendo como consequências doenças como a obesidade e até depressão. O chá verde é rico em polifenóis, nutrientes antioxidantes que atacam os radicais livres das células cerebrais, mantendo a sua atividade neuro protetora  diminuindo a probabilidade de inflamação cerebral e favorecendo sensação de bem-estar.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

OITO CUIDADOS QUE O DIABÉTICO DEVE TER AO PRATICAR EXERCÍCIOS FÍSICOS!

Aplicação de insulina, dieta rígida, avaliações constantes da glicemia: conviver com o diabetesnão é tarefa das mais fáceis. Mas são justamente esses cuidados que tornam a vida dos 10 milhões de brasileiros que, segundo o Ministério da Saúde, possuem a doença com muito mais qualidade. "Com os devidos cuidados, a pessoa com diabetes pode fazer tudo o que uma pessoa saudável é capaz de fazer, inclusive exercícios físicos", explica o endocrinologista Sérgio Vêncio, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). 

A atividade física faz parte do tratamento não farmacológico, aquele que vai além dos remédios. "O exercício auxilia no ajuste do controle glicêmico e reduz a dose necessária de insulina e medicamentos orais, além de diminuir o percentual de gordura e aumentar a massa magra", conta a educadora física Luciana Mendonça Arantes, do Centro Avançado de Recuperação e Estética Rio Claro (CARE). Aproveite o dia Mundial do Diabetes (14 de novembro) para calçar o tênis e correr para a academia, mas com todos os cuidados necessários. 

Médico - foto: Getty Images


Auxílio profissional

Consultar um médico antes de iniciar uma atividade física é um cuidado obrigatório para qualquer pessoa. Para o paciente de diabetes, vale o mesmo. O endocrinologista Sérgio Vêncio conta que o aval médico é ainda mais importante para quem tem risco para doença cardiovascular ou mais de 40 anos. A atividade física deve ser preferencialmente supervisionada por educador físico, o profissional apto a definir intensidade, duração e o tipo de exercício físico, tornando-o mais eficiente e seguro. Mas o especialista recomenda: "Nos casos em que não for viável o acompanhamento desse profissional, a atividade física não deve ser evitada, mas realizada de acordo com a recomendação médica".
Bicicleta - foto: Getty Images

Tempo e frequência

Nada de passar horas na academia, segundo a educadora física Luciana Mendonça, 60 minutos de exercícios físico diários, com frequência de no mínimo três vezes por semana, são comprovadamente suficientes para melhorar os níveis de glicose no sangue do paciente. Mas se você gosta de malhar, não existem limitações. O portador de diabetes - devidamente controlado - pode praticar exercícios durante o mesmo tempo, frequência e intensidade que qualquer outra pessoa.
Cansaço durante a corrida - foto: Getty Images

Para controlar a glicemia

A endocrinologista Vivian Estefan, do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, conta que a redução dos índices de glicemia é um dos efeitos mais significativos da atividade física no diabetes. A glicose é fonte predominante de energia nos 30 primeiros minutos de exercício. Assim, a atividade física tem função parecida com a insulina quanto à utilização de glicose pela célula.

A realização de exercícios físicos estimula a secreção de alguns hormônios, como o cortisol e o GH (hormônio do crescimento). Em consequência, o fígado produz glicose, o que pode aumentar a glicemia. Por outro lado, o exercício aumenta a sensibilidade dos tecidos corporais à insulina ? fazendo com que o corpo metabolize a glicose com mais facilidade. O corpo age como uma balança frente ao exercício: alguns processos físicos aumentam a glicemia, enquanto outros diminuem.

Se antes do exercício a glicemia estiver elevada (maior que 250mg/dl), o exercício está contraindicado, já que pode causar um pico glicêmico. Caso ela esteja inferior a 150mg/dl, a atividade pode ser realizada naturalmente, ajudando até a diminuir esses valores. Caso a glicemia esteja abaixo dos valores considerados normais (de 70 a 140mg/dl, aproximadamente), a atividade pode gerar hipoglicemia e, por isso, deve ser evitada.
Aplicação de insulina - foto: Getty Images

