sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Comer rápido aumenta risco de obesidade!


Um estudo publicado na revistaJournal of the American Dietetic Association revelou que pessoas que comem muito rápido têm mais chances de desenvolver obesidadedo que aquelas que comem em ritmo mais lento. A análise foi liderada por pesquisadores da Osaka University, no Japão.
A pesquisa monitorou os hábitos alimentares de três mil homens e mulheres, analisando a velocidade de ingestão dos alimentos nas refeições.

Os resultados mostraram que homens que se alimentavam muito rápido tinham uma probabilidade 84% maior de desenvolver obesidade do que os demais. Já as mulheres que comiam em pouco tempo tinham o dobro do risco dos homens que comiam rapidamente.

Resistência e flexibilidade
Segundo cientistas, comer muito rápido atrapalha os comandos do cérebro e deixa o órgão sobrecarregado. Além disso, a substância responsável por provocar a sensação desaciedade só é produzida 20 minutos depois que a refeição é iniciada.

Pratique os melhores exercícios contra obesidade
Enfrentar a obesidade requer muita determinação. Só de pensar no ritmo de mudanças de hábitos, o suor escorre? Então aproveite para transpirar em nome da boa forma, com as dicas dos especialistas.

A primeira medida é buscar orientação médica para descobrir a intensidade de treino que o seu corpo é capaz de suportar. "Os excessos são perigosos em qualquer situação. Mas, no caso de um paciente obeso, a saúde é ainda mais frágil", afirma o personal trainer Marcelo Joaquim, do Centro de Cirurgia Obesidade e Metabólica.

Se você quer eliminar peso e ganhar saúde, acompanhe as sugestões de treino que o Minha Vida apurou juntos aos especialistas.
Todos os exercícios devem ser precedidos por um aquecimento. Mas as pessoas com sobrepeso devem redobrar a atenção com o aquecimento e o alongamento. "Os quilos extras sobrecarregam as articulações, por isso elas levam mais tempo a se acostumarem com os movimentos", afirma o doutor em ciências da saúde Hildeamo Oliveira, do Centro de Excelência em Medicina do Exercício (CEMEx) Golden Spa.

Hidroginástica
Exercícios na água reduzem o peso sobre as articulações, favorecendo aulas mais longas e maior queima de calorias. Sessões de hidroginástica emagrecem e ainda relaxam o corpo. "A água consegue aliviar a tensão causada pelo excesso de peso, tornando a hidroginástica uma atividade revigorante", afirma o médico do Exercício.

Frequência sem riscos
Para perder peso com exercícios, você precisa treinar de 60 a 90 minutos por dia, pelo menos cinco vezes na semana. A recomendação para pessoas com obesidade é mais rigorosa do que para quem tem sobrepeso. "Após três meses, já é possível elevar as cargas e aumentar a intensidade dos exercícios", afirma Marcelo Joaquim.

Exercícios aeróbios Exercícios como caminhada, bicicleta e a dança podem fazer parte do treino de uma pessoa com obesidade. Mas para garantir que as aulas estão no ritmo adequado, é fundamental fazer uma avaliação física e solicitar orientação médica.

Esportes na água
Natação e outros esportes adaptados para a água contribuem para a perda de peso. Hidealmo explica que, fora da piscina, uma pessoa com obesidade gasta mais tempo para frear um movimento e acelerar em outra direção.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Comer, beber e respirar rápido podem por a vida em risco, diz estudo.

Portal Terra
Devorar refeições em minutos pode ser suficiente para quase dobrar o risco de ficar obeso, de acordo com um estudo da Nova Zelândia. Comer muito rápido substitui os mecanismos que dizem ao cérebro que a pessoa está satisfeita, explicou Ian McDonald, professor de fisiologia metabólica da Universidade de Nottingham. As informações são do Daily Mail. 

Uma pesquisa da Universidade Osaka monitorou os hábitos alimentares de 3 mil pessoas e descobriu que 84% dos homens que comiam rápido eram mais propensos à obesidade. Em um estudo publicado no Journal of the American Dietetic Association, foi descoberto que mulheres com idade entre 40 e 50 anos e que comem rápido demais são mais propensas a serem obesas do que as que comem devagar. 

Ian McDonald explica que, quando a pessoa come, "os nervos enviam sinais ao cérebro que o estômago está se expandindo". "Ao mesmo tempo, um hormônio chamado ghrelin, produzido quando o estômago se esvazia para disparar uma mensagem de fome, começa a diminuir. Somente cerca de 20 minutos depois de começar a comer é que a mensagem de saciedade chega ao cérebro", afirmou o especialista. 