Ajuste da insulina

A endocrinologista Vivian Estefan conta que a insulina e as medicações que diminuem a glicemia têm sua ação intensificada pelo aumento do metabolismo que ocorre durante o exercício físico. "Por isso, recomendamos que, sob orientação médica, a dose da medicação tomada seja menor no dia da realização da atividade física". Este mecanismo é um dos responsáveis por hipoglicemias induzidas pelo exercício. O paciente deve fazer a monitorização frequente da glicemia até entender como o seu corpo se comporta antes, durante e a após a atividade física, fazendo a suplementação quando necessário.  
Fita métrica, maçã e halter - foto: Getty Images

Alimentação

 O endocrinologista Sérgio indica a ingestão de uma pequena quantidade de carboidrato - como uma fatia de pão integral ou uma barrinha de cereais - antes da atividade física. Esse nutriente é precursor da glicose e é liberado lentamente no organismo, o que evita a queda brusca da glicemia. Após a prática de exercícios, também é importante consumir carboidratos para repor as energias gastas.
Musculação - foto: Getty Images

Saia da esteira

Exercícios aeróbicos, como a caminhada, são muito importantes para quem tem diabetes, mas estudos recentes mostram que a musculação também pode ser muito vantajosa para quem convive com a doença. "Isso porque as contrações musculares repetidas estimulam componentes da membrana celular", afirma o fisiologista Raul Santo, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Isso faz com que as proteínas celulares carreguem mais facilmente a glicose para dentro da célula. Além de controlar o nível de açúcar no sangue, o exercício pode, a longo prazo, diminuir a dependência da suplementação de insulina 
 Cuidado com os pés  - foto: Getty Images

Cuidado com os pés

O endocrinologista Sérgio conta que o paciente de diabetes pode apresentar uma complicação chamada neuropatia, que causa a diminuição da sensibilidade, principalmente em extremidades, como os pés. Essa complicação pode gerar um dos transtornos mais conhecidos do diabetes: o pé diabético. O paciente pode se machucar e não perceber, o que - associado à circulação sanguínea deficitária - pode levar, em casos graves, até à amputação. Mas evitar o problema é simples: use meias e calçados adequados e confortáveis, principalmente durante a atividade física, e olhe bem seus pés diariamente - assim qualquer lesão pode ser identificada e tratada logo no começo.
Cadeia genética - foto: Getty Images

Diabetes tipo 1

"Os cuidados para o portador de diabetes tipo 1 - doença de caráter genético e não adquirido - são os mesmos indicados para quem tem diabetes tipo 2, com uma única diferença: esse indivíduo necessariamente utiliza insulina, o que pode aumentar ainda mais as chances de hipoglicemia", explica Sérgio Vêncio. "Vale redobrar a atenção nesses casos e fazer as medições antes de qualquer prática".

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

MUSCULAÇÃO AGE NO TRATAMENTO DE 7 DOENÇAS CRÔNICAS.


Pensou em esculpir o corpo e ganhar formas bem definidas, a musculação logo surge como alternativa. Mas os benefícios desse tipo de atividade ultrapassam a estética: portadores de doenças crônicas, como osteoporose e DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica), apresentam melhora nos sintomas e ganham qualidade de vida com os treinos regulares. "Em alguns casos, o exercício pode até diminuir a dependência de medicamentos" afirma o fisiologista do esporte Raul Santo, professor da Faculdade São Judas Tadeu (SP).

O cuidado fundamental é conversar com seu médico antes e entender as limitações do seu corpo para execução de um treino seguro, sem risco de lesões. A seguir, você descobre sete doenças que têm os sintomas amenizados quando o aluno deixa a preguiça de lado e começa a levantar pesinhos, pelo menos, três vezes por semana. 
DE 7
Homem adulto fazendo musculação - foto: Getty Images
Diabetes 

Estudos recentes mostram que a musculação pode ser muito vantajosa para o portador dediabetes. "Isso porque as contrações musculares repetidas estimulam componentes da membrana celular. Isso faz com que as proteínas celulares carreguem mais facilmente a glicose para dentro da célula. Além de controlar o nível de açúcar no sangue, o exercício pode, a longo prazo, diminuir a dependência da suplementação de insulina", afirma o fisiologista. 
Grupo de pessoas fazendo musculação - foto: Getty Images
Hipertensão 

O hipertenso tem os vasos sanguíneos mais resistentes, o que exige esforço redobrado do coração para conseguir mandar o sangue para todos os tecidos do corpo. O exercício com pesos - com carga leve à moderada - leva à formação de novos capilares sanguíneos. "Isso diminui resistência periférica dos vasos e a sobrecarga ao coração. E ainda aumenta a oferta de nutrientes, hormônios e oxigênio aos tecidos", afirma o médico do esporte. Se bem feita, a atividade ajuda no controle da doença e diminui a pressão arterial em repouso. 
Homem idoso fazendo exercício resistido - foto: Getty Images
Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica 

Quem tem DPOC sabe que o enfraquecimento da musculatura é muito comum. Isso acontece porque a oferta de oxigênio aos músculos é limitada, já que a respiração é difícil. "A musculação ajuda a reverter a perda de massa muscular e de quebra pode melhorar a restrição pulmonar, já que o músculo treinado capta o oxigênio com mais facilidade", afirma o educador físico Ivaldo Larentis, especialista em musculação. 
Mulher idosa fazendo exercício com pesos - foto: Getty Images
Osteoporose 

A tração que o músculo exerce sobre o osso quando é realizado o movimento da musculação estimula o remodelamento ósseo. "Ocorre um aumento da produção de células ósseas, da fixação de cálcio e da densidade do osso", afirma o educador físico Gustavo Neves Abade, treinador de corrida e condicionamento físico da Assessoria Branca Esportes - São Paulo. Mas o exercício merece atenção e orientação adequada, já que há risco de fraturas se o peso colocado estiver acima da capacidade do praticante.  
Pessoa com obesidade fazendo exercício resistido - foto: Getty Images
Obesidade 


Todo indivíduo com obesidade sabe que deve fazer exercícios aeróbios. Mas muitos acabam deixando a musculação para depois de emagrecer. Gustavo explica que associar a musculação ao treino aeróbio pode trazer benefícios até para o processo de emagrecimento. "O fortalecimento que a musculação proporciona ajuda a fazer atividades aeróbias mais potentes por mais tempo, acelerando a queima de calorias. Além disso, músculos fortes consomem mais energia e aumentam o metabolismo basal, obrigando o corpo a consumir mais calorias para se manter". 
Homem fazendo exercício com pesos - foto: Getty Images
Artrose 

Quem tem artrose sofre com a diminuição e a fraqueza dos músculos que ficam ao redor da articulação comprometida. Exercícios bem direcionados de musculação ajudam a recuperar essa região, com a hipertrofia e o fortalecimento, melhorando diretamente o caminhar e a qualidade de vida dos pacientes, que passam a sentir menos dores. 
Mulher fazendo exercício resistido com elástico - foto: Getty Images
Artrite reumatoide 

O indivíduo que tem artrite reumatoide precisa de fortalecimento muscular para preservar a articulação afetada. As consequências da doença, como a dificuldade para andar, podem ser atenuadas com o treino. Mas é preciso muito cuidado ao praticar esse exercício, já que mal dosado ele pode aumentar a atividade inflamatória da articulação. "Lembre-se de consultar o seu médico, medicar-se adequadamente e fazer o exercício com muita cautela" orienta Raul Santo. 

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Biomecânica é chave para treino de musculação eficaz!

biomecanica-e-chave-para-treino-de-musculacao-eficaz

Essenciais para o organismo, os músculos devem ser sempre trabalhados e estimulados para que se regenerem e cresçam. Afinal, a passagem dos anos faz com que percamos massa muscular e, segundo o consultor esportivo e profissional de educação física José Rubens D’Elia, da capital paulista, “músculo é vida”, uma vez que são repletos de sangue – alimento do nosso corpo.

Musculação e os benefícios à saúde

A musculação apresenta diversos benefícios aos seus praticantes justamente por trabalhar com os músculos e estimular seu crescimento e força. Denis Foschini, especialista em fisiologia, doutor em ciências e autor do livro “Prescrição e Periodização do treinamento de força em academias”, conta que além dos benefícios estéticos tipicamente buscados pelos praticantes de musculação, a modalidade apresenta efeitos na saúde também: “controle da pressão arterial, do diabetes, do câncer, do HIV, da obesidade, além da melhora do perfil lipídico, da percepção da qualidade de vida, dos aspectos emocionais, da força muscular, entre outros são apresentados em estudos que envolvem o treino de força muscular”.

Musculação: montagem de um treino eficaz

Para auxiliar ainda mais na montagem de um treino correto e eficaz, o profissional de Educação Física deve ter conhecimentos de anatomia, fisiologias humana e do exercício, biomecânica e, segundo Foschini, também devem ter em mente que “o ser humano não é exclusivamente biológico, mas também é influenciado por aspectos psicológico, sociais, culturais, espirituais etc”, para poder ter autonomia e não ser um mero reprodutor de “receitas”.