Comer rápido demais também pode aumentar o risco de refluxo ácido, segundo pesquisadores da Universidade de Medicina da Carolina do Sul. O estudo mostrou que a ingestão de uma refeição com 690 calorias em cinco em vez de 30 minutos induz até 50% mais episódios de refluxo ácido, provocando uma sobrecarga de ácido no estômago. 

Respirar depressa
Não é só comer rápido que faz mal à saúde. Adultos saudáveis realizam cerca de 10 a 14 respirações por minuto, mas algumas pessoas respiram 20 ou mais vezes, e isso pode levar à sensação de falta de ar e a outros sintomas, como formigamento nos dedos e ao redor dos lábios, palpitações, cansaço, incapacidade de concentração e também síndrome do intestino irritável, disse Fiona Troup, fisioterapeuta do Six Physio em Londres. 

Os sintomas são um sinal de que você está respirando pela boca em vez de fazer a respiração mais profunda através do nariz. Isso leva a uma queda dos níveis de dióxido de carbono no sangue. Resultado: o oxigênio não pode ser liberado para os músculos e órgãos. 

Beber muito rápido
O risco de consumir álcool muito rápido é de que o organismo não consiga processá-lo. A pessoa pode desmaiar e se torna mais propensa a ficar embriagada, além de um nível que o corpo pode suportar. 

Apenas uma compulsão pode resultar em cicatrizes no fígado, informou Paul Wallace, professor da atenção primária na University College London. "As pessoas processam o álcool em taxas diferentes - de acordo com o sexo, tamanho e até mesmo etnia -, mas a regra geral é que o fígado só pode processar cerca de uma unidade de álcool por hora ", disse ele. 

"Beba dez unidades em duas horas, o equivalente a dois ou três copos grandes de vinho, e você ainda terá oito unidades de álcool em seu sistema depois de duas horas", completou. 

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Existe relação entre horas de sono e obesidade?



Sim. Diversas evidências epidemiológicas e experimentais confirmam a associação entre a diminuição de horas de sono e aumento do risco de obesidade.

O sono é um importante modulador da função neuroendócrina e do metabolismo da glicose. A redução do tempo de dormir resulta em alterações metabólicas e endócrinas, incluindo a diminuição da tolerância à glicose e da sensibilidade à insulina, desequilíbrio dos hormônios anorexígenos e orexígenos, com consequente aumento do apetite.

Os estudos epidemiológicos, realizados em diferentes regiões geográficas, têm examinado a associação entre sono e obesidade, tanto em adultos quanto em crianças. A maioria dos estudos encontrou uma associação significativa entre o sono curto (<6 h por noite) e aumento de risco para obesidade. Uma metanálise de 18 estudos com 604.509 indivíduos adultos demonstrou um aumento de risco relativo para obesidade de 1,55 (p < 0,0001) para aqueles que dormiam menos de 5 horas de sono.
Buxton e Marcelli (2010) realizaram um estudo com 56.507 adultos entre 18 e 85 anos de idade, que demonstrou um aumento de 6% na probabilidade de desenvolver obesidade nos indivíduos que tinham duração do sono (auto-relatada) de menos de 7 horas por noite.

Os mecanismos relacionados com horas de sono e obesidade ainda não estão totalmente esclarecidos, mas os pesquisadores apontam que os distúrbios causados pela diminuição nos horários de sono influenciam o apetite, saciedade e, consequentemente, a ingestão alimentar, favorecendo o aumento da obesidade.

Estudos demonstraram que a grelina, um hormônio orexígeno (que promove a fome) está aumentado após a restrição de horas dormidas, enquanto que a leptina, um hormônio anorexígeno (que contribui para a percepção da saciedade), está diminuído. Além disso, a diminuição de horas de sono pode afetar o gasto energético corporal, pois a leptina, é um hormônio que aumenta o gasto energético e, portanto, mudanças nos níveis de leptina após a privação de sono afetam tanto a ingestão calórica quanto o gasto energético.

Segundo os autores destes estudos, dormir é um processo restaurativo do cérebro, importante para a saúde física e mental. A diminuição da duração do sono é bastante comum na sociedade e levanta preocupações sobre impacto negativo dos distúrbios do sono na saúde em geral.


Bibliografia (s)

Beccuti G, Pannain S. Sleep and obesity. Curr Opin Clin Nutr Metab Care. 2011;14(4):402-12.

Buxton OM, Marcelli E. Short and long sleep are positively associated with obesity, diabetes, hypertension, and cardiovascular disease among adults in the United States. Soc Sci Med. 2010;71(5):1027-36.

Crispim CA, Zalcman I, Dáttilo M, Padilha HG, Tufik S, Mello MT. Relação entre sono e obesidade: uma revisão da literatura. Arq Bras Endocrinol Metab. 2007;51(7):1041-1049.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

JEJUM PROLONGADO, É INIMIGO DO SEU METABOLISMO!


Seu corpo precisa e você adora. Uma boa refeição é fonte não só de nutrientes valiosos para o bom funcionamento do organismo, como de momentos de muito prazer. O risco está em transformar essas ocasiões em válvulas de escape para a ansiedade e a tristeza, num ciclo para lá de venenoso e que termina em culpa. "Para se punir contra os excessos, muita gente acaba passando horas em jejum, atitude que afeta as habilidades motoras e cognitivas e não leva a um processo de emagrecimento saudável", afirma a endocrinologista e nutróloga Ellen Simone Paiva, do Citen. Os prejuízos para a saúde são muitos quando você fica muito tempo sem comer - dependendo do caso, até piores do que os riscos em se afogar no excesso de calorias. Acompanhe a seguir o que acontece no seu corpo quando falta combustível para ele funcionar.

Metabolismo
O jejum prolongado obriga o corpo a trabalhar em marcha lenta, diminuindo o ritmo de todas as funções com o objetivo de economizar energia. "Com essa queda do metabolismo, é possível engordar até comendo menos, pois o corpo entende que há necessidade de formar uma reserva energética", afirma o fisiologista Raul Santos de Oliveira, do Centro de Estudos da Medicina da Atividade Física e do Esporte (CEMAFE). Para reverter a situação, a melhor saída é cultivar uma dieta balanceada, com refeições a cada três horas, aliada à prática regular de exercícios físicos.

Cérebro
O sistema nervoso depende de glicose para funcionar. Por isso, a hipoglicemia, diminuição do nível de glicose no sangue, afeta a capacidade de raciocínio e concentração, atrapalhando o rendimento no trabalho e nos estudos. "O único momento em que o corpo tolera um jejum de oito ou dez horas, sem prejuízo ao metabolismo, é quando você dorme e há redução na energia gasta", diz Ellen. Nos demais casos, a falta de glicose causa diversos efeitos colaterais, como tontura, confusão mental e até mau hálito.

Funcionamento das células
Segundo a endocrinologista Ellen, para se manterem ativas no período de jejum, as células começam a buscar alternativas à glicose. Essa queima gera corpos chamados cetônicos, responsáveis por causar dores musculares, dificuldade de concentração e o hálito característico de quem fica muito tempo sem comer. Por isso, como as células trabalham 24 horas por dia, é recomendável ingerir seis pequenas porções de alimentos em intervalos de três horas. "O hábito também preserva a saciedade, impedindo exageros em uma única refeição".

Hormônios
A produção de hormônios também requer energia. Assim, quando passa muito tempo em jejum, seu corpo faz uso dos hormônios já existentes no organismo, mas logo fica carente dessas substâncias - e isso afeta até a transmissão de mensagens pelo cérebro. Os hormônios mais susceptíveis aos efeitos do jejum são os que regulam o ciclo menstrual da mulher e, em longo prazo, essa escassez pode levar à suspensão da menstruação.

Humor
Diversos estudos já comprovaram que certos alimentos são capazes de amenizar os sintomas da depressão, da TPM e até da menopausa. Mais do que isso: pessoas muito estressadas demonstraram altos níveis do hormônio cortisol, responsável pela quebra de proteínas, processo especialmente requisitado quando o corpo já não consegue obter energia por meio de carboidratos. Por isso é bastante comum algumas pessoas ficarem mal-humoradas ou irritadas perto do momento da refeição. Para evitar situações como essa, recomenda-se sempre levar uma fruta ou barrinha de cereais na bolsa.

Músculos
A massa muscular armazena glicose sob a forma de glicogênio, em concentrações pequenas, para servirem como alternativa durante o jejum. "Mas, aos poucos, o organismo começa a queimar reservas musculares para produzir energia e há redução da massa magra do corpo, com diminuição da força muscular", afirma a médica. Cãibras e dores pelo corpo. São sintomas comuns.