Biomecânica é uma grande aliada no treino de musculação

Os conhecimentos em biomecânica, ou seja, noções de física (mecânica) aplicadas no funcionamento do corpo humano, são inclusive bastante úteis para criar treinamentos que sejam benéficos ao corpo e que consigam trabalhar suas estruturas de forma mais apropriada a alcançar os objetivos desejados sem correr riscos de criar lesões.

Julio Serrão, coordenador do laboratório de biomecânica da Escola de Educação Física da Universidade de São Paulo (USP) lembra que a biomecânica ajuda em vários momentos, mas é realmente fundamental na hora da escolha dos exercícios que o indivíduo vai fazer. “As escolhas às vezes se dão de forma esdrúxula: pelo que o treinador mais gosta ou o que é mais comum, mas às vezes essa opção traz riscos se não for bem feita e, quando equivocada, coloca em perigo todas as decisões anteriores que o profissional tomou porque não vai ter resultado”, explica. Sem a biomecânica, o profissional de Educação Física poderá recrutar um grupo muscular na intensidade errada, arriscando a integridade do aluno.

O coordenador do grupo de pesquisas em Neuromecânica do Treinamento de Força (GNTF: FEFISO-ACM) e especialista em treinamento desportivo e fisiologia do esporte, Paulo Marchetti, destaca que os conhecimentos de biomecânica ajudam no entendimento da mecânica articular, na participação dos músculos no exercício, nos mecanismos de lesão relacionados à prática de atividade física, nos procedimentos de reabilitação e no sequenciamento dos exercícios. 

Treino de musculação: pontos chaves para prescrever o melhor treino

Na hora de prescrever um treinamento de musculação, o profissional de Educação Física deve prestar atenção que os biomateriais preservados são considerados por sobrecarga, assim, a ordem dos exercícios faz pouca diferença, sendo o ponto crucial o conjunto de movimentos selecionados para cada aluno. “O conjunto pode ter maior ou menor carga e, se o cara for bem treinado, suporta bem; mas se ele estiver mal treinado ou lesionado, pode ser fatal e a preservação do tecido biológico vai depender da escolha biomecânica do exercício”, aponta Serrão.

Trabalhar com exercícios com amplitude máxima é desejável na musculação, uma vez que alguns quadrantes musculares só trabalham em funções extremas. Serrão orienta apenas para que o treinador não saia do arco natural da articulação, colocando em hiper extensão ou em meio arco, porque este ângulo nem sempre protege o indivíduo de forma efetiva. “Outro problema está em não fazer um arco completo e aí o músculo não ganha força. O agachamento é um caso clássico. Um idoso que não fizer um arco completo terá dificuldades para subir escadas, se sentar e fazer movimentos do dia a dia. Os arcos com movimento mais amplo são indispensáveis para o cotidiano”, orienta.

Com foco na escolha e qualidade dos exercícios de musculação, até mesmo os alunos com restrição no tempo e que só tem 30 minutos para treinar saem beneficiados e, segundo Marchetti, no caso da musculação esses proveitos se mostram ainda maiores em quem é menos treinado. Só é preciso ficar de olho para que o aluno não encurte seu treino sem otimização, sem treinar o suficiente – o que é bastante diferente. Serrão conta que muitos estudos têm demonstrado que a adaptação de força deve ser feita com treinos d curta duração, que a ideia de que é preciso treinar por duas horas já não tem grande eficiência. “Mas uma pessoa que treina 30 minutos precisa ter uma combinação de exercícios diferente daqueles prescritos para alguém que tem disponibilidade de treinar por uma hora”, ressalta.

A escolha do treino de musculação variam conforme o sexo, a idade e, principalmente, as características de cada indivíduo, segundo o profissional da USP. “As pessoas já não estão mais no ápice da saúde quando procuram as atividades físicas atualmente, elas têm limitações e, com os conhecimentos em biomecânica, o treinador pode escolher os exercícios que vão colocar carga de acordo com as características individuais daquele aluno, sem riscos de lesões”, orienta.