Coração
"O maior risco cardiológico no jejum prolongado são as alterações eletrolíticas no organismo. A baixa do potássio, que causa arritmias cardíacas, é a mais perigosa delas", afirma Ellen Paiva. Da mesma maneira, caem a pressão sanguínea e a frequência respiratória.

Por Laura Tavares

TREINAMENTO DE FORÇA NO ENVELHECIMENTO!

Envelhecimento é um fenômeno que ocorre em todos os organismos multicelulares, sendo considerado um fenômeno com propriedades evolutivas importantes  (Kirkwood, 2002).
Para Singer (1977), o envelhecimento é a conseqüência de alterações que os indivíduos demonstram, de forma característica, com o progresso do tempo, desde a idade adulta até o fim da vida.
Com o passar da idade, a tendência é que as pessoas se tornem mais sedentárias, com pensamentos equivocados de que exercício físico é coisa de pessoas jovens. A fraqueza muscular pode avançar para um estágio no qual um indivíduo idoso não possa realizar atividade de vida diária comuns, tais como levantar-se de uma cadeira, varrer o chão ou retirar o lixo.
Sob condições normais, a força está maximizada entre os 20 e os 30 anos de idade, período após o qual permanece relativamente estável ou diminui levemente ao longo dos próximos 20 anos (Hakkinen, Kallinen e Komi, 1994). Por volta dos 60 anos de idade, ocorre uma redução mais dramática tanto nos homens quanto nas mulheres. Vale relatar que as mulheres parecem perder força precocemente em relação aos homens.
A perda de força nas extremidades inferiores tem sido mostrada, em ambos os sexos, como maior do que a perda nas extremidades superiores (Häkkinen, Kallinen e Komi, 1994; Lynch.,1999). Tal afirmação pode explicar a perda de equilíbrio e subsequente queda entre os idosos, podendo ocasionar diversos tipos de traumas.
Há mais de uma década, Fiatarone e colaboradores (1990) demonstraram que indivíduos acima de 90 anos de idade podem atingir ganhos de força em período de apenas oito semanas de treinamento. Esse estudo chamou bastante atenção ao conceito de treinamento de força no envelhecimento.
O treinamento de força, no público idoso, tem se mostrado um meio eficiente para promover melhora de muitas capacidades, incluindo aumento da força, da flexibilidade e da tolerância ao esforço (capacidade aeróbia (Dias, Gurjão e Marucci, 2006)). Esses benefícios repercutem de maneira positiva na autonomia funcional, melhorando o desempenho nas atividades cotidianas (Vale ET AL, 2006; Lima et AL., 2006; Dias, Gurjão e Marucci, 2006).
Estudos feitos por Fronteira et al. (1994), utilizando também um programa de treinamento de força intenso (3 séries de 8 repetições com 80% de 1 AVM (ação voluntária máxima), 3 vezes/semana, durante 12 semanas) em um grupo de idosos sedentários (60-72), demonstraram ganhos substanciais na força (200% de AVM  na extensão de joelhos) e evidenciaram também hipertrofia muscular por análises feita por biópsia.
Os ossos de idosos também podem se beneficiar do treinamento de força. Nelson e colaboradores (1994) demonstraram que o treinamento de força de alta intensidade teve efeitos significativos sobre a saúde óssea, com aumentos reportados na densidade do fêmur e da coluna lombar após um ano de treinamento. Além desses resultados, ficou evidente a melhoria no equilíbrio, aumento na massa muscular. Quando somados esses fatores, diminui o risco para uma fratura óssea de origem osteoporótica.
O treinamento de força, além de seus efeitos positivos sobre a densidade óssea, o metabolismo energético e o status funcional, também pode ser importante para aumentar os níveis de atividade física na terceira idade. Esse treinamento pode ser um dos mais efetivos e menos custosos caminhos para se preservar uma vida independente em um largo segmento da população (Rogers e Evans, 1993).
Referências Bibliográficas
PEREIRA, B; SOUZA JUNIOR, T. P. Compreendendo a barreira do treinamento físico:aspectos metabólicos e fisiológicos. Ed. Phorte. 2005.
FLECK, S. J; KRAEMER, W. J. Fundamento do treinamento de força muscular. 3 ed, Artmed, 2006.
MCARDLE, W. D; KATCH, F. LKATCH, V. L. Fisiologia do exercício: energia,nutrição e desempenho humano. 5 Ed. Guanabara koogan. 2003.
TEIXEIRA, C. V. L; GUEDES JUNIOR, D. P. Musculação perguntas e respostas: as 50 duvidas mais freqüentes nas academias. Phorte editora, 2010.
GUEDES JUNIOR, D. P. Saiba tudo sobre musculação. Editora Shape, 2006
ZANELLA, A. L. et alii  Processo do envelhecimento humano. Revista brasileira de fisiologia do exercício. V.9, n.2, p. 100. abr/jun 2010.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Nove erros clássicos na hora de emagrecer!

Veja.com
Os enganos mais comuns cometidos na busca pelo peso ideal:

É comum que, na ânsia por emagrecer, sejam cometidos erros básicos — e alguns não tão básicos assim. Muitas pessoas, por exemplo, se preocupam demais em escolher a dieta ideal e as atividades físicas mais eficazes, e acabam esquecendo de prestar atenção em detalhes essenciais para que o objetivo seja alcançado. "Quem tem problemas com obesidade e sobrepeso luta a vida toda contra a balança, então uma dieta completamente restritiva, que não tem como durar para sempre, nunca será eficaz", explica o médido endocrinologista e diretor da Regional de São Paulo da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, Bruno Geloneze Neto.

O principal é perder peso de uma maneira saudável, sem passar fome e aceitando o fato de que cada um carrega um fator genético diferente. Além de, claro, compreender que nem dieta nem remédio nenhum fazem milagres. Confira alguns dos erros que muitos cometem e que devem estar atrapalhando o seu processo de emagrecimento:

Fazer dietas rigorosas demais
Regimes restritivos estão fadados a terminar um dia, mas quem sofre com obesidade ou sobrepeso terá que lidar com esse problema para sempre. Dietas que restringem nutrientes essenciais, como carboidratos, proteínas ou gorduras, além de não funcionarem a longo prazo, são prejudiciais à saúde, já que as refeições deixam de ser balanceadas. "O ideal é um planejamento alimentar pensado para cada pessoa, pois cada um tem organismo, genética e rotina diferentes", explica o endocrinologista Bruno Geloneze.

Ter obsessão com a balança
Ansiedade e desânimo podem ser alguns dos sentimentos provocados quando uma pessoa se pesa frequentemente. Uma perda de peso saudável é progressiva e lenta, então não vale à pena criar expecativas quanto a resultados a todo o momento.

Aqueles que seguem uma alimentação saudável e praticam exercícios físicos podem não diminuir o peso na balança, mas estão emagrecendo, já que estão substituindo gordura por massa magra. "Além disso, as pessoas não devem se iludir quando perdem peso sem fazer exercícios físicos, pois muitas vezes perderam massa magra, e não gordura", explica Geloneze.

Não procurar acompanhamento profissional
A reeducação alimentar, a escolha da medicação e a prática de exercícios devem ser acompanhados por médicos, nutricionistas e educadores físicos. Quem dispensa os profissionais corre risco de não conseguir emagrecer, prejudicar a saúde e sofrer contusões, por exemplo.

Traçar objetivos impossíveis
Quem pretende emagrecer muito e em pouco tempo pode se decepcionar e acabar desistindo de conseguir um objetivo saudável e mais acessível. Segundo o médico endocrinologista Alfredo Halpern, o ideal é que se perca de meio a um quilo por semana, e não mais do que isso. Para Geloneze, ter uma perda exorbitante de peso é extremamente difícil, e manter tal resultado é impossível.

Ignorar o fator genético
Quem tem uma genética que facilita o ganho de peso não deve se acomodar com essa situação, mas deve levá-la em consideração quando pretende perder peso. "Cada um deve querer emagrecer de acordo com a sua estrutura e nunca comparar o seu peso com o de alguém com tendência a ser magro", explica o endocrinologista João Eduardo Nunes Salles. Segundo os médicos, pessoas com obesidade de grau I ou II que perdem 10% de seu peso, entre 3 e 6 meses, já têm grandes melhoras em problemas cardiovasculares e diabetes, por exemplo.

Pular refeições
Quem deixa de comer durante o dia, ou terá um problema de desnutrição ou não conseguirá manter a restrição alimentar até a noite. Então, somando fome, ansiedade e o estresse acumulado do dia-a-dia, aquele que pulou refeições comerá pior, em maior quantidade e mais rápido à noite, um período do dia em que o organismo está programada para armazenar, e não gastar, energia. Além disso, os médicos afirmam que pular refeições não emagrece. Mesmo em busca da perda de peso, todos devem comer de 3 a 5 vezes ao dia.