Foschini lembra que homens e mulheres têm concentrações distintas de alguns hormônios que facilitam o aumento de força e massa muscular, gordura corporal e alteram o comportamento e eles sofrem influência da idade. Dessa forma, os exercícios, a intensidade, o volume, os métodos e a periodização devem ser adequados a essas características.

Treino de musculação e periodização

Na prática de musculação, a periodização dos exercícios é de extrema importância. Marchetti conta que a ciência tem apontado que ela é fundamental por diversas razões, como:
- o planejamento das atividades otimiza o tempo, além de estabelecer metas e objetivos parciais que se fundem em objetivos maiores, relacionados às necessidades do cliente e esse tipo de determinação de metas é fundamental para alcançar objetivos reais;
- a periodização mostra organização e controle do treino, o que faz toda a diferença no dia a dia do praticante;
- permite visualizar erros no treino, assim como reorganizar metas não atingidas pelos clientes ou redimensionar objetivos não atingidos; 
- favorece a análise das necessidades do cliente, desta forma o professor precisa dedicar um tempo ao estudo e planejamento dos treinos e rotinas;
- a lógica da periodização auxilia na inclusão de métodos e sistemas de treino de forma sequenciada e premeditada.

No caso dos treinos de choque, o pesquisador orienta que apenas quem já está habituado a treinar pode passar por esse tipo de procedimento. “Treinos de choque são aplicados em sujeitos mais bem treinados e em fases bem distintas da periodização. São treinos altamente intensos, os quais podem oferecer maior risco ao praticante não tão bem adaptado tecidualmente aos treinamentos.”

Treino perfeito: musculação e cárdio

Foschini conta que o treino cardiorrespiratório promove diversos benefícios estéticos e na saúde e, por isso, pode complementar o treino de musculação. Ainda assim, ele lembra que apesar de haver contraindicações na literatura, “uma linha de autores sugere que o treino cardiorrespiratório pode contribuir para o treino de musculação por aumentar o consumo de oxigênio - fato que poderia potencializar a ressíntese de ATP no intervalo entre as séries, ou seja, a pessoa conseguiria iniciar a próxima série de repetições com maior estoque de ATP, desenvolvendo maior capacidade de contração muscular”.

“Embora os entusiastas digam que musculação é eficiente para perder peso, isso não é verdade. Quem quer manter peso ou reduzir, precisa combinar força e cardiovascular, até no mesmo dia, juntos, mas preservando o nível de treinamento físico apurado. Pensando na maioria das pessoas, que saem de um patamar de treino baixo, o ideal é que alterne os dias de exercícios para evitar o overtraining e consequentes lesões”, propõe Serrão.

Docente da Universidade Metodista de São Paulo, Foschini ressalta que a ordem dos exercícios de musculação e cardio no treinamento é outro tema muito discutido: “costumo sugerir que ela tem relação direta com o objetivo da pessoa. Por exemplo: se o indivíduo tem como meta principal aumentar a massa muscular, é interessante começar pela musculação, mas caso pretenda melhorar a capacidade cardiorrespiratória pra correr, pode começar com o treino de cardio”. A concorrência (influência negativa) de um tipo de exercício sobre o outro tem sido objetivo de muitos estudos, mas ainda não há consenso nem dados suficientes para muitas conclusões. Foschini conta que é sabido que a realização do treinamento cardiorrespiratório antes da musculação pode reduzir a força muscular, mas esse achado parece ser verdadeiro para atletas de força, não tendo influência na maioria de praticantes de musculação em academia.

Alongamento deve ser realizado após o treino de musculação

“O alongamento ganhou ar de santidade na nossa área”, diz Julio Serrão, “acham que ele tem o dom de proteger contra lesões e a literatura tem mostrado que quando ele é feito antes do exercício, pode até ser perigoso porque a pessoa alonga intensamente e perde força na muscular na hora em que precisa da força. Abre mão dela por causa do alongamento”.

O profissional da USP lembra ainda que depois do treino o alongamento é prescrito como forma de prevenção da dor tardia, mas que poucos dados comprovam a eficiência deste movimento. Foschini concorda, mas afirma que o efeito placebo do alongamento também devem ser levados em conta, pois o efeito psicológico faz com que o praticante se sinta mais seguro ao praticar a atividade de força antes ou depois de alongar.