Contar somente com os remédios
As medicações devem ser receitadas por um médico e encaradas como coadjuvantes do processo de emagrecimento, e não como protagonistas. Elas devem complementar uma alimentação correta e prática de atividades físicas.

Relaxar depois de emagrecer
Uma pessoa que tem tendência a ganhar peso nunca deixará de ser assim, mesmo depois de emagrecer. Então, ela deve se conformar com o fato de que terá que se controlar para o resto da vida. Alcançar a perda de peso ideal não é motivo para deixar de praticar atividade física, comer corretamente e frequentar um médico. Segundo Halpern, as pessoas não devem se acostumar a ganhar um ou dois quilos, mesmo depois de ter emagrecido vinte.

Exagerar nas atividades físicas
Quem sempre foi sedentário ou está desacostumado a fazer exercícios físicos deve começar aos poucos com as atividades. Caminhadas regulares são as práticas mais indicadas para quem está começando. Iniciar as atividades com esportes violentos ou que exijam muito do corpo pode causar lesões e interromper precocemente algo que deveria ser progressivo. Além disso, é perigoso para pessoas com obesidade que geralmente apresentam problemas cardiovasculares.

Por Vivian Carrer Elias

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

5 ERROS COMETIDOS POR INICIANTES NA MUSCULAÇÃO.

A maioria dos iniciantes na musculação não sabe bem o que fazer para alcançar os objetivos na academia. Muitos instrutores não fazem muita questão de ajudar, e para quem está começando e não tem condições de contratar um bom personal, fica difícil ir pelo caminho certo.
Dentre os erros mais cometidos pelos iniciantes na musculação, os 5 abaixo são os principais.
Iniciantes na Musculação

TREINAR POR MUITO TEMPO

Nos esportes tradicionais como o futebol, tênis e atletismo, quanto mais você treina, melhor você fica. Esse não é o caso na musculaçãoMenos é mais! Para crescer você precisa descansar bem.Iniciantes não devem treinar mais de 4 vezes por semana e cada treino deve durar menos de uma hora. Se você leva mais de uma hora para completar o treino, não está trabalhando duro o suficiente.

NÃO TREINAR O CORPO INTEIRO

Conheço pessoas que treinam apenas o peito e o bíceps (e não são poucas). Todo mundo quer ter o braço e o peitoral grande, mas se esquecem que o resto do corpo também precisa ser trabalhado, caso contrário ficará desproporcional. Outra coisa comum é encontrar pessoas que não treinam pernas. Alguns exercícios para pernas, como o levantamento terra e o agachamento, trabalham todo seu corpo, elevam seus níveis de testosterona, etc. Dessa forma, treinar apenas os músculos preferidos é um grande erro.

TREINAR BEM E SE ALIMENTAR MAL

A não ser que tenham amigos experientes para orientá-los, boa parte dos iniciantes na musculação começa a treinar sem sequer mudar a alimentação. A dieta representa cerca de 70% na construção muscular, e se não for boa, você não vai crescer, simples assim. Você precisa consumir muitas proteínas, carboidratos e gorduras essenciais diariamente para ganhar massa muscular.

TÉCNICA POBRE

O importante não é a quantidade de peso que se levanta, e sim a maneira que se levanta os pesos. O treino deve ser difícil sim, porém de nada adianta levantar os pesos de qualquer jeito, só para falar para os amigos que pegou tanto no supino. Todos os movimentos devem ser lentos e controlados, utilizando os músculos para levantar os pesos.

DESISTIR RÁPIDO

É incrível como as academias ficam lotadas em determinadas épocas do ano, e depois de algum tempo só restam os mesmos de sempre. Alguns iniciantes acreditam que basta treinar por dois meses, sem muito esforço, e já ficarão iguais ao cara mais forte da academia. Isso não existe! Todos começam algum dia (inclusive os mais fortes), e o processo de construção muscular não é rápido. É verdade que no início já se nota alguma diferença, porém para que os resultados sejam satisfatórios é necessário treinar com determinação e se alimentar bem por um longo período de tempo.

VIGOREXIA - QUANDO A VAIDADE PODE VIRAR DOENÇA?

Hoje muito se comenta sobre a vaidade feminina. Mas, quando ela é tão forte que acaba prejudicando a saúde? Hoje vou falar um pouco sobre a vigorexia, também conhecida como Síndrome de Adônis.
Sabe-se cada vez mais sobre uma série de distúrbios ligados à imagem do corpo, como a anorexia e a bulimia, que são os dois mais conhecidos exemplos desse problema. O que médicos e pesquisadores têm apontado é o crescimento da vigorexia, distúrbio que tem como principal sintoma a valorização excessiva do corpo e uma busca incessante por um corpo magro e musculoso. Embora esse tipo de distúrbio seja mais comum entre os homens, as mulheres também fazem parte do time e cada vez mais lotam as academias de ginásticas. O vigoréxico, aquela pessoa que sofre de vigorexia, vê a si mesmo muito fraco e tem uma compulsão por se tornar mais forte, seja através de exercícios físicos ou do uso de drogas, como anabolizantes.
A pessoa que possui este distúrbio busca tornar o corpo magro e musculoso a qualquer custo, mesmo que isto lhe traga prejuízos futuros. A vigorexia causa um desgaste orgânico e mental e pode trazer consequências semelhantes às do estresse, como insônia, desinteresse sexual, falta de apetite, irritabilidade, fraqueza, cansaço, entre outros. Além disto, são também frequentes os problemas físicos, como desproporção dos membros, problemas ósseos e articulares e falta de agilidade. Os vigoréxicos apresentam comportamento de dependência de exercício com crises de abstinência quando impedidos da prática.
Umas das características psicológicas dos vigoréxicos são o sentimento de inferioridade, retração social e timidez, que fazem com que a pessoa busque se afirmar através de um corpo perfeito. Apesar de serem musculosos, os vigoréxicos se sentem internamente enfraquecidos e distantes de si e de seus ideais. Essas pessoas, de tão isoladas que ficam, acabam tendo outros problemas psíquicos, como a depressão.
É, mulheres! Aumentar um pouquinho aqui, diminuir umas medidas é comum. Quem nunca desejou ter as medidas certas? Vaidade é normal. Mas quando ela passa a ser primordial, torna-se uma doença, um veneno para a autoestima, asfixiando o prazer de viver de muitas pessoas que, sem perceber, ficam obcecadas em alcançar o padrão de beleza, o perfeito estético.
O resultado dessa luta infinita são pessoas frustradas com o próprio corpo, infelizes em relacionamentos pessoais, reféns de padrões de beleza inexistentes.
É desejável que as pessoas tenham preocupação com o próprio físico, desde que esta não se torne uma obsessão e venha a prejudicar outros setores da vida. Reconhecer as pressões estéticas impostas pela sociedade e saber lidar com elas de maneira saudável é a chave para evitar doenças como a vigorexia e outros distúrbios da imagem corporal. Mais importante do que exibir um corpo musculoso e perfeito é ostentar uma imagem saudável, que não seja construída em detrimento do próprio bem-estar.

RETIRADO DO SITE www.mexendonabolsa.com.br, da minha querida amiga e jornalista,Paula Fernandes.

Escrito por:
Mislaine Lara Vieira é psicóloga e ama o que faz. Atualmente, trabalha em um hospital e na clínica Belle Clinique. Por acreditar que a Psicologia pode ajudar muita gente, desde que encarada com ética e seriedade. E por isso mesmo, nunca se viu em outra profissão. Além do divã, ama viajar e sair da rotina. Entre os diversos sonhos que possui, anseia por uma família. É espiritualmente muito ativa e acredita muito em Deus. Ama a vida e tudo que ela traz de brinde. É batalhadora e vai à luta sempre que quer algo, tanto que chega a ser cabeça-dura, às vezes. Gosta muito de dormir, até tarde, quando pode, e às vezes admite que bate uma preguicinha danada.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Estresse libera hormônios que podem detonar seu coração!

Estudo relaciona cortisol a mortes causadas por infarto, pressão alta e derrame


O estresse é um inimigo do coração. As tensões emocionais propriciam doenças cardiovasculares aos montes. Já foi comprovado cientificamente que a alta liberação de hormônios em situações estressantes perturbam o organismo, provocando reações que englobam desde o aumento da pressão arterial a um fulminante ataque cardíaco.