Por impor carga ao músculo, quando somado ao exercício, o alongamento pode se tornar muito pesado para ser levado pelo aluno e, por conta disso, deve ser feito sempre com pouca intensidade, mais com o intuito de relaxamento. A flexibilidade, que é uma das metas de todo mundo que se exercita pode ser conquistada também por meio do treino de força, segundo o profissional da USP: “é um erro pensar que só alongamento dá flexibilidade. Com treino de força organizado também é possível conquistá-la”.

Treino de musculação deve ser prescrito por um profissional de educação física habilitado

Em uma analogia didática, Serrão comparou o treino de musculação prescrito por um profissional não habilitado a ir a um médico não habilitado: “no médico você pode morrer; com um professor não apto, você pode aleijar, ter lesões irrecuperáveis, como osteoartrose, problemas articulares, hérnia de disco, lesões de ombro, entre outros problemas que podem afetar a qualidade de vida do aluno no dia a dia”.

Dentre os erros comuns que os profissionais têm visto por aí, Denis Foschini cita a prescrição de treinamentos não individualizados e que não agradem ao aluno: “esse fato tem grande influência na adesão ao treino de musculação, que é uma das grandes preocupações das academias”.

Para Paulo Marchetti, os equívocos que percebe, de forma geral, são: “execução errada da técnica da maioria dos movimentos da musculação; erros no ajuste de intensidade dos exercícios; falhas no planejamento do volume de séries e números de exercícios por grupamento muscular; e velocidade de execução não controlada”.


* Andréia Luiz - Especialista em Personal Trainer
                         Credenciada pela Gallo Personal Systems

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Hérnia de Disco



Hérnia discal é o deslocamento do núcleo pulposo através do anel fibroso, constituindo-se como uma das principais causas de dor lombar (CECIL, 1992). A hérnia de disco surge como resultado de diversos pequenos traumas na coluna que vão, com o passar do tempo, lesando as estruturas do disco intervertebral, ou pode acontecer como conseqüência de um trauma severo sobre a coluna. A hérnia de disco surge quando o núcleo do disco intervertebral migra de seu local, no centro do disco para a periferia, em direção ao canal medular ou nos espaços por onde saem as raízes nervosas, levando à compressão das raízes nervosas.
Um disco é uma estrutura colocada entre duas vértebras. O disco possui uma área central gelatinosa (núcleo pulposo) circundada por um anel, que mantém esse núcleo no seu interior. O núcleo gelatinoso funciona como um amortecedor. Devido a fatores como seu envelhecimento (degeneração), o anel às vezes se rompe e permite a saída de parte do núcleo. Esse material gelatinoso comprime a raiz nervosa e provoca os sintomas de uma hérnia (de disco).
A maioria das hérnias ocorre na região lombar (perto da cintura), mas também existem hérnias da região torácica e cervical (pescoço).

Causas

Traumas, infecções, malformações congênitas, doenças inflamatórias e metabólicas, neoplasias, distúrbios circulatórios, fatores tóxicos, fatores mecânicos e psicossomáticos. (SAMARA, 1985).
Os fatores mecânicos são os maiores responsáveis (excesso de peso, postura inadequada, exposição a vibrações, pequenos traumas repetitivos e disfunções biomecânicas não corrigidas).
Também podemos considerar o tabagismo, suas substancias promovem vasoconstrição dificultando a nutrição do disco gerando sua fragilidade.
O sedentarismo é um fator de grande relevância, visto que os músculos multífidos e transverso do abdômem (estabilizadores), que ajudam a dissipar forças compressivas perdem a sua função protetora.

Processo e Evolução da Hérnia

O rompimento das fibras do anel fibroso do centro para a periferia começa a deformar o disco, dando a ele uma morfologia diferente, abaulado o que é denominado abaulamento discal. Esse abaulamento pode ser assintomático ou gerar dor lombar (lombalgia) caso ele entre em contato com o saco dural.
Com a evolução do quadro esse abaulamento poderá aumentar seu volume gerando uma protusão, que assim como o abaulamento pode ser assintomático.
A hérnia de disco ocorre quando há uma ruptura completa das fibras do anel fibroso e conseqüente extravasamento do núcleo pulposo, esse extravasamento em geral comprime uma raiz nervosa gerando um quadro de dor, que pode ser localizada na coluna lombar (lombalgia), na coluna irradiando para a face posterior da perna e glúteos (lombociatalgia) ou mesmo apenas dor irradiada para a face posterior da perna e glúteos (ciatalgia).
A hérnia pode apresentar também uma condição chamada sequestro, quando o material não está no local da extrusão.

A utilização de técnicas de fisioterapia manual (osteopatia, mobilização neural, estabilização vertebral, RPG, Mckenzie e outros), possibilita restaurar a mobilidade funcional do segmento, correção de alterações posturais e bloqueios mecânicos, alivio da dor e principalmente visa uma solução não cirúrgica eficiente para essa patologia, com resultados positivos acima dos 85%. 



A coluna vertebral é composta por vértebras, em cujo interior existe um canal por onde passa a medula espinhal ou nervosa. Entre as vértebras cervicais, torácicas e lombares, estão os discos intervertebrais, estruturas em forma de anel, constituídas por tecido cartilaginoso e elástico cuja função é evitar o atrito entre uma vértebra e outra e amortecer o impacto.
Os discos intervertebrais desgastam-se com o tempo e o uso repetitivo, o que facilita a formação de hérnias de disco, ou seja, parte deles sai da posição normal e comprime as raízes nervosas que emergem da coluna. O problema é mais frequente nas regiões lombar e cervical, por serem áreas mais expostas ao movimento e que suportam mais carga.
Causas
Predisposição genética é a causa de maior importância para a formação de hérnias discais, seguida do envelhecimento, da pouca atividade física e do tabagismo. Carregar ou levantar muito peso também pode comprometer a integridade do sistema muscular que dá sustentação à coluna vertebral e favorecer o aparecimento de hérnias discais.
Sintomas
A hérnia de disco pode ser assintomática ou, então, provocar dor de intensidade leve, moderada ou tão forte que chega a ser incapacitante.
Os sintomas são diversos e estão associados à área em que foi comprimida a raiz nervosa. Os mais comuns são: parestesia (formigamento) com ou sem dor; dor na coluna; na coluna e na perna (e/ou coxa); apenas na perna ou na coxa; na coluna e no braço; apenas no braço.
Prevalência
A hérnia de disco acomete mais as pessoas entre 30 e 50 anos, o que não quer dizer que crianças, jovens e idosos estejam livres dela. Estudos radiológicos mostram que depois dos 50 anos, 30% da população mundial apresentam alguma forma assintomática desse tipo de afecção na coluna.
Diagnóstico
O diagnóstico pode ser feito clinicamente, levando em conta as características dos sintomas e o resultado do exame neurológico. Exames como RX, tomografia e ressonância magnética ajudam a determinar o tamanho da lesão e em que exata região da coluna está localizada.
Prevenção
Desenvolver hábitos saudáveis de vida e que estejam de acordo com as normas básicas estabelecidas pela Ergonomia, tais como: prática regular de atividade física, realização de exercícios de alongamento e de exercícios para fortalecer a musculatura abdominal e paravertebral, e postura corporal correta são medidas importantes para prevenir as doenças da coluna.
Tratamento
As hérnias de disco localizadas na coluna lombar, em geral, respondem bem ao tratamento clínico conservador. O quadro reverte com o uso de analgésicos e antiinflamatórios, se a pessoa fizer um pouco de repouso e sessões de fisioterapia e acupuntura. Em geral, em apenas um mês, 90% dos portadores dessas hérnias estão aptos para reassumir suas atividades rotineiras.
Hérnias de disco na coluna cervical podem surgir diretamente nessa região ou serem provocadas por alteração na curvatura e posicionamento da coluna vertebral durante a crise da hérnia lombar. A escolha do tratamento, se cirúrgico ou não cirúrgico, considera a gravidade dos sintomas e o déficit motor. A cirurgia só é indicada quando o paciente não responde ao tratamento conservador e nos casos de compressão do nervo exercida por parte do disco que extravasou, pois corrigido esse defeito mecânico a dor desaparece completamente.
Recomendação
* Evite todos os excessos que facilitam a instalação das hérnias de disco: excesso de peso, de bebidas alcoólicas, de exercícios físicos, de cigarro;
* Procure manter a postura correta quando sentado ou em pé;
* Não se esqueça de que vida sedentária é responsável não só pela formação de hérnias de disco, mas por muitos outros problemas de saúde;
* Informe-se sobre o tipo de atividade física indicada para sua faixa de idade;
* Suspenda os exercícios se os sintomas voltarem e procure assistência médica imediatamente;
* Siga as recomendações médicas depois da cirurgia para evitar que nova hérnia se forme naquele local.