Preocupações diárias com problemas pessoais, excesso de trabalho, insegurança, frustrações, pressão, entre outros sintomas de estresse, desencadeiam reações que interferem no bom funcionamento do coração. A associação destes fatores com a pré-disposição genética a problemas cardiovasculares resultam em uma espécie de bomba para o corpo. Entender a gravidade da situação é o primeiro passo para combater as ameaças. 
Estresse libera hormônios que detonam o coração - Foto: Getty Images
Descarga de hormônios 
Estar sob um estado de tensão mexe com o funcionamento do cérebro. De acordo com a cardiologista Maria Angela Plácido, quem vive uma rotina estressante libera altos níveis de hormônios que provocam instabilidade no organismo. A adrenalina é um deles."Ela atua aumentando os batimentos cardíacos e a pressão arterial, o que pode culminar em um ataque cardíaco e até levar a morte", explica. Já o cortisol, outro hormônio liberado durante situações de estresse, pode causar mortes em pessoas que já tenham doenças cardiovasculares, segundo um estudo publicado no Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism.

Para chegar a tal conclusão, pesquisadores observaram o comportamento de mais de 800 voluntários com mais de 65 anos e com histórico de problemas cardíacos. No período de três anos, cerca de 180 destas pessoas que estavam sendo acompanhadas morreram. A quantidade de cortisol que circulava no organismo delas era maior do que a esperada. Esse aumento está relacionado a complicações cardiovasculares. Segundo os números levantados no estudo, para as pessoas que não sofrem com doenças cardiovasculares os problemas causados pelo cortisol são quase imperceptíveis, mas para pessoas que tem histórico de doenças do coração, o aumento nos níveis desse hormônio eleva o risco de morte em até cinco vezes. 
Em outra pesquisa, feita na Suécia e publicada na revista Diabetic Medicine, foi constatado que homens que passam por altos níveis de estresse podem dobrar os riscos de desenvolver diabetes tipo 2, aquele em que o organismo é capaz de produzir insulina, mas tem dificuldade de processá-la.

Como combater o inimigo do coração 
Especialistas aconselham quem sofre com problemas cardíacos a fugir de fatores estressores para aliviar os sintomas do estresse. Alguns hábitos, segundo a cardiologista Maria Angela, podem ser incorporados à rotina para evitar danos fatais. Atividades físicas regulares, alimentação balanceada, sono sem interferência de ruídos já são de grande ajuda no combate ao inimigo. Além deles, claro, há inúmeras formas de manter a saúde do coração em perfeito estado, como manter os níveis de colesterol estáveis, não fumar, não estar acima do peso, entre outros. 

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

CONHEÇA OS LIMITES DA MALHAÇÃO PARA QUEM ESTÁ GRIPADO!


Uma investigação divulgada pelo American College of Sports Medicine, e noticiada pelo Saúde Plena, chegou à conclusão de que a prática de esportes é capaz de eliminar em até dois dias os sintomas da gripe. Essa novidade é justificada pelos cientistas responsáveis pelo estudo graças ao fato de que a atividade física estimularia as células do sistema imunológico, favorecendo a luta do organismo contra a infecção.

A descoberta, divulgada em maio deste ano, bota em cheque uma velha desculpa de praticantes da malhação para interromperem os seus treinos em virtude da doença. Algumas pessoas chegam a se “entregar” totalmente para o desconforto e ficar várias horas na cama sem que a gripe seja tão severa e acabam perdendo uma ótima motivação para se exercitarem. Se a atividade for realizada de forma moderada, pode favorecer a melhora e ajudar a reduzir os sintomas mais incômodos.

Mas afinal, até que limite podemos malhar com a gripe e evitar perder o que ganhamos nos treinos anteriores? Os especialistas do American College of Sports Medicine, principal instituição americana de medicina esportiva, explicam o que deve fazer quem já foi pego pela doença:

Liberado

Fazer 30 minutos de atividades moderadas em dias alternados se os sintomas são amenos e se resumem a dor de cabeça, nariz escorrendo ou tosse.

Voltar à ginástica quando estiver quase recuperado. Especialistas explicam que as endorfinas liberadas pelo exercício têm efeito analgésico e relaxante muscular, por isso ajudam a aliviar sintomas leves.

Ficar na cama se a dor se espalhar além da cabeça. Ou seja, se tiver febre, infecção nas vias respiratórias (nariz, laringe, faringe, pulmões), febre e dores no corpo, descanse.

Desaconselhável

Malhar até transpirar, o que não vai expulsar vírus e bactérias e curá-la. Forçar a barra não adianta. Tentar levar o corpo além do limite pode agravar a condição do paciente, que é sensível.

Retomar os treinos logo depois de sair de uma gripe forte. O ideal é esperar pelo menos duas semanas e voltar aos poucos. O corpo precisa de um tempo para readquirir a condição saudável e livre do vírus